Skip to content

FAQ – Perguntas Mais Frequentes

FAQ (perguntas mais frequentes) do blog Indústria da Decepção

Sumário:

1. Quais as principais diferenças entre “mercado tradicional” e esquemas de pirâmide?

2. Quais as complicações de utilizar indiscriminadamente o Aloe Vera?

3. O que há por trás do dualismo “vencedores x perdedores”?

4. Qual é a relação “ser bem-sucedido em sua profissão” com o fracasso de mais de 95% dos distribuidores de MMN?

5. Somente os esquemas financeiros baseados no marketing de rede podem ser considerados fraudulentos? E as empresas de MMN que possuem produtos?

6. As pessoas entram no MMN totalmente conscientes do que realmente se trata?

7. Existem dados de rendimentos dos distribuidores da Herbalife nos EUA?

8. Distribuidor de MMN pode ser considerado empresário e/ou empreendedor, e sua atividade pode ser considerada um negócio?

9. MMN é ensinado em Harvard?

10. É verdade que mais de 25% do PIB dos EUA vem do MMN?

11. Os astronautas da NASA utilizam os produtos Herbalife em missões espaciais?

12. Quando um distribuidor compra um produto por R$ 45,60 e vende-o a R$87,00 ele está tendo realmente R$ 40,40 de lucro LÍQUIDO?

13. A responsabilidade pelo prejuízo de recrutas na atividade é sempre dos “indivíduos mal intencionados”? As companhias não possuem responsabilidade pelos recrutas que perdem dinheiro e por aqueles recrutas que induzem outros recrutas a perderem dinheiro?

14. O que seria um negócio de MMN legítimo?

15. Vários distribuidores de empresas ligadas à área nutricional gostam de afirmar que a indústria do bem-estar é uma “mega-tendência”, com o objetivo de legitimaresm seus “negócios”, estando baseados, entre outros materiais, no livro “O Próximo Trilhão”, de Paul Zane Pilzer, que foi alçado à categoria de best-seller por conta da compra em massa dos distribuidores da AMWAY. Até que ponto essa afirmação é verdadeira? Como ficam os distribuidores/consumidores nessa história?


1. Quais as principais diferenças entre “mercado tradicional” e esquemas de pirâmide?

Definimos o termo pirâmide como algo que designa, dentre outras coisas, atividades que conduzem à falsa impressão, à ilusão de que grande parte das pessoas que se esforçarem, que tiverem atitude, que forem persistentes e consistentes um dia chegarão ao topo ou perto do topo da hierarquia do plano de marketing. Essa ilusão é uma mentira, uma falácia, pois mais de 95% das pessoas que forem seduzidas pelo sonho da prosperidade embutido no MMN perderão dinheiro. Acima de tudo, definimos pirâmide aquelas atividades em que os rendimentos do distribuidor, além de seu avanço no plano de marketing, advém quase na sua totalidade do RECRUTAMENTO de outros distribuidores.

Desenvolvendo a idéia um pouco mais: não é somente na empresa tradicional que temos a figura do Presidente, diretores, gerentes, supervisores etc. Nas empresas de MMN também existe hierarquia. A diferença entre os dois “tipos” de empresa está na esfera da distribuição/circulação dos produtos!! Em outras palavras, temos a esfera da administração, da produção e da circulação. Esta “casta hierárquica” é que cuida da esfera da administração, produção, e constrói as estratégias para a esfera da distribuição!! E é na esfera da circulação/distribuição que a coisa muda de figura. Numa empresa “tradicional”, as vendas são feitas para o consumidor final, através de canais de distribuição específicos, marketing/publicidade e propaganda etc. Ou seja, quem compra está interessado no CONSUMO. Já numa empresa de MMN, os intermediários/distribuidores acabam sendo os próprios consumidores!! E repare bem, leitor: eles são incitados a comprarem os produtos não só pra consumo próprio, mas principalmente para sustentar posições no plano de marketing, com o intuito de transmitir uma imagem positiva para seus downlines e futuros recrutas downlines.

Esse é o ponto de vista do distribuidor/consumidor. Para a EMPRESA, o consumidor acaba sendo o próprio distribuidor!! Isso é ótimo pra ela!! Ela passa os riscos da atividade para o distribuidor/consumidor, responsável por vender produtos, recrutar e difundir a marca!! Ela PULVERIZA responsabilidades. Se o distribuidor vendeu ou não os produtos para um consumidor final não cadastrado na rede, isso não é o mais importante para a empresa, pois seu lucro já foi realizado com a venda para o distribuidor cadastrado!! (empresas de MMN trabalham no seguinte esquema: dinheiro pra cá, produtos pra lá. Nada de vendas no cheque. À prazo, só no cartão, e olhe lá) É o melhor dos mundos para a empresa!!

Já o trabalhador que possui vínculo com empresa privada ou pública que não utilize o MMN como sistema de distribuição, portanto fazendo parte da folha de pagamento dessas empresas, possui dinheiro para comprar o arroz e o feijão no final do mês, coisa que no MMN não ocorre nem aqui, muito menos lá na China, pra esmagadora maioria de seus leais seguidores!! Quer dizer, quem fica pelo meio do caminho, numa empresa “tradicional”, não perde dinheiro (pode até ganhar pouco, mas não perde), ao contrário da maioria dos distribuidores/vendedores autônomos de empresas de MMN, que só ficam pra contar história ou nem isso: a maioria prefere sequer mencionar que um dia teve experiências com esse tipo de negócio.

