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Marketing Multinível: subproduto da degradação do tecido sócio-econômico-moral

06/06/2013

Há um tempo atrás, um de nossos leitores havia comentado, quase num desabafo, como na nossa sociedade em geral e no marketing multinível em particular as pessoas podem querer “se dar bem” a qualquer custo, principalmente nos casos em que sabem que  o “lucro auferido” será decorrente do prejuízo e infelicidade dos outros. Esse post, longe de querer ser exaustivo, visa contribuir para lançar mais ideias acerca do assunto e aprofundar a compreensão dessa questão.

Contextualização

De uns 25 anos para cá se manifesta de forma progressiva um novo ethos. Algo que estava adormecido, em latência desde os idos do pós-2ª guerra, e que por conta de movimentos no âmbito do poder político, econômico e cultural veio à tona. Trata-se do ethos da “grande oportunidade”, do “prêmio”, da “próxima grande ideia”. A marcha lenta e deliberada em direção ao sucesso hoje é considerada uma condenação do destino. Junto à próxima grande ideia comercial está o novo modelo a ser consumido, seja relativo a ideias, comportamentos, produtos e serviços. Tudo o que importa é o dinheiro. Dada essa atitude que vem dominando mentes e corações, poucos passam a expressar preocupações morais. A riqueza é só o que se tem em vista; vale inclusive destruir os outros para alcançá-la. A lógica capitalista da acumulação de capital (D – M – (MP/FT)…. P……. M’ – D’ – …, com D’>D ao fim de cada processo!!) transmutou-se e contaminou os diversos setores ligados à vida humana.

Odiernamente há uma corrosão enorme das crenças e dos valores da sociedade transportadores de elementos de solidariedade, respeito ao próximo, tolerância, humildade, ação coletiva, cultivo de costumes locais, tudo em prol da massificação cultural, ligada principalmente a valores egoístas e individualismo exacerbado: arrogância, vaidade, falsidade, ganância, cobiça etc, que desabrocham em indiferença, violência (não só física, mas verbal, psicológica, social). É o rapto da subjetividade e, de certo modo, da identidade que pensa o mundo à sua volta, ou seja, a metamorfose de toda e qualquer cultura em valores abstratos que, por isso, são adaptáveis em qualquer local do mundo: consumo individualizado, personalizado, apelo à sensualidade que beira a vulgaridade, exibição corporal e de ideias sem conteúdo, fotogenia, estereotipagem, massificação, cultura da ignorância, da indiferença etc.

 

Essa é uma forma de ver o mundo e de encará-lo advinda de vários setores da sociedade americana há tempos, exportadores que são de formas ideológicas e culturais que na maior parte conduzem à despolitização, emburrecimento e trivialização da existência de todos os dias e possuem capacidade para modelar fantasias, a fim de fornecer um alívio para a miséria material, intelectual e moral gerada pelo próprio sistema de dominação econômica, política, cultural e militar por eles criado.

Hoje essa visão toma conta do aparato estatal em diversos países e de todas as formas de reprodução social em todo o mundo, mesmo com os resultados gerados a olhos vistos pelo estouro da bolha financeira nos EUA em 2008, resultado da mesma lógica perversa que eles mantêm em suas “pregações”.

Na Europa, a austeridade levada a cabo pelo controle institucional do grupo ligado à chanceler alemã Angela Merkel sobre o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia (pois o FMI já dá sinais de afrouxamento em relação a essa austeridade) destila, sem nenhuma cerimônia, o estalo do arrocho fiscal, do câmbio ainda sobrevalorizado e da política monetária restritiva como forma de sair da crise, mas essa diretriz, na prática, é um moedor de carne humana manifestado no desemprego de 27 milhões de pessoas no continente – umas 20 milhões só na zona do euro, ou 12% da população economicamente ativa. No início a crise estava restrita à Islândia, Grécia, Portugal, Irlanda. Agora já se alastra pela Itália, Espanha, países do Leste europeu e começa a espetar a França, segunda economia da zona do euro. E isso fora a elevação dos índices de emprego informal, trabalho precarizado, aumento do crime organizado, da prostituição, do desrespeito às minorias, aos estrangeiros e aos direitos humanos. O mesmo setor financeiro agradece essa posição. E estrategicamente consegue colocar elementos de seus quadros nessas instituições! É a raposa cuidando do galinheiro, para manter seus interesses a pleno vapor.

É o círculo vicioso de arrocho fiscal, fritura social e privilégio às finanças rumo ao fundo do abismo. Uma lógica que esquarteja o Estado e esfacela o tecido social.

E as pessoas? Os seres humanos? E o emprego e condições de trabalho? São um mero detalhe dentro da lógica restritiva de inflação, câmbio, juros, política fiscal, tributária para satisfazer grupos “selecionados”.

Vejamos agora um pouco da configuração dessa visão de mundo nos EUA. Em elucidativo artigo, Henry Giroux aponta que, ano passado, na corrida pela sucessão à Casa Branca, o candidato a vice derrotado na chapa republicana Paul Ryan chegou a dizer que a batalha do futuro é “uma luta entre o individualismo e o coletivismo”, num aceno para o macartismo e a retórica da guerra fria dos anos 50.

Em sintonia com Ryan, Rick Santorum, advogado e político membro do mesmo partido e da Opus Dei disse que “o presidente Obama está tornando os Estados Unidos viciados no narcótico da dependência do governo”, promovendo assim a visão de que o governo não tem a responsabilidade de promover redes de segurança para os pobres, os doentes, os deficientes e os mais velhos.

Essa é uma espécie de versão revigorada do darwinismo social selvagem e cruel: “recompensemos os ricos, penalizemos os pobres e deixemos cada um se virar como puder”. No caso, os ricos aí estão ligados ao sistema financeiro – beneficiados por uma transferência de recursos sem paralelo na história americana e mundial, que provocou o brutal aumento da desigualdade de renda nesse país -, ao setor de recursos naturais e todos os mercados satélites desses dois setores. Os menos favorecidos são vistos com nojo, desprezo, como alvo dos ajustes promovidos pelo deus mercado. Existe também um ataque em ampla escala ao contrato social, ao estado do bem estar social, à busca pela igualdade econômica e a qualquer vestígio viável de responsabilidade moral e social, bases para a criação de comprometimento social e de responsabilidade cívica.

 

Todavia tem mais: sob a liderança da finança desregulada, os espaços, instituições e valores que constituem o público agora a ela se rendem e passam a ser vistos simplesmente como outro mercado a ser explorado para atendimento de suas demandas.