Voltar ao Inicio ↑


2. Quais as complicações de utilizar indiscriminadamente o Aloe Vera?

Algumas ressalvas para utilização desta substância podem ser encontradas abaixo:

“Pesquisas demonstrando que Aloe Vera pode causar problemas renais

Artigo mostrando que Aloe Vera pode causar hepatite

E outro artigo mostrando que Aloe Vera pode causar inúmeros problemas

Voltar ao Inicio ↑


3. O que há por trás do dualismo “vencedores x perdedores”?

O dualismo “vencedores X perdedores”, tão utilizado pelos vendedores de MMN, repousa sobre dois panos de fundo fundamentais. O primeiro diz respeito ao rótulo winners X losers, pertencente à cultura ocidental que foi/é difundida com maior força pela cultura americana, através de seus produtos culturais (jogos, cinema, livros etc). Esses produtos culturais moldam a maneira com a qual as pessoas pensam, encaram e agem no mundo. Em outras palavras, utilizando um termo da PNL, um dos fatores cruciais que contribuem para moldar o modelo de mundo de uma pessoa é justamente o aspecto sócio-cultural de uma sociedade.

O segundo, um pouco mais complicado de se entender, trás consigo a busca de um fundamento ético no mundo físico, fundamento esse transportado pelo mundo político e econômico, pelo que sugerem os ortodoxos/conservadores, que descansa no encontro com a eficiência, muito própria ao indivíduo autocentrado, presentificado e, de forma geral, indiferente ao bem-comum. Sob o signo dessa eficiência, típica de um darwinismo renovado, há o estabelecimento de uma “cultura da indiferença”, meio que narcisista, que aprofunda a dissolução de um espaço compartilhado de valores. Como nos lembra Umberto Eco, os ideais estão tão segmentados que hoje existe uma confederação de bens-comuns, e não “O” bem-comum, muitas vezes impermeável ao diálogo das diferenças e ao dissenso. “O capitalismo é assim mesmo”, “a globalização veio pra provocar o fim da história” são frases corriqueiras que sintetizam essa nova era, a era dos símbolos e dos simulacros.

Entretanto, a exponenciação da economia de livre-mercado, do moderno modelo de reprodução da vida social, que mostra as caras totalmente na década de 90 e se manifesta na crescente desregulação dos mercados, no primado da concorrência desmedida, na maior mobilidade do capital produtivo e financeiro, na flexibilização das relações de trabalho e nas limitações dos direitos econômicos e sociais das pessoas mais pobres deixa revelar o propósito desse ideário de crenças e valores: construir uma estrutura econômica que seja social e política. É a própria economia de final do século XX e início do século XXI literalmente devorando a vida social do Ocidente. O leitor esperto já deve ter percebido a característica fundamental a essas transformações: a ausência de REGULAÇÃO, de CONTROLE sobre essa estrutura.

A maneira mais fácil de identificar as manifestações desse ideário/conjunto de valores – que trás consigo individualismo exacerbado que abre franca oposição ao debate, reduzindo qualquer crítica e discordância ao novo arranjo à escória de ultrapassado, traidor dos novos tempos, defensor de idéias “erradas”, de perdedor, fracassado – é perceber exatamente como ele se manifesta nas ações concretas do governo e da sociedade civil, mais precisamente na maneira pela qual as pessoas manifestam seus pensamentos. Como fazer isso? Percebendo que, na maior parte das vezes, os argumentos dos seguidores desse ideário sempre são emitidos na 1ª pessoa, com a explanação de versões individuais para um fenômeno coletivo, do tipo “ora, se eu estou ganhando dinheiro com MMN, essa conversa de que esse sistema tende a ser fraudulento é balela. Eu ganhei dinheiro, melhorei minha saúde, como pode essa atividade ser uma fraude que prejudica a maior parte das pessoas?”; ou então, não conseguir entender os objetivos dos colaboradores do blog, ao tentar associar-nos a pessoas “fracassadas, que poderíamos estar ligados à indústria farmacêutica de alguma forma, que trabalhamos para outro MMN e queremos a derrocada dos demais, ou que somos desocupados, e outras coisas do gênero. Dito de outra forma, conseguem levar um debate para o lado pessoal, fugindo das verdadeiras características da própria discussão. Como já explicado anteriormente, esse novo ideário está coberto por uma visão de mundo baseada em rótulos (vencedor X perdedor, fracassado X campeão, MMN X mercado tradicional, dentre tantos outros).

Então, esse é o pano de fundo para a nossa discussão sobre o MMN. Em todas as atividades existem pessoas que se encaixam melhor às atividades às quais escolhem por uma série de fatores, que estão presentes no seu ponto de vista e fazem com que eles se deem bem nas atividades as quais escolhem. Não porque sejam “vencedores ou perdedores”, como quer fazer sugerir esse rótulo, muito presente e que cai bem, por exemplo, na área esportiva. Mas o mundo não funciona segundo a lógica do esporte, como quer nos fazer crer os defensores do novo ideário de crenças e valores. É mais complicado do que isso. E rótulos escondem a dinâmica e a realidade à qual estamos mergulhados. Esse um dos maiores, senão o maior problema deles.

Voltar ao Inicio ↑


4. Qual é a relação “ser bem-sucedido em sua profissão” com o fracasso de mais de 95% dos distribuidores de MMN?

Nenhuma. Nem todos são bem-sucedidos em suas profissões, isso é verdade, mas a questão primordial relativa ao fracasso de mais de 95% dos distribuidores de MMN é o endeusamento de uma atividade com informações deturpadas, mentiras contadas, camuflagem de estatísticas e técnicas de persuasão e manipulação que fazem com que o futuro recruta/vendedor entre sem ter a real dimensão do solo ao qual está pisando. No mercado não MMN, o investidor fará primeiramente o pré-projeto de viabilidade de sua atividade, e depois maturará e ruminará esse projeto antes de tomar qualquer decisão. No MMN de recrutamento com produtos (e também sem produtos) é diferente: a esmagadora maioria se cadastra após assistir um evento em um fim-de-semana e depois gasta mais um tanto pra poder ter o direito de recrutar e ganhar comissões sobre outras pessoas. E isso em uma atividade que faz mais de 95% das pessoas não ter sucesso num curto espaço de tempo, e mesmo em longo prazo. Ou seja, elas irão para o buraco independentemente do esforço que façam (aqui abordamos as pessoas decentes, honestas).

Assim sendo, se o recrutador informar no evento que a taxa de insucesso é superior a 95%, que são utilizadas nos recrutas técnicas de persuasão e manipulação mental para “motivá-los”, que grande parte das pessoas que entram nesses esquemas perdem amigos e o respeito de outras pessoas, que terão de contar algumas “mentirinhas” e meias-verdades, e mesmo assim a pessoa decidir entrar, aí é por conta e risco de quem entrou.

Voltar ao Inicio ↑


5. Somente os esquemas financeiros baseados no marketing de rede podem ser considerados fraudulentos? E as empresas de MMN que possuem produtos?

Não. É interessante notar que os recrutas são imbuídos a pensar a questão “fraude” através de semelhanças bem gerais, esquecendo-se das diferenças que são cruciais para identificar o sistema de distribuição marketing multinível como um sistema diferente dos demais, seja para a empresa que o adota, seja para as pessoas que nele trabalham (os distribuidores). Esquecem-se também de toda a questão da informalidade e da precarização no mercado do trabalho que os acomete. Podemos dividir as empresas que utilizam o MMN com forma de distribuição de produtos em financeiras (sem produtos) e as que comercializam produtos.

Relativo às financeiras, não temos notícia de alguma que NÃO SEJA uma pirâmide sem produtos. Agora, quanto às empresas de MMN que comercializam produtos, a maioria pode ser considerada como pirâmide com produtos (o produto é só fachada para encobrir um esquema fraudulento, acobertado por legislações parcimoniosas e permissivas), cujo foco é o recrutamento como forma de trabalho primordial da atividade para se atingir o objetivo de ascender no plano de marketing e auferir comissões. O leitor pode entender melhor essa questão clicando-se aqui.

Voltar ao Inicio ↑


6. As pessoas entram no MMN totalmente conscientes do que realmente se trata?

A grande maioria não. Existem processos persuasivos que contribuem sobremaneira para que as pessoas entrem nesses esquemas fraudulentos e defendam as crenças e valores vendidos por eles com um fervor quase religioso. Geralmente os distribuidores top e as empresas insistem que os eventos são apenas “motivacionais”. Só esquecem de informar o que está por trás da tal palavra “motivacional”. E o comportamento do distribuidor ou ex-distribuidor que participou de um sistema multinível com a utilização de técnicas motivacionais tende a ser o descrito abaixo:

“Então, para começar, eu quero declarar o que é o fato mais básico de todos acerca de lavagem cerebral: Em toda história do homem, ninguém que tenha sofrido lavagem cerebral acreditará ou aceitará que sofreu tal coisa. Todos aqueles que a sofreram, usualmente, defenderão apaixonadamente os seus manipuladores, clamando que simplesmente lhes foi “mostrada a luz”…ou que foram transformados de modo miraculoso.”

Leiam os dois textos abaixo, que tratam de algumas das técnicas de lavagem cerebral, e que valem não só para a Herbalife, como também para empresas que se utilizam dos mesmos métodos, em maior ou menor grau, para tentar trazer pessoas para seu círculo de influência e assim aumentar o faturamento:

Lavagem Cerebral 1

Lavagem Cerebral 2

Voltar ao Inicio ↑


7. Existem dados de rendimentos dos distribuidores da Herbalife nos EUA?

Na verdade nós disponibilizamos os dados de rendimentos dos distribuidores da HBL nos EUA, melhor mercado da empresa, e os rendimentos, e a concentração de renda são bem piores que a relação 90%-10%.

Clique aqui para ler o artigo:

Ou seja, se Herbalife fosse um pais, teria distribuição de renda muito pior que a do Brasil.

Voltar ao Inicio ↑


8. Distribuidor de MMN pode ser considerado empresário e/ou empreendedor, e sua atividade pode ser considerada um negócio?

Para respondermos a essa questão, temos que ir até a etimologia da palavra: “negócio”, na acepção original do termo, significa “negação do ócio”. Mas negação de que tipo de ócio? Bem, da maneira que esse termo é utilizado pelos distribuidores de MMN, evidentemente se refere à negação do ócio em prol de atividades remuneratórias (dinheiro envolvido na ciranda). Ou seja, é uma atividade, seja comercial, industrial ou financeira, que utiliza intermediários ou não, e que possui como fator preponderante a circulação de dinheiro envolvida no meio.

Diferentemente do termo “empresário”, que estaria ligado diretamente à gestão (e até mesmo à propriedade da empresa). Ou seja, para alguém ser um empresário, primeiramente necessita dirigir uma empresa (pessoa jurídica de direito público, privado ou misto, possuidora de direitos, deveres e obrigações perante aos entes que fazem parte de sua teia de relacionamentos), que será regida tanto externa quanto internamente pelos princípios do direito do trabalho, comercial, tributário (e outros).