 

Giroux nos lembra que, com fanáticos religiosos e de mercado no poder, a política se torna extensão da guerra; ganância e interesse pessoal pisoteiam com requintes de maldade qualquer preocupação com o bem estar alheio; a razão é superada pela emoção baseada em certezas absolutas e em agressão militarista; ceticismo e dissidência são vistas como trabalho do DIABO.

 

E aqui vem a boa sacada de Giroux: fanatismo de todo o tipo, principalmente religioso, cultura consumista e estado de guerra funcionam em parceria com as forças econômicas que encorajam a privatização, os incentivos fiscais corporativos, a crescente desigualdade de renda e riqueza e maior fusão entre as esferas financeira e militar para diminuir a autoridade e o poder da governança democrática.

Voltemos nossos olhos para o Brasil. Veja as mensagens cotidianas da mídia de massa, caro leitor: as manchetes estão, no fundo, voltadas para a sucessão presidencial de 2014 e a demonização de alguns avanços alcançados nos últimos 10 anos, sejam econômicos, democráticos, com o objetivo de revogar as balizas sociais que influenciaram a ordenação da economia na última década. Estão voltadas para desconstruir o cerne do que deve ser preservado. Assistam, como exemplo, o Bom Dia Brasil da Rede Globo, ou leiam o Estadão para entenderem do que falo.

Saul Leblon faz um interessante apanhado daquilo que essas forças sociais, portadores do culto da ideologia teocrática dos mercados autorregulados, querem de fato para o país e o povo:

• renúncia a qualquer ordenação pública do desenvolvimento – o que subordina a sociedade aos movimentos pró-cíclicos dos mercados, desguarnecendo-a de salvaguardas tanto na ascensão, quanto no subsequente declínio das curvas de investimento, emprego e renda;

• abertura externa irrestrita a capitais e mercadorias, com redução bruta de tarifas sobre importações, o que implica a renúncia a um projeto industrializante próprio, com consequências trabalhistas e sociais dissolventes;

• extinção das exigências de conteúdo nacional nas compras das estatais, o que esteriliza o pré-sal como alavanca de um derradeiro e decisivo impulso industrializante no Brasil do século 21;

• cortes substantivos no gasto público, o que contrata uma ofensiva contra a rede de segurança social vigente, que inclui da Previdência ao Bolsa Família;

• livre cambismo, com a adoção de um laissez-faire suicida em relação a um preço decisivo da economia em tempos de globalização financeira e produtiva.

Portanto, essas forças sociais reacionárias no Brasil, herdeiras e subservientes a interesses por vezes de grandes grupos políticos e econômicos mundiais, por vezes amorfos, abstratos querem aplicar o mesmo receituário que hoje faz a zona do euro estar em termitente instabilidade e a bater recordes em desemprego e faz com que os EUA tenham apenas uma retomada de crescimento tímida desde a crise de 2008, com a manutenção de elevadas taxas de desemprego e da deterioração de vários outros indicadores econômico-sociais. 50 milhões de americanos não podem COMER se não obtiverem ajuda do Estado.

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Dessensibilização, violência e padronização dos costumes e crenças

James Petras expõe outro fator crucial utilizado como uma avalanche para conquistar mentes e corações: manipulação cultural global sustentada pela ressignificação da linguagem política e cultural. Na Europa do Leste, especuladores e mafiosos que se apossaram de terras, empresas e riqueza são descritos como “reformadores”. Contrabandistas são descritos como “empresários inovadores”. No ocidente, a concentração de poder absoluto para contratar e despedir nas mãos da administração e a acrescida vulnerabilidade e insegurança do trabalho é chamada “flexibilidade laboral”. Nos países mais pobres e em desenvolvimento, a venda de empresas públicas nacionais a monopólios multinacionais gigantes é descrita como “ruptura de monopólios”. “Reconversão” é o eufemismo para o retorno às condição do século XIX de trabalho despojado de todos os benefícios sociais. “Reestruturação”” é o retorno à especialização em matérias-primas ou a transferência de rendimento da produção para a especulação. “Desregulação” é a mudança no poder para regular a economia do Estado que minimamente olha para sua população menos favorecida para a banca internacional, a elite do poder mundial. No Brasil, vagabundo que cria esquema Ponzi, pirâmide financeira ou de produtos é chamado de empresário, empreendedor, pessoa de sucesso. “Ajustamento estrutural” na América Latina significa transferir recursos para investidores e rebaixar pagamento ao trabalho. Os conceitos de reforma, reforma agrária e mudanças estruturais, que eram originalmente orientados para a distribuição do rendimento foram cooptados e tornados símbolos para a reconcentração da riqueza, do rendimento e do poder nas mãos de alguns setores.

Orientada para padronizar os costumes, essa manipulação cultural está presente em vários canais de comunicação e na expressão de diversos grupos de poder: mídia televisiva e sua indústria do efêmero e das celebridades instantâneas, que visam direcionar a atenção para as celebridades, personalidades e mexericos privados, e não para a discussão profunda do social, da substância econômica e condição humana das populações e seus semelhantes. A Globo e outras emissoras e sua programação, no mínimo, alienante são exemplos genuínos, além do Facebook (é, Face também), Instagram etc; grandes indústrias produtoras de bens em massa; setor financeiro, que utiliza fartamente os instrumentais neoclássico e austríaco, faces econômicas dessa visão de mundo e ação no mundo (ou falta dela) para tentar legitimar o individualismo, a perspectiva egoísta e buscar reforçar o controle cultural e as promessas ilusórias do “livre mercado”; sindicatos que defendem mais interesses de grupinhos internos do que da classe em si; partidos políticos povoados de pilantras; igrejas que ensinam a chamada “Teologia da Prosperidade”, entre outros grupos que visam dar direção moral, intelectual, comportamental e política à massa, para que ela esteja subordinada a seu conjunto de interesses; esses fatores unidos acabam contribuindo sobremaneira para a dessensibilização da vida social, do respeito por si mesmo e pelo próximo.

 

Exemplo dessa dessensibilização é o assassínio em massa por Estados nacionais, com EUA e China na linha de frente, transformado num acontecimento corriqueiro, uma atividade aceitável, como foi o caso da guerra do Iraque e, recentemente, bombardeios a civis sírios. Lembram-se do vídeo vazado pelo soldado Bradley Manning, que mostra soldados num helicóptero Apache metralhando civis no Iraque, como se estivessem jogando PlayStation 3, e quase tendo orgasmos com a morte desses civis? Hoje Manning está sendo julgado e pressionado a fazer uma confissão falsa para terem um motivo formal com o intuito de indiciarem por conspiração Julian Assange, criador do Wikileaks, recluso na Embaixada Equatoriana em Londres.