Mais diferente ainda é o termo empreendedorismo, como podemos perceber na seguinte citação:

“Segundo a definição de Schumpeter (1983), desenvolvida dentro de um amplo contexto econômico, “empreendedorismo envolve qualquer forma de inovação que tenha uma relação com a prosperidade da empresa”. De acordo com esse autor, um empreendedor tanto pode ser uma pessoa que inicie sua própria empresa, como alguém comprometido com a inovação em empresas já constituídas. O ponto principal dessa definição é que o empreendedorismo, em empresas novas ou já há algum tempo estabelecidas, é o fator que permite que os negócios sobrevivam e prosperem num ambiente econômico de mudanças”.

Reparou leitor? Sob este prisma, o empreendedorismo é aplicável a qualquer atividade humana. Além do know how, empreendedorismo envolve auto-consciência e principalmente a criatividade e a intuição.

Isto posto, vamos à pergunta fundamental: o distribuidor de MMN pode ser considerado empresário, empreendedor? Resposta: NÃO. Mesmo aquela pessoa que se tornou distribuidor de uma empresa de MMN, e após efetivar seu cadastro empreendeu uma forma nova de fazer coisas antigas, estará ISOLADAMENTE tendo um comportamento empreendedor. MAS CONTINUARÁ NÃO SENDO EMPRESÁRIO. Empresários serão os proprietários com poder de decisão da empresa a qual o distribuidor carrega a marca, na qual ele se cadastrou, assim como os gestores desta empresa. Os downlines do distribuidor empreendedor, por exemplo, serão apenas meros vendedores autônomos: não serão nem empresários muito menos empreendedores.

Um exemplo concreto para o leitor: a fundação do EVS (Espaço Vida Saudável) por distribuidores da Herbalife no México. Uma maneira diferente de fazer coisas antigas (distribuir produtos) que fez seus precursores ricos, mas que globalmente é uma lástima em termos de ganho para os distribuidores que estão perto da base da cadeia de distribuição, que perfazem a esmagadora maioria desta. Nesse caso, seus fundadores são empreendedores, mas continuam não sendo empresários. Agora, se o leitor fundasse uma empresa de MMN com uma proposta de trabalho inovadora e com produtos de alto nível, aí sim seria empresário e empreendedor!! Mas mesmo sendo empresário e empreendedor, encontraria muitas dificuldades para que a dita cuja empresa não se transformasse numa fraude, com a maioria de seus distribuidores perdendo dinheiro.

Voltar ao Inicio ↑


9. MMN é ensinado em Harvard?

Essa de que Harvard ensina MMN é uma LENDA. Até John Milton Fogg, um dos papas do MMN, já desmentiu isso. Os leitores podem conferir essa informação, clicando-se aqui:

Harvard NUNCA ensinou MMN. O que aconteceu foi que a Harvard Business School publicou estudos de caso sobre uma variedade de empresas de MMN, mas essas publicações não significam que o MMN seja lá ensinado. Existe até um professor, chamado Charles King, que fez doutorado em Harvard, leciona na Universidade de Illinois e defende o MMN. Mas defende-o DE FORMA INDEPENDENTE DA INSTITUIÇÃO HARVARD. De certa forma ele é um promotor do MMN. Harvard – A INSTITUIÇÃO – nunca colaborou com nenhum suposto plano de marketing e não ensina MMN em uma de suas cadeiras.

Mais sobre o fato de que Harvard não ensina o MMN: o blog de Tracy Coenen entrou em contato com Harvard e obteve o seguinte parecer do professor de marketing da instituição:

Harvard Business School marketing Prof. Robert J. Dolan worries that people may join multilevel marketing companies because they mistakenly believe Harvard condones the practice. “You hate to see your name used in a way that you haven’t approved,” he says. “Then you think of all the people who are being led down a path to some financial distress.

traduzindo:

O prof. de marketing da Harvard Business School, Robert J. Dolan, teme que pessoas entrem no MMN por acreditarem, erroneamente, que Harvard apóia esse tipo de negócio. “Você odeia ver seu nome utilizado de uma maneira que você não aprovou”, disse ele. “Por conta disso você pensa em todas as pessoas que estão sendo compelidas à falência [por causa do equivoco de acharem que Harvard recomenda o MMN]“.

Voltar ao Inicio ↑


10. É verdade que mais de 25% do PIB dos EUA vem do MMN?

Essa é uma falácia, e das feias. Pelo lado da PRODUÇÃO, se 22% do PIB americano (PIB = Produto Interno Bruto – soma das riquezas produzidas por um país em um ano) é constituído pelo setor secundário, que inclui a manufatura, a construção e a mineração (quer dizer, TODAS as atividades de produção/movimentação, da qual o MMN é uma ínfima parte), como é que 25% do PIB pode ser movimentado através do MMN? Essa é uma mentira colossal!! A movimentação do PIB através do sistema de distribuição MMN é irrisória!! Se vc tiver ouvido isso em algum evento, melhor rever suas fontes, pra não passar vergonha depois. O leitor pode começar a conferir esses dados clicando-se aqui:

Agora o lado da CIRCULAÇÃO/DISTRIBUIÇÃO/MOVIMENTAÇÃO, em que podemos visualizar melhor os MMN’s financeiros: o PIB do setor terciário é composto por:

Serviços comunitários e pessoais = 21%

Serviços financeiros e imobiliários = 19%

Comércio por atacado e varejo = 16%

Serviços governamentais = 12%

Transportes, telecomunicações e utilidades públicas = 9%

Total = 77%

Ou seja, 77% do PIB dos EUA é composto pelo setor de serviços. Destes, 16% pelo comércio de atacado e varejo, subsetor no qual se insere a atividade do MMN (a parte de serviços financeiros nem considero, porque é super irrisória). Bem, se 16% refere-se a TODO o comércio por atacado e varejo, como 25% dos produtos dos EUA são distribuídos através do MMN? Isso é uma piada!!

Lembrem-se que não podemos somar as categorias “produção” e“circulação”, pois estaríamos incorrendo no problema da DUPLA CONTAGEM. Ex.: a Herbalife produz seus shakes, e esses entrarão na contabilidade nacional como PRODUÇÃO. Daí, que aquilo que for vendido pelos DISTRIBUIDORES NÃO PODE ser contado na movimentação que os distribuidores fazem para os consumidores finais, pois estaríamos recontando um produto que já foi produzido e colocado no mercado (os distribuidores, no caso, são esse mercado). O que vale aqui para contagem do PIB é a venda dos produtos para os DISTRIBUIDORES, e não se esses distribuidores conseguirão colocar os produtos no mercado.

Fontes abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_dos_estados_unidos_da_am%C3%A9rica

http://fita.org/webindex/browse.cgi/International_Finance_Letters_of_Credit_and_Investment/Trade_Finance_Glossaries_and_Resources

http://www.bea.gov/international/index.htm#bop

http://www.bea.gov/newsreleases/industry/gdpindustry/2008/gdpind06_rev.htm

http://www.bea.gov/newsreleases/international/trade/2008/trad0108.htm

http://www.bea.gov/newsreleases/industry/gdpindustry/2008/gdpind07.htm

Voltar ao Inicio ↑


11. Os astronautas da NASA utilizam os produtos Herbalife em missões espaciais?

Não. Consultando o site da NASA, descobrimos que os astronautas consomem uma variedade de alimentos no espaço, que vão desde queijo, frutas, manteiga e até spaghetti, e também uma variedade de bebidas, que variam de café até sucos de fruta. Eles não consomem alimentos em pó, e sim alimentos sólidos normalmente, derrubando o mito criado pelos lideres da Herbalife de que no espaço só existe a possibilidade dos astronautas se alimentarem com suplementos em pó – no caso, os suplementos especificos da Herbalife. E pra derrubar de vez o mito, nós entramos em contato com a central de atendimento aos distribuidores da Herbalife, que nos respondeu por email que a Herbalife jamais forneceu, e não fornece, suplementos aos astronautas da NASA, e que os astronautas não utilizam os produtos Herbalife no espaço.

Voltar ao Inicio ↑


12. Quando um distribuidor compra um produto por R$ 45,60 e vende-o a R$87,00 ele está tendo realmente R$ 40,40 de lucro LÍQUIDO?

Não, não estará. A questão aqui não é sobre ganho individual projetado por produto, mas aquilo que sobra globalmente para o distribuidor no fim do mês. Aí sim o distribuidor terá a real noção de seu ganho líquido ou prejuízo. Pra isso, é necessário que o distribuidor (ou aquele que está pensando em se tornar distribuidor) faça a discriminação de seu ganho líquido, ou seja, o faturamento decorrente de suas vendas e comissões subtraídos os impostos, compra de produtos, frete, gastos com a conta telefônica, com gasolina (ou transporte coletivo, pra quem não possui carro), desgaste do veículo, pagamento das parcelas do veículo, material promocional da empresa (isso mesmo, a maioria das empresas de MMN cobra o material que o distribuidor utiliza para trabalhar), gastos com devolução de produtos, com aluguel de instalações para a promoção da atividade (hotéis para eventos ou mesmo boxes, como no caso do EVS da Herbalife), com os eventos em que participa (sim, o distribuidor tem que pagar do próprio bolso para fazer o negócio), com as roupas e com o consumo próprio dos produtos, além de outros gastos não mencionados aqui. Por isso, o distribuidor (ou aspirante a distribuidor). E já dizemos de antemão: os rendimentos da esmagadora maioria dos distribuidores tendem a ser NEGATIVOS ou mínimos, marginais. Somente uma seleta minoria, como aqueles que foram pioneiros ou aqueles que encontraram as famosas “linhas boas” (distribuidores com renda per capita mais elevada do que a população de baixa renda) conseguem auferir rendimentos positivos. Isto quer dizer, portanto, que o tão aclamado “lucro” de R$40,40 transforma-se, na realidade, em prejuízo.

Voltar ao Inicio ↑


13. A responsabilidade pelo prejuízo de recrutas na atividade é sempre dos “indivíduos mal intencionados”? As companhias não possuem responsabilidade pelos recrutas que perdem dinheiro e por aqueles recrutas que induzem outros recrutas a perderem dinheiro?

As companhias possuem sim responsabilidade pelos recrutas que perdem dinheiro, a maior responsabilidade, pois são elas que ajudam a formar os tais “indivíduos mal intencionados” Se focarmos a questão no “eu” individual, nos “mal intencionados”, esquecemos dos processos que estão por trás da configuração da estrutura do negócio, da própria cultura organizacional da empresa e de valores universais (como o individualismo, o narcisismo etc) que pairam sob esses processos, e que proporcionam a essas pessoas “mal intencionadas” a possibilidade de agir e ter sucesso em seu intento. Uma maneira de elucidar essa questão é perguntando o seguinte: existem mecanismos de controle que não permitam que essas pessoas “mal intencionadas” ajam? Resposta: não. Aliás, a falta de mecanismos de controle é duplamente benéfica: benéfica à empresa e benéfica às “lideranças” vendedoras. Nesse sentido, o fato do sistema ser legal não faz com que os desdobramentos de sua utilização sejam uma maravilha, que tenham legitimidade. No Brasil, por exemplo, não existe regulamentação específica para as empresas de marketing multinível. Elas seguem a mesma legislação das empresas de vendas diretas não MMN’s. Por isso, é necessário estar cadastrada na ABEVD (Associação Brasileira de Vendas Diretas), para que o “negócio” ganhe contornos de legalidade. O Sérgio Buaiz, por exemplo, foi sócio-fornecedor da ABEVD, hoje promove o negócio da Herbalife!! Percebam o conjunto de interesses que existe por trás dessas promoções do MMN!! Como é interessante ter costas quentes em alguns lugares!! Promotores do MMN sempre estão de prontidão para “comprarem” maior credibilidade para seu “negócio”.