 

A maioria das pessoas perdeu a noção de que provocar o sofrimento humano é chocante, estúpido, desrespeitoso, e sequer se indigna com isso. Pior: começa a acreditar que TODO o povo ou grupo atacado é agressor e terrorista, e por isso não tem problema ser aniquilado, para o bem da “nação”. Matou um a mais, não tem problemas: efeito colateral de guerra.

Outro exemplo de falta de sensibilidade e respeito pelo próximo: convencer uma senhora humilde e simplória de 70 anos a gastar seu parco dinheirinho para entrar num esquema Ponzi de divulgação de anúncios ou qualquer outra coisa, prometendo mundos e fundos quando esquemas como esses possuem duração limitada e perdas certas para a quase totalidade dos participantes.

Por conta desses mecanismos alienantes, cheios de símbolos e simulacros de quem quer dominar mentalmente o outro, não se dão conta de que o ataque possui por trás objetivos de grupos que visam dominância geopolítica e geoeconômica da região. Atos de guerra objetivando poder, conquista, domínio (como temos vários exemplos ao longo da história humana). Violência física e cultural em “alto nível”.

E essas são apenas duas faces da violência existente nos dias de hoje. Existem também outros tipos, tendo em conta estudo de Marcelo Luz, como a violência ambiental, simbólica, contra minorias, violência sexual, política, social, mas as que mais nos interessam são a autoviolência, violência psicológica e verbal.

– A autoviolência – ex.: vícios como o alcoolismo, o tabagismo, o consumo de drogas, o workaholism, a compulsão alimentar e outras formas de autopunição etc.

– A violência psicológica – consiste em minar a autoestima e acabar com a mente de alguém por meio da rejeição, depreciação, preconceito, discriminação, ameaça, desrespeito, humilhação, assédio moral, silenciosa hostilidade, entre outras atitudes. Graves sequelas emocionais podem acompanhar, durante muito tempo, os indivíduos ou grupos afetados, a exemplo das pessoas que saem das diversas redes multinível e ficam com suas vidas de pernas pro ar, num beco sem saída, sem conseguir sequer chegar à porta de casa por conta de tamanha tristeza, culpa, vergonha e falta de perspectiva. Essas empresas tentam executar (e em diversos casos conseguem) a substituição do ego pessoal pelo ego ideal do modelo de mundo por elas preconizado (o “se dar bem”), deixando pouco ou nenhum espaço para a originalidade pessoal.

Em outras palavras, elas tentam a todo custo uniformizar as consciências dos prospectos, assim como faz o cristianismo mais radical, ou o islamismo. Uma vez dentro, o membro do grupo de MMN ou grupo religioso perde sua autonomia própria e passa a viver segundo padrões anacrônicos, como: obediência cega àqueles hierarquicamente superiores, vestes especiais (Herbalóides com PINs, por exemplo), adoção do vocabulário e ideário da empresa/igreja como única chave válida de compreensão do mundo. Quem não compartilha da mesma visão de mundo do convertido passa ser considerado como “criatura”, herege, condenado ao fogo do inferno, “não escolhido para entrar na cidade celestial”, fracassado, derrotado, atrasado, ladrão de sonhos entre outras bobagens mais.

Violência verbal: consiste no uso da palavra escrita ou falada para humilhar, insultar, ofender, diminuir, ameaçar, coagir, enganar, manipular ou agredir alguém. Inclui-se aqui, entre tantos exemplos, o comportamento dos recrutas da base do MMN, como já vimos aos milhares nesse blog, que xingam, agridem, atacam, chamam de fracassado, perdedor, ladrão de sonhos aqueles que criticam o sistema ou mesmo aqueles que saíram do sistema após perceberem a verdadeira natureza de suas entranhas ou após terem perdido dinheiro.

 

Pois bem, a dessensibilização e a violência são apenas alguns dos instrumentos utilizados pelos grupos que visam dar direção moral, intelectual, comportamental à massa, com o intuito de fazer valer algumas de suas pretensões; outros são a glorificação do transitório, das relações impessoais como “liberdade” quando essas condições refletem a disfunção e subordinação de uma massa de indivíduos a uma forma totalizante de poder, universalização, ressignificação e mistificação de símbolos, categorias, conceitos através da destruição de laços sociais e identidades, de seu esvaziamento e substituição pela forma acima de ver o mundo, enquanto ocorre a desarticulação da família, da própria sociedade civil, e fornece tempo, por exemplo, para argutos das finanças pilharem a economia, ou vagabundos e canalhas enganarem as pessoas com as promessas de ganhar dinheiro fácil ou mesmo “com muito trabalho” recrutando pessoas, utilizando até mesmo a inocência, espírito de bondade e a mansidão de alguns.

Essas “armas” utilizadas por esses grupos, como vimos anteriormente, encontram vazão em canais criados pelos tais aparelhos privados de hegemonia, e passam também a ideia de que soluções individuais para problemas econômico-sociais são as melhores.

E a conclusão lógica carregada por essa mensagem é clara!

As vítimas são culpadas pela sua própria pobreza e fracasso, o êxito passa a depender somente de esforços individuais. O pessoal do MMN é cuidadosamente adestrado para encampar essa visão, tendendo evitar qualquer crítica ao sistema e “elogiando” aqueles que são contrários a ele.

Esse é um panorama da face desse processo. Desse rolo compressor que passa por cima das tradições de solidariedade, de lealdade familiar e de amizades, do aprofundamento de vínculos pessoais, da própria democracia – quando são feitas campanhas maciças dos meios de comunicação que enfocam personalidades -, da generosidade e da busca da dignidade social em nome do individualismo, do egoísmo, da alienação/fanatização, do consumismo, da autorrealização pessoal.

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Marketing multinível: explosão de esquemas é subproduto dessa lógica que domina mentes, corações e instituições

MMN é um modelo de DISTRIBUIÇÃO de produtos, no qual a empresa joga para o prospecto toda a responsabilidade pelo repasse do produto/serviço ao consumidor final. Se o recruta não conseguiu vender ou recrutar, pra empresa está tudo bem, pois o produto já foi vendido, a nota faturada e o dinheiro apropriado! Outros serão recrutados pro lugar daquele que encalhou com produtos e/ou não conseguiu brincar de recruta-recruta. Ou seja, utiliza a pulverização das responsabilidades e a ocorrência FACTUAL da rotação na base do sistema para minimizar RISCOS! Pra empresa é uma forma excelente e relativamente segura de aumentar o faturamento e o lucro.