Voltar ao Inicio ↑


14. Quais seriam as características ideais de um MMN legítimo?

Aquele que possui as seguintes características:

1) taxa de adesão inexistente ou simbólica;

2) produto vendido a preços competitivos e que tenham boa qualidade;

3) plano de compensações que privilegie as vendas e não o recrutamento, a construção da rede de downlines (que paguem uma porcentagem em comissões aos participantes da rede que incitam à divisão dos degraus do plano de marketing de forma mais homogênea e equânime, assim também impactando no preço competitivo dos produtos). Isso contribui para evitar, dentre outras coisas, que a firma abra divisões de novos produtos para manter suas redes até o colapso da pirâmide ou esperando que o esquema seja interrompido por alguma ação legal; ou então ajudaria a evitar uma repiramidização – declínio das vendas globais após um boom inicial, e depois a fase de estagnação;

4) Produtos sem fórmulas mirabolantes e revolucionárias (principalmente os alimentícios);

5) Eventos e treinamentos sem estilo “motivacional” (lavagem cerebral, mudança de crenças), pagos pela EMPRESA, e não pelo distribuidor;

6) Inexistência da obrigatoriedade de compras periódicas, manutenção de estoques para poder se qualificar no plano de marketing ou se manter no mesmo patamar;

7) Material promocional de trabalho fornecido aos distribuidores pela própria empresa, sem ônus monetário para os primeiros;

8) Pagamento de comissões ano: máximo de 5 degraus de classificação do plano de marketing. Isso ajuda a conter a idéia do recrutamento ad infinitum, associada à proposição nº 3;

9) Pagamento de comissões nos diferentes níveis (máximo de 5 níveis) deverá ficar atrelado ao que o distribuidor ganhará com vendas ao consumidor final. Se não vender dada cota em relação ao seu nível no plano de marketing, então não recebe comissão. As comissões variariam de nível pra nível (até o 5º). Essa característica, em conjunto com as outras, garantiriam que as comissões não fossem para o topo da hierarquia do plano de marketing;

10) Balanços e relatórios das empresas têm de ser PÚBLICOS, com dados financeiros e contábeis informados de forma pormenorizada, além de números sobre os ganhos dos distribuidores dos diversos degraus do plano de marketing e da rotação dos distribuidores na base do sistema. Para que pessoas que queiram tornar-se distribuidoras tenham o máximo de informações disponíveis para tomar a decisão de entrar na empresa;

11) Distinção entre comprador e vendedor CLARA. Vendedores sem a necessidade de fato de consumir os produtos (às vezes consta no plano de marketing que essa obrigatoriedade não existe, mas na prática uplines incitam aos distribuidores a consumirem os “maravilhosos” produtos da empresa);

12) Corolário de todas essas características, temos a seguinte: a maior parte do faturamento da empresa deve ser de vendas para fora da rede de distribuidores (70%), e não consumida internamente pelos próprios distribuidores.

Essas são agora características do ponto de vista IDEAL. Mesmo a existência de todas juntas não é garantia de que a hipotética empresa de MMN funcione bem, na prática, para a maioria dos distribuidores que se embrenharem na rede. Porque se na prática não houver um CONTROLE EXTERNO EFETIVO sobre a estrutura da rede, uma mínima regulação sobre o setor, o risco de que a atividade caia numa configuração piramidal continua considerável.

Voltar ao Inicio ↑


15. Vários distribuidores de empresas ligadas à área nutricional gostam de afirmar que a indústria do bem-estar é uma “mega-tendência”, com o objetivo de legitimarem seus “negócios”, estando baseados, entre outros materiais, no livro “O Próximo Trilhão”, de Paul Zane Pilzer, que foi alçado à categoria de best-seller por conta da compra em massa dos distribuidores da AMWAY. Até que ponto essa firmação é verdadeira? Como ficam os distribuidores/consumidores nessa história?

É correto afirmar que a “indústria do bem-estar” é uma indústria em crescimento. Mas essa frase é muito abstrata e geral. As perguntas que ficam são: o que é essa “indústria do bem-estar”? Qual é a amplitude dessa “indústria do bem-estar”? Ela está ligada somente à parte nutricional?

A resposta: NÃO!!

Podemos definir indústria do bem-estar como tudo aquilo ligado ao prazer, a se sentir bem consigo mesmo, mesmo que essa sensação seja efêmera e passageira. Aliás, essa lógica do efêmero e passageiro é funcional no capitalismo, que capitaneado pelo sistema de marketing, força a criação de demanda para ofertas já planejadas, observando-se justamente essas “tendências de mercado”. Ou seja, cria-se necessidades para utilidades que antes eram inexistentes.

Nesse sentido, os remédios para emagrecer fazem parte dessa “indústria do bem-estar”, apesar de provocarem efeitos colaterais nas pessoas.

As cirurgias de redução de estômago, além das estéticas (lipoaspiração, queixo, nariz, orelhas etc) também fazem parte dessa indústria, apesar de possuírem diversos riscos.

As dietas vendidas, por exemplo, por revistas também fazem parte dessa indústria.

O culto à beleza, ao corpo, levando-se em consideração somente a parte estética, também faz parte dessa indústria.

Reparou então, caro leitor, a amplitude dessa indústria? Nesse sentido, os “vendedores de bem-estar” têm de enfrentar toda essa dimensão!! Quer dizer, além dos vendedores concorrerem entre si, com os vendedores de outras empresas multinível e com empresas que não utilizam o MMN como sistema de distribuição, como por exemplo, EAS, Probiótica, Nutrilatina, entre outras, na parte de suplementos alimentares, e com a AVON, Racco, Natura, entre outras, do lado dos produtos para cuidar da pele, tem de lidar, por exemplo, com empresas que fornecem emagrecimento rápido através de remédios!!

Voltar ao Inicio ↑


Nota dos autores: só utilize o campo de comentários para sugerir novas perguntas para a FAQ, qualquer comentário que fuja a essa regra será deletado.

6 Comentários
  1. Pesquisador de MMN permalink
    21/02/2009 14:09

    uma das coisas que atrai a pessoa ao MMN é a possibilidade de ganhos ilimitados, senão, o MMN não seria atrativo. Minha pergunta é: seria justo uma empresa de MMN limitar os ganhos de seus distribuidores? Limitar, por exemplo, a no máximo R$ 50.000 de comissão para quem estivesse na posição mais alta da empresa. Isso, é claro, limitaria o número de pessoas em sua rede, ou seja, o distribuidor não mais podia colocar mais pessoas no negócio (ad infinitum inexistente).

    • gap permalink
      22/02/2009 11:44

      é uma possibildade teórica, pq eu particularmente não conheço nenhum MMN que limite os ganhos. Aliás, esse é grande trunfo do MMN, junto com as promessas de tempo livre, trabalhe em casa, e independência financeira, embora ganhos ilimitados esteja intimamente ligado a independência financeira, teoricamente, repare que no MMN eles utilizam os dois termos simultaneamente, ou seja, é a mesma promessa duplicada. Se vc limitar o tamanho na rede, como vc recrutaria o pessoal que vai entrar na últimas vagas da tua rede, sabendo que eles não poderão recrutar mais ninguém?

    • Pesquisador de MMN permalink
      22/02/2009 16:22

      [i]Se vc limitar o tamanho na rede, como vc recrutaria o pessoal que vai entrar na últimas vagas da tua rede, sabendo que eles não poderão recrutar mais ninguém?[/i]

      Se há um limite de recrutamento, então eu não recrutaria, mas sim o pessoas das últimas vagas, formando uma nova rede para elas.

      Eu imaginei a seguinte situação: a empresa deixa a pessoa recrutar um limite de 3 pessoas (1º nível), e cada uma das 3 pode recrutar mais 3 (2º nível), e etc. Por ser multinível, o seu pagamento de comissão seria, por exemplo, até o 3º nível. As pessoas do 3º nível, então, formariam suas redes, então imaginamos aqui o 4º nível, o 5º nível, etc.

      Só que essas pessoas a partir do 4º nível não fazem parte da sua rede, pois a empresa te paga apenas até o 3º nível. Sendo assim, fica o limite de recrutamento de 3 pessoas no primeiro nível, e essas 3 pessoas recrutam mais 3, limitando para elas o primeiro nível e acrescentando para você o segundo nível, e as pessoas do segundo nível repetem o processo de recrutarem mais 3 cada, criando para você o 3º nível. Temos então uma rede limitada de 39 pessoas: 3 diretamente e 36 indiretamente. A rede estando limitada, o pagamento da comissão então é limitado.

    • gap permalink
      22/02/2009 22:06

      ah sim, mas esse ponto é abordado na questão 14, item 8… acredito que seria apenas uma das muitas mudanças que o MMN precisaria sofrer pra se tornar um modelo sustentável a todos que entrarem… talvez existam empresas que limitem o escopo dos ganhos auferidos da rede, mas eu não lembro de nenhuma… como diz a resposta 14 da FAQ, são várias as mudanças que poderiam ser feitas pra se ter um MMN sustentável, mas mesmo assim não haveria garantia de que o sistema não fosse lesivo, só na prática, ou no minimo com uma simulação computacional pra ter uma idéia dos resultados.

  2. Pesquisador de MMN permalink
    23/02/2009 9:28

    hm… é isso mesmo, gap. por isso que minha pergunta inicial foi essa: “seria justo uma empresa de MMN limitar os ganhos de seus distribuidores?”

    Tenho a impressão de que esse seria um longo debate…

  3. Elton permalink
    04/03/2009 16:27

    Quanto às características de um MMN Legítimo, alguns comentários:

    1) taxa de adesão inexistente ou simbólica;

    Dependendo do tipo de empresa, principalmente as que oferecem uma maior estrutura online para o distribuidor, essas taxas podem ser um pouco mais altas, pois geram custos. Acredito que a solução da legislação americana aborda bem essa questâo:

    – PROIBIDO PAGAR COMISSÕES SOBRE AS TAXAS DE ADESÃO.

    2) produto vendido a preços competitivos e que tenham boa qualidade;

    Colocação quase perfeita. Apenas acrescento que é necessário a própria empresa ter controle da produção, caso contrário pode deixar seus distribuidores a ver navios por uma decisão do fornecedor.

    3) plano de compensações que privilegie as vendas e não o recrutamento, a construção da rede;

    É um ponto complicado. Corre-se o risco de deixar de ser MMN e se transformar em Venda Direta.