Esse modelo, manifestado em sistemas específicos que mantêm coerência com o conceito geral, possui mais de 60 anos de idade, ou seja, não é novo, mas de uns 20 anos pra cá encontrou legitimação, meios e formas de expansão, não só no Brasil e EUA, mas no México, Colômbia, Europa, Sudeste Asiático, enfim, tem-se proliferado em todo o mundo. Em cada um desses locais há um grau diferente de penetração do sistema, mas há fatores em comum, conjugação de alguns fatores que combinados tornam a atividade “explosiva”:

1) a natureza dos sistemas, seja vertical, horizontal, matricial, stairstep/breakaway, binário etc, leva a maioria a perder dinheiro; algumas características que provocam essa perda saltam aos olhos:

–         recrutamento em múltiplos níveis incentivado por comissões, sobreposições, adiantamentos, compras etc. para recrutar distribuidores que se transformarão em novos recrutadores adicionais;

–         o avanço na hierarquia de distribuição se dá pelo recrutamento, e não por vendas;

–         existência de pay-to-play (pagar pra jogar), através de compras obrigatórias, viagens para “aprendizado” etc;

–         a empresa multinível paga as comissões e/ou bônus a mais de cinco níveis de “distribuidores”;

–         o pagamento das comissões ligadas a cada participante upline iguala ou excede o pagamento feito pela venda de produtos, desincentivando a venda a varejo e incentivando excessivamente o recrutamento, o que provoca uma concentração extrema da distribuição dos rendimentos no topo da hierarquia do sistema.

Sistemas multiníveis começaram a pipocar nos EUA na década de 80 (lembram da Amway e Herbalife?) e nos anos 90 no Brasil. Nos anos 80, os EUA e Inglaterra viveram um período de desregulamentação financeira, trabalhista, de câmbio em prol de ajustes recessivos, que lançaram milhões de pessoas no ostracismo, no desemprego. A flexibilidade do trabalho, precarização e trabalho part-time começaram a tomar conta dos discursos, e adivinhem uma das formas de precarização que lá estava, revestida de pompa? O marketing multinível.  Não é mera coincidência que essa época tenha se tornado um campo fértil para o surgimento desses esquemas.

Só para vocês se lembrarem, dentro do contexto dos valores, individualismo e egoísmo discutidos nesse post, a finada Margareth Thatcher, que governou a Inglaterra por longos anos fazendo escola, chegou a afirmar que não existe sociedade, somente indivíduos e famílias!

No Brasil, a forte chegada das empresas de MMN se dá na década de 90, após a liberalização comercial, estabilidade monetária, desregulamentação financeira, além da importação  e disseminação da cultura trash. Liberalização comercial e financeira intempestivas levaram à desagregação do parque industrial, ao aumento do desemprego e, conjugadas a introdução da cultura da “grande oportunidade”, criou caminhos e oportunidades para que esses esquemas proliferassem.

 

2) parca legislação específica para o setor. Nos EUA, os lobbies das empresas junto ao Congresso americano e a “mãe Utah” – estado americano berço de empresas de MMN – fazem com que haja um desequilíbrio na relação com o consumidor e com que não haja punição para esquemas fraudulentos. No Brasil, a legislação já está superultrapassada, datando da década de 50. Não é à toa que vemos esquemas pipocando a todo o momento, muitos deles recentemente com claras características Ponzi.

3) utilização de técnicas de persuasão e manipulação mental, carregadas com essa cultura do egoísmo e da indiferença discutida acima. Nesse sistema a pessoa é ADESTRADA a se comportar de tal maneira que o resultado é um ser totalmente dependente e propalador do discurso dos grupos do esquema, portadores do ethos da “grande oportunidade”, do “prêmio”, da “próxima grande ideia”, do indivíduo “vencedor” – aquele que no fundo (ou na superfície mesmo) não está nem aí para o que acontece com a outra pessoa. Esta passa a ser apenas um mero trampolim para que o prospecto bata suas metas. Um número, por assim dizer, e que tem utilidade enquanto estiver ativo no sistema, seja comprando produtos e serviços para que ele ganhe comissões, seja recrutando pessoas.

Existe todo um processo sedutor na retaguarda da maravilhosa oportunidade, carregado de técnicas de PNL e indutores hipnóticos, reforçadores de crenças e valores que estavam adormecidos, latentes na mente do prospecto (lembrem-se dos valores e comportamentos da sociedade moderna discutidos nesse mesmo post) ou mesmo comandos plantadores de informações, crenças e valores antes INEXISTENTES que conduzem ao comportamento desejado pelos comandantes do sistema (diretores, lideranças, recrutadores e afins) cravado no fundo do inconsciente da pessoa (refiro-me aqui ao inconsciente ericksoniano, e não freudiano).

Em outras palavras, nesse último caso um novo mapa da realidade, uma nova visão de mundo é implantada na mente da pessoa, por conta dela ter permitido que isso acontecesse durante o transe hipnótico, ou o grupo, com a força do evento e as técnicas que nele são aplicadas, expõe aquilo que estava reprimido, e que portanto não se trata de algo novo no indivíduo e sim de manifestações de seu inconsciente. De crença e valores incrustadas lá dentro. Nesse caso, quem fica nesse grupo é quem se identificou com ele, e não somente pessoas ingênuas que foram enganadas por qualquer tipo de espertalhão.

Então, basicamente existem esses dois tipos de prospectos, que se unem em torno de um objetivo comum: fazer aquilo que lhes foi designado pelas lideranças. Na prática é isso, embora às vezes tentem camuflar o fato com expressões/comandos como “não, damos a liberdade para ele decidir se quer entrar”, ou “você tem livre arbítrio, e você quem irá decidir”, isso depois de terem despejado somente benesses na mente do incauto. Ou seja, essa de livre-arbítrio é mentira, manipulação. Falar de livre arbítrio normalmente já é complicado, e é ainda mais e mais relativo num ambiente feito para fisgar o sujeito com falácias carregadas de elementos persuasivos.

Para tentar ganhar dinheiro sendo distribuidor, deve-se saber que existe timing para a entrada, na busca de auferir ao máximo os bônus advindos do RECRUTAMENTO, que é a atividade fim do sistema, em detrimento da venda direta. A entrada deve ser rápida, a pessoa não pode pensar, ponderar, raciocinar, deve ser absorvida rapidamente pelo grupo, suas técnicas e seus mantras. A atenção da pessoa é desviada, introduzindo-se então a informação que leva a pessoa a praticar a lógica íntima do sistema, o recrutamento contínuo e frenético na busca dos bônus e da manutenção da qualificação adquirida para não se perder os bônus. Ou mesmo leva a pessoa fazer estoques para não perdê-la. E essa pessoa fica dentro até quando o dinheiro permite, seja grana do bolso, seja de terceiros (via recrutamento), ou quando vê que, mesmo ganhando uns trocados, está participando de um esquema amoral e ilegítimo que prejudica aquele que está próximo, ou seja, seus downlines e os downlines dos outros. Em nosso blog, nos comentários dos posts sobre a Forever, Monavie, Herbalife, My Travel, Mary Kay  e outras vemos exemplos de pessoas que assim agiram.

É a jogada íntima por trás do sistema. É assim que funciona.  É assim que as empresas conseguem o grosso do faturamento que auferem e é assim que os líderes dos esquemas ganham dinheiro.

Mas então o que fazer para começarmos a enfrentar essa lógica sistêmica desagregadora, fragmentadora, que dá liga a atitudes canalhas e a esses tipo de esquemas? Bem, um começo é agir com conhecimento de causa, sabedoria, atitude, atenção, sinceridade, humildade, respeito por nós mesmos e pelo outro, tolerância, amor ao próximo. Buscar a reconstituição dos laços familiares e de amizade genuínos, não intermediados por qualquer fração de dinheiro. Conhecimento prescinde de educação. Sabedoria de vivência. Atenção de calma, de livramento de angústias e aflições. Sinceridade de uma mente reta. Humildade de dignidade, responsabilidade e honestidade. Tolerância de compreensão e benevolência. Amor ao próximo de humanidade e também espiritualidade (não somente do sentido religioso da palavra). Sabendo-se aonde está pisando, então, podemos nos unir, em meio à tendência à fragmentação social que permeia a sociedade moderna, e propor, por exemplo, uma nova legislação para o sistema de venda multinível. Ou para ficar esperto quando se houve uma proposta: “ih, tô fora disso;  a possibilidade de me ferrar e ferrar os outros é muito grande aqui”.

Voilá!!!

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75 Comentários leave one →
  1. 06/06/2013 17:12

    Muita asneira, como perdem tempo escrevendo tolices.

    • Fernando permalink*
      06/06/2013 18:37

      Obrigado por confirmar o que está escrito no post.

    • Renata Lima permalink*
      06/06/2013 19:32

      e distribuidor que não sai daqui? Como perdem tempo lendo “tolices”.

  2. raoni permalink
    06/06/2013 20:43

    que site fantastico, deu trabalho mas achei seu site, agora deixa eu ler o texto denovo.
    parabens

    • Fernando permalink*
      11/06/2013 16:27

      Valeu. Se tiver alguma consideração, ou alguma pergunta, vamos discutir pra entender melhor esse sistema e ter condições de agir para começar a mudá-lo.

    • Sr. Ponzi permalink
      08/07/2013 16:59

      RENATA E FERNANDO.

      Não adianta, temos que descobrir o que faz, durante anos, este maldito diabo, em forma de “empresa”, usando pessoas como isca, para alguns, sempre os mesmos, ganharem muita grana, e m pouco espaço de tempo.

      Sabe o que é pior ? Agora esta praga, esta dentro das igrejas, usando a credibilidade e ingenuidade dos irmãozinhos, que ACHAM que foi DEUS que escuta oração!!

      Por mais que vocês provem, parece que cega mais e mais…. MAS CONTINUEM FIRME, PELO MENOS A NOSSA PARTE ESTAMOS FAZENDO.

    • Sr. Ponzi permalink
      08/07/2013 17:10

      RENATA E FERNANDO.

      Dando uma de metido, andei pesquisando pelo google trend e observei que várias empresas surgem e morrem ao mesmo tempo que surgem outras, diante disto, fica claro o esquema onde são os mesmos líderes.
      Sem mais…

  3. Danilo permalink
    06/06/2013 22:10

    Gostei muito do post, inclusive no tocante ao sistema religioso “cristão”. Lamentável, o nível cultural e moral que tem alcançado esta nossa sociedade. Atualmente venho estudando a origem do cristianismo desde a igreja primitiva da época apostólica, passando pela reforma protestante até chegar nos dias atuais. Que decepção! Por ter sido enganado por muitos anos enquanto fiz parte do sistema. Mas a culpa foi minha. Deixei que o pastor interpretasse a bíblia por mim. Hoje, ao ler as escrituras, percebo a simplicidade do evangelho. Mas preferiram complicar e voltar para o judaismo onde a lei definia o que fazer e não fazer. Hoje eu percebo também o porque de tantos pastores evangélicos envolvidos em esquemas ponzi. Obviamente que eles nunca conheceram o verdadeiro evangelho. Na verdade, nunca interpretaram o NT no seu verdadeiro sentido que é o espiritual (o amor a Deus acima de tudo e ao próximo como a ti mesmo). Num cristianismo onde impera a teologia da prosperidade, não é de se espantar que muitos evangélicos participam desses esquemas e ainda usam o nome de Deus para dizerem que o “negócio” foi una porta aberta por Deus. E ainda usam a “credibilidade” do título pastoral para ganhar mais adeptos aos esquemas fraudulentos. Estamos mesmo vivendo uma verdadeira apostasia, com direito a imoralidade, inversão de valores, desonestidade, e tudo, como se fosse absolutamente normal.

    • Fernando permalink*
      11/06/2013 16:26

      Obrigado.

      É isso aí. Apostasia, hipocrisia e comportamento cara-de-pau. Tudo como se fosse normal. Essa é a questão das instituições, que visam dar direção moral, intelectual e comportamental aos rebentos. Hoje, na maioria das vezes, existirão interesses materiais por trás dessas instituições.

  4. Paulo permalink
    07/06/2013 13:40

    “Quem não compartilha da mesma visão de mundo do convertido passa ser considerado como “criatura”, herege, condenado ao fogo do inferno”

    Isso me fez lembrar os participantes da FR Promotora. São como onças. :-) Eles vêem qualquer crítica como um desaforo.

    Concordo com muito do que está no post. Só queria saber se o autor é contra empresas que comercializam produtos de valor e fazem marketing multinível que não exige pagamento do afiliado. Ou seja, sem taxas e sem ter que comprar. Apenas faz a propaganda, indica os produtos e objetiva a formação de rede, sendo remunerado caso alguém compre por sua indicação.

    • Fernando permalink*
      07/06/2013 16:54

      Olha Paulo, sim, mesmo sem pagamentos à empresa por parte do afiliado. Isso que você descreveu claramente está próximo da estrutura de uma pirâmide financeira e, por isso, teríamos que conhecer com detalhes esse sistema para ter certeza de que seria viável, pois vejo o potencial lesivo bem camuflado nessas linhas gerais que vc expôs (qual o custo da propaganda e das atividades secundárias a ela ligada? Qual será a estrutura da rede? De onde virá a receita para pagar os recrutas? Qual atividade que, no mundo competitivo de hoje, aceitaria esse MMN “mãezona”?). Somado a uma parca legislação direcionadora da atividade e que puna os pilantras, aí que a coisa se torna mais explosiva. Leia a nossa FAQ para visualizar o que entendemos como algo próximo de um MMN legítimo.

  5. Nilce Galvão permalink
    07/06/2013 15:48

    Eu já li vários artigos do vosso site e com alguns posts eu até concordei mas, eu entendo que vc é muito traumatizado. MMN não é esse monstro que vc descreve; o problema está em seres humanos sem escrúpulos e sem ética, charlatões e golpistas que se aproveitam da ignorância alheia. A essência do MMN é uma das melhores opçóes do mercado de trabalho.

    • Fernando permalink*
      07/06/2013 17:25

      O conteúdo do post fala sobre o sistema de crenças, valores, sistemas de persuasão e manipulação que permeiam o modo de agir, pensar, o imaginário das pessoas, e de como isso se articula com o poder político, econômico e cultural. Se vc disser que sou traumatizado com o MMN, vc terá que dizer que sou traumatizado com esse mundo de hoje, o que não é verdade. Gosto desse mundo, só que é um mundo refém de regras e de um sistema destrutivo, do qual o MMN é um apenas uma parte integrante, um filhote ranzinza e bastardo.

      O problema não está somente nos seres humanos sem escrúpulos, o problema está na NATUREZA HUMANA aliada à NATUREZA do SISTEMA e de seus SUBSISTEMAS, que faz com que, no caso do MMN, as perdas sejam ESTRUTURAIS.

      Engano seu, o MMN é uma das PIORES opções do mercado de trabalho, subproduto dessa época de trabalho part-time, precarizado, sem salvaguardas. Pior, leva a maioria das pessoas a pensarem que se não deu certo no trabalho a culpa é dela mesma, ou a culpa é dos charlatões e golpistas. Só que, por conta de estarem adestradas por uma visão de mundo rasteira, se esquecem de se perguntar o porquê da existência de tantos charlatões no mundo do MMN. Não é só porque há uma degradação moral da sociedade, mas também porque o PRÓPRIO sistema dá brechas ou mesmo abre BURACOS pra isso.

      Busco compreender a realidade global à minha volta para poder colaborar com a melhora da situação, para desnudar e bater de frente mesmo com essa visão de mundo perniciosa que dissemina-se cada vez mais e coloniza cada vez mais as consciências.

  6. Marco Aurélio permalink
    07/06/2013 20:57

    Fernando, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho feito através do seu blog. Suas análises, utilizando elementos/ferramentas de Política, Economia, Sociologia, Psicologia, Filosofia, Religião, História, etc, são realmente impressionantes e assombrosas. Vibro com elas. Formei-me em Direito e sou servidor público, acompanhando com curiosidade seu blog há apenas um mês, desde que fui recrutado/convidado a participar da Monavie por uma colega de trabalho, e então eu me perguntei “qu’est-ce que c’est que ça?”. Eu já havia lido algo sobre esquemas Ponzi, no entanto só agora eu tomei ciência da proporção (brasileira) que isto está tomando (ou já tomou), uma vez que fui “cutucado” por alguém próximo a mim. Desde então tenho procurado mais informações a respeito, e foi aí que cheguei à “Indústria da decepção”. Brilhante! É claro que eu recusei o convite de minha colega de trabalho, pois meus propósitos são outros, mais modestos, éticos e sustentáveis. Meus conhecimentos a respeito de Economia são realmente rudimentares, no entanto eu tenho impressões a respeito de nossa sociedade pós-moderna/hipermoderna através de pensadores como Bauman, Lipovetsky, Baudrillard, Paul Lafargue, Domenico De Masi, Marx, István Mészáros, Sêneca, Hobsbawm, Epicuro, etc. Até me comove o discurso do Sr. José Mujica no Rio+20, quando ele falou em seu discurso que “pobre não é aquele que possui pouco, mas aquele que necessita de mais e mais para viver” e que os problemas econômicos são, na verdade, políticos, uma vez submetida a política aos interesses do mercado (e não o contrário). Utilizo-me da conscientização também feita através da crítica na arte cinematográfica, como os filmes “Beleza americana”, “Tempos modernos”, “Metrópolis”, “Segunda-feira ao Sol”, “Ladrões de bicicleta”, “O corte”, “Psicopata americano”, “Clube da luta”, “Capitalismo: uma história de amor”, “A corporação”, “Attencion danger travail”, etc. Tento realmente me instruir a respeito desses assuntos como um curioso, um diletante, pois quero que minha vida possa ser revestida de mais simplicidade e felicidade artística, além de menos desejos, preocupações e responsabilidades, fazendo de tudo para que meu discurso não destoe da prática dessas ideias, mesmo carregando comigo a hipocrisia que tenta ser transmutada em sabedoria de viver. Muito obrigado por contribuir para a discussão a respeito de um mundo melhor, a despeito das perspectivas sombrias. Parabéns!

    • Marco Aurélio permalink
      08/06/2013 11:12

      PS: estendo o meu elogio ao também excelente trabalho e ‘posts’ da Renata Lima, bem como a outros que possam participar e enriquecer a discussão a respeito dos temas tratados. Perdoe-me se eu me esqueci de mais alguém, pois estou lendo os artigos do blog aos poucos e, dentre eles, li os mais recentes que trazem o seu nome.

    • Fernando permalink*
      11/06/2013 16:15

      Obrigado Marco. Leia também “A Grande Transformação: as origens de nossa época”, de Karl Polanyi e o pessoal do sistema mundo (do qual é filiado István Meszáros, como Thetônio dos Santos, Giovanni Arrighi e Fernand Braudel). Vc gostará.

      Quanto à Polanyi, em resumo, nos é mostrado que A Grande Transformação consistiu, fundamentalmente, na extensão do sistema de mercado a todas as esferas da vida humana, cuja lei da oferta e demanda passou a determinar autonomamente a afetação e a remuneração de fatores de produção como a terra e o trabalho (ou seja, a própria utilização da vida humana). Ele demonstrou como se formaram historicamente os mercados nacionais e internacionais, e como se passou de uma configuração caracterizada por trocas livres para outra forma marcada por um intenso controle político e social, em reação à grande crise de 1929.

      Dando seguimento ao raciocínio de Polanyi, da mesma forma que o capitalismo, com os seus mercados autorregulados e a lógica de uma economia orientada para a satisfação em bens materiais, levou à desagregação da vida em sociedade, criando a denominada “grande transformação”, sentiu-se mais tarde, devido às consequências nocivas da sua operação autônoma sobre a vida de grandes massas humanas, a necessidade de regular e controlar esses mesmos mercados. Foi o que nós vimos do pós 2ª guerra até o início da década de 70, quando finda o tratado de Bretton Woods, símbolo maior desse momento histórico, a era dos “30 anos gloriosos”, em que se conseguiu conjugar crescimento, desenvolvimento, distribuição de renda, empreendedorismo, controle das principais variáveis da economia. Hoje vivemos um período econômico conturbado, cujo resultado foi a crise de 2008, em que se reproduziram as mesmas premissas dos mercados autorregulados e a degradação da vida humana. Como isso aconteceu? Bem, isso é assunto pra outra hora… |:)

      Esse filme “A Corporação” ainda não vi. Veja depois Inside Job (Tradução para o portuga: Trabalho Interno). Vc gostará.

    • Marco Aurélio permalink
      11/06/2013 22:57

      Olá, Fernando! Agradeço imensamente as suas indicações. A partir delas, já providenciei, para integrar minha biblioteca, os livros “A grande transformação: as origens de nossa época” de Karl Polanyi, uma biografia de Fernand Braudel escrita por Pierre Daix, “O longo século XX” de Giovanni Arrighi e “Evolução Histórica do Brasil – da Colônia à crise da Nova República” de Theotonio dos Santos. Interessei-me pelo resumo que você fez a respeito da obra de Polanyi, bem como a Teoria do sistema-mundo citada, e espero poder aprofundar meus conhecimentos sobre essa nova temática (para mim).
      Assistirei ao documentário “Trabalho interno”. Já o tinha aqui comigo, e aguardava o momento certo de vê-lo. Quando ao documentário “The corporation”, procure, caso você se interesse, pelos DVDs duplos, pois eles possuem muitos extras que valem a pena a aquisição (veja o conteúdo, por exemplo, em http://www.2001video.com.br/produto/dvd-the-corporation-13023.html). Há o documentário, sem os extras, no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY). Lendo a respeito dos participantes desse filme, esqueci-me de citar, dentre os livros e autores do comentário anterior, a Naomi Klein, com seu excelente “Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido”. Enfim, são estas pessoas que me tornam esperançosos. Parabéns novamente pelo trabalho realizado no blog, e, agora que o descobri, irei acompanhá-lo. Abraços!

    • Marco Aurélio permalink
      12/06/2013 0:17

      Ah, ia me esquecendo… Se se interessar pela análise sociológica de filmes que tratam sobre a alienação do trabalho, consumismo, fetichismo capitalista, etc, há a Tela Crítica (http://www.telacritica.org/), bem como as resenhas e livros de Giovanni Alves, professor da UNESP-Marília (por exemplo, a análise de “Beleza americana” em http://www.telacritica.org/Artigo_BelezaAlves.htm).
      Por último, mas não menos importante, como já havia falado anteriormente que fui “cutucado” por “uma Monavie”, eu acompanho o site Reclameaqui e, por lá, fiquei sabendo, através de furiosos ex-Monavies, de um artigo publicado em maio deste ano, na revista Exame, sobre a Monavie. Como sou marido traído, o último a saber, colo aqui a reportagem (http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1041/noticias/sonho-movido-a-camu-camu-na-monavie?page=1). E pensar que o camu-camu é uma mirtácea tão bonitinha e inocente! Rs. Agora que falei realmente tudo o que tinha que falar, deixo o meu boa noite, e boa sorte!

    • Fernando permalink*
      19/06/2013 0:24

      Obrigado pelas dicas Marco. E que bom que algumas dicas servirão pra você. A Klein também conheço, e sempre valeu a pena acompanhá-la.

      Do link da crítica ao filme beleza americana, uma pequena parte sintetiza o cerne da questão: “Com a crise estrutural do capital, uma das principais instituições sociometabólicas do sistema do capital explicita sua crise estrutural: a família. A crise estrutural do capital implica na transfiguração do metabolismo social pela imposição, aos sujeitos humanos, de formas imagéticas fetichizadas

      É uma das formas de ver o fenômeno. Forma essa derivada da contradição básica do sistema: entre valor de uso (“utilidade”) e valor.

      Saudações

  7. Pedro permalink
    10/06/2013 18:08

    Olá. No começo do artigo até fiquei esperançoso. A idéia cogitada como causa da explosão dos esquemas ponzis é soberba. Mas no meio do artigo começou uma confusão dos diabos, a ponto de eu me perguntar como seria possível alguém defecar tanto pelos dedos, e com tanta eloquência. Você demonizou o individualismo, a idéia de que o sucesso depende de seu próprio esforço, mas não percebeu que essa idéia também é vítima dos esquemas que há por aí. Tão vítima quanto a idéia original de MMN. Você colocou os verdadeiros empreendedores no mesmo saco dessas criaturas inomináveis que cultuam esses esquemas pérfidos. Pense nisso.

    • Fernando permalink*
      11/06/2013 17:31

      Olá. No começo do artigo até fiquei esperançoso. A idéia cogitada como causa da explosão dos esquemas ponzis é soberba. Mas no meio do artigo começou uma confusão dos diabos, a ponto de eu me perguntar como seria possível alguém defecar tanto pelos dedos, e com tanta eloquência. Você demonizou o individualismo, a idéia de que o sucesso depende de seu próprio esforço, mas não percebeu que essa idéia também é vítima dos esquemas que há por aí. Tão vítima quanto a idéia original de MMN. Você colocou os verdadeiros empreendedores no mesmo saco dessas criaturas inomináveis que cultuam esses esquemas pérfidos. Pense nisso.

      ————————— Olá. Espere um pouco. Você está confundindo totalmente as coisas.

      Em primeiro lugar, uma das mensagens implícitas no texto se refere a que só o esforço próprio não leva a lugar algum, se a estrutura do SISTEMA não der condições para que esse esforço floresça.

      Em segundo lugar, você está confundindo o conceito de individualismo do texto, face cultural/ideológica de um movimento muito mais profundo no campo da própria reprodução social, com livre iniciativa e empreendedorismo.

      Peguemos o caso do Brasil. Nossa própria Constituição Federal, que é a lei maior e a 1ª fonte de nosso ordenamento jurídico, Constituição essa dita cidadã e até por alguns CF do estado do bem-estar (gozado, será por qual motivo é tão atacada nos dias de hoje?), possuem princípios, fundamentos e objetivos norteadores. Os princípios orientam a atuação no Brasil nas relações internacionais. São eles a REPÚBLICA (forma de governo), a DEMOCRACIA (regime de governo), o PRESIDENCIALISMO (sistema de governo – a relação que o Executivo e o Legislativo possuem entre si a respeito da chefia de governo) e a FEDERAÇÃO, que é a forma de Estado, uma forma de descentralização com autonomia de seus entes participantes (redigem suas próprias normas – Constituições estaduais e leis orgânicas.

      Os fundamentos alicerçam, são a base/pressuposto para os princípios. São eles:

      I) Soberania (nosso estado é independente e não reconhece nenhum acima do nosso). Diz respeito à autodeterminação dos povos (veja bem o que falo, POVOS e não INDIVÍDUOS), um dos princípios do Direito Internacional.

      II) Cidadania: conjunto de direitos e obrigações de natureza POLÍTICA. Através dela o povo, que é titular do poder soberano, disporá dos instrumentos necessários para exercer o PODER (característica democrática do Estado Brasileiro). Sem cidadania é impossível se falar em democracia.

      III) Dignidade da pessoa humana: para que o sistema possa emanar a república e exercer a democracia, o poder soberano. Direitos Sociais se inserem aqui.

      IV) Valor Social do Trabalho e da Livre iniciativa: aqui chegamos aonde eu queria. O ímpeto do trabalho, o incentivo aos empresários, ao empreendedorismo, à livre iniciativa devem ser valorizados e bem cuidados, pois isso é uma condição para que os princípios da República Federativa do Brasil se fortaleçam. O próprio valor social do trabalho é instrumento par a realização dos Direitos Sociais.

      Ex.: a propriedade privada é INVIOLÁVEL, conquanto cumpra uma função SOCIAL. Reparou Pedro? Se não cumprir uma função social, está sujeita a desapropriação. Na Constituição não está escrito que a propriedade privada deve cumprir uma função INDIVIDUAL.

      V) Pluralismo Político: tem a ver com a TOLERÂNCIA com opiniões políticas divergentes. É diferente de pluripartidarismo político.

      Já os objetivos são metas, pontos de chegada. São eles:

      I) Sociedade livre, justa e solidária. O individualismo que tratamos no post vai justamente na contramão desse objetivo, ainda longe de ser alcançado, não acha Pedro e demais leitores?

      II) Desenvolvimento nacional: engatinhando.

      III) Fim da pobreza e marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais: será que a lógica do individualismo e da cultura da indiferença levarão a isso? Se até o Bolsa Família, um paliativo usado para tirar milhões da miséria é crucificado por vários aparelhos privados de hegemonia como “gastança inútil”, “sustento pra vagabundo”, dentre outras aberrações? Será que a lógica de acumulação de capital, que traz consigo essa cultura da indiferença, da qual o individualismo é uma de suas principais expressões, levará à redução das desigualdades? A iniciativa privada é capaz disso? Daí já digo pra vc: não. Por que não abrem uma fábrica de carros no semi-árido nordestino? A lucratividade projetada não compensa. Daí a necessidade do Estado ser indutor do crescimento e desenvolvimento nessas áreas.

      IV) o bem de TODOS. E não o bem do INDIVÍDUO.

      V) Comunidade Latino-americana de nações: não está explícito na Constituição na parte de objetivos, e sim no artigo 4º parágrafo único (princípios que orientam o Brasil na sua atuação internacional).

      Portanto Pedro, o cerne do que está no post vai contra os objetivos, princípios e fundamentos no país. Princípios esses que, na prática, não são “perfeitamente” respeitados, para dizer o mínimo.

      Mas vejamos a questão ainda por um outro ângulo. Em economia, principalmente em relação à minha formação que é ligada à escola pós-keynesiana, schumpeteriana e marxiana, o empresário e seu espírito animal, que traz consigo o empreendedorismo, a livre iniciativa e a proatividade são imprescindíveis para o funcionamento das engrenagens do sistema.

      Grosso modo funciona assim: Keynes, em sua Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro e em seu Treatise on Money formulou estudos e perspectivas acerca do funcionamento da economia capitalista, à coordenação e estabilização da dinâmica das economias monetárias. A articulação de políticas econômicas (monetária, fiscal, comercial e cambial) visa a expansão da DEMANDA EFETIVA, que é um ponto de equilíbrio nocional que os empresários utilizam para OFERTAR no mercado determinada produção. O empresário decide produzir quando a eficácia marginal do capital é maior do que as taxas de juros. E o que é a eficácia marginal do capital? Nada mais é do que o valor presente líquido (técnica dos fluxos de caixa descontados), termo difundido hoje como fundamental para a decisão do empresário em investir. Porém sua preocupação não era somente com a expansão da demanda efetiva, mas também sua íntima relação com o pleno emprego sem, todavia, negligenciar os equilíbrios fiscal e externo. Os conceitos de moeda, preferência pela liquidez, expectativas quanto ao futuro, incerteza e instabilidade cíclica eram variáveis que precisavam ser trabalhadas para que a eficiência econômica, a justiça social e a liberdade individual cada vez mais estivessem próximas.

      Para isso, a política monetária deveria sempre estar em patamares compatíveis com a eliminação da escassez de capital, significando a eutanásia do rentier, grupo que é remunerado por explorar o valor da escassez do capital. Sua influência sobre a demanda efetiva é indireta, pois impacta inicialmente sobre as condições de liquidez do mercado monetário para, depois, motivar as decisões dos agentes. E é limitada, por conta da incerteza dos agentes, tanto consumidores quanto produtores, que por conta dessa incerteza preferem reter a moeda (não é papel moeda, e sim agregados monetários) a despendê-la, independente do nível da taxa de juros estipulada pelo Banco Central.

      Já a política fiscal tem por finalidade a administração dos gastos públicos e da tributação: do orçamento corrente (serviços básicos oferecidos pelo Estado) e de capital (despesas referentes aos investimentos produtivos feitos pelo Estado para a estabilidade do sistema econômico); quanto à tributação, seu objetivo seria permitir que a renda mal distribuída fosse realocada, incentivar o aumento ou diminuição da renda disponível, fomentado o aumento ou diminuição da demanda agregada, e a viabilização da capacidade de investimento do Estado e, por isso, a estabilização automática das economias monetárias da produção.

      Veja que essa escola e as políticas por ela trabalhadas PRIVILEGIAM o empresário/empreendedor, e não o demoniza! Pelo contrário: objetiva criar condições para que o ambiente para a decisão dos empresários de investir seja o melhor possível. Empresário é que, no agregado, cria emprego e, portanto, essa decisão de investir determina a renda no sistema econômico. Investimento determina a poupança, e não o contrário.

      Já a escola schumpeteriana (e depois os neoschumpeterianos, que não chegarei a comentar aqui) mostra, em linhas gerais, outra face do sistema capitalista. Trás à tona o processo de destruição criadora, em que estruturas velhas são substituídas por novas através do surgimento de invenções e inovações no sistema econômico, tanto primárias quanto secundárias. Ou seja, o espírito inovador, decorrente do empreendedorismo e da livre