    Acredito que deve-se remunerar não pelo simples crescimento da rede, mas pela capacitação e treinamento desta. Mas reconheço que é algo muito difícil de ser medido.

    Para combater a questão do cadastramento indiscriminado, sem o devido treinamento do novo afiliado, creio que a possibilidade de devolução de produtos com o respectivo ressarcimento do dinheiro e retirada da comissão do patrocinador seja um inibidor, mas acredito que é necessário melhorar esse mecanismo e pensar em outros.

    Contudo, sigo acreditando que é importante remunerar pela construção da rede. Tendo em vista que “construção” não é apenas cadastramento. É treinamento e capacitação.

    4) Produtos sem fórmulas mirabolantes e revolucionárias;

    Creio que esse seja um ponto criado pelo fato das empresas adorarem dizer que seus produtos são revolucionários. Mesmo que seja um suco de laranja…

    O problema não está em ser revolucionário, precisamos exigir que a descrição seja realista e científica.

    5)Eventos e treinamentos sem estilo “motivacional”

    Cada dia mais sabemos da importância da motivação. Empresas tradicionais usam mais e mais com seus funcionários. Por isso, creio que o problema não é a motivação…

    O problema é que normalmente esses eventos se resumem a APENAS MOTIVAçÃO, sem conteúdo informativo real.

    Portanto, creio que a exigência deve ser por um verdadeiro sistema de treinamento informativo e que prepare a pessoa para as dificuldades que ela encontrará no Marketing de Rede.

    6) Inexistência da obrigatoriedade de compras periódicas, manutenção de estoques;

    É um ponto contraditório. As “compras” mensais que faço, por exemplo, são vendidas para clientes constantes, que usam o produto sempre. Essas compras são usadas exatamente para obrigar o participante a vender, e não apenas construir rede.

    Portanto, eliminando-se isso, destrói-se um mecanismo de facorecimento das vendas, o que esse blog é contra.

    O problema é que muitos patrocinadores sugerem que a pessoa compre os produtos, mesmo que não venda. O que gera o estoque.

    Creio que tal ponto pode ser amenizado com a exigência de baixas vendas mensais. (No caso da empresa com que trabalho, se vendo os produtos pelo site não preciso comprar. Aquelas vendas já cumprem o volume mensal)

    7) Material promocional de trabalho fornecido aos distribuidores pela própria empresa, sem ônus monetário para os primeiros;

    Acredito que o valor da adesão, que deve ser baixo, pode incluir tais materiais. Milhares de pessoas entram no MMN em um dia, e quando chegam em casa e falam com a esposa desistem. Não questiono os motivos para a desistência, mas nenhuma empresa pode arcar com materiais para todos que entrem no negócio.

    Por isso defendo que tais materiais façam parte desse pacote inicial, com preços baixos, preferencialmente de custo.

    8) Pagamento de comissõs ano: máximo de 5 degraus de classificação;

    Discordo desse ponto. A classificação é como um “plano de carreira”, visando incentivar o afiliado a continuar trabalhando. Não há qualquer justificativa para barrar isso em determinado ponto.

    Novamente, a questão é incentivar treinamentos e capacitações, e valorizar isso. Mas parar de incentivar?? Isso vai contra qualquer lógica do mercado tradicional de gestão.

    9)Pagamento de comissões nos diferentes níveis (máximo de 5) deverá ficar atrelado ao que o distribuidor ganhará com vendas ao consumidor final;

    Ponto interessante idealmente, mas infelizmente difícil de ser aplicado. Quanto maior a rede, é maior a exigência de vendas pessoais mensais. Isso na imensa maioria das empresas.

    Entretanto, se confunde isso com “formação de estoque”. Nenhuma empresa obriga a formar estoque, mas tenta obrigar a VENDER. Quem não consegue atingir aquelas metas acaba formando estoque.

    Por isso é complicado esse ponto… Como obrigar a vender mais sem correr o risco das pessoas começarem a montar estoque ao invés de vender??

    É um mecanismo que precisa ser criado ou aperfeiçoado. A empresa com que trabalho faz algo nesse sentido, que são as vendas online substituirem essa revenda pessoal, mas reconheço que ainda é insuficiente.

    10) Balanços e relatórios das empresas tem de ser PÚBLICOS;

    Concordo plenamente.

    11) Distinção entre comprador e vendedor CLARA.

    Esse é um ponto complicado pelo seguinte:

    Eu, por exemplo, trabalho com uma empresa X. Me cadastrei na Y apenas para ter descontos na compra de produtos PARA MEU CONSUMO. Mas para isso, entro na empresa como distribuidor, e compro a preço de revenda.

    Então, sou vendedor ou comprador?? É uma situação complexa, e comum. Não sei se há solução para tal, e também não enxerguei um motivo claro para haver essa distinção. Se puder, me esclareça…

    12) Maior parte do faturamento com vendas para fora da rede de distribuidores (70%);

    Essa é contraditória. Veja:

    Eu sou um distribuidor. A empresa usa meu trabalho e dos demais para distribuir. Faz isso da seguinte forma: eu compro diretamente da empresa, e revendo para meus clientes.

    Portanto, pela lógica do sistema, a distribuição dos produtos PASSA PELA MÃO DOS DISTRIBUIDORES.

    Sendo assim, como exigir que 70% da receita abdique disso?? Abdique da lógica intrínseca ao sistema que é distribuir produtos através de agentes independentes??

    Acredito que essa exigência não cabe no MMN ou Vendas Diretas devido à própria natureza do sistema.

Os comentários estão desativados.

%d blogueiros gostam disto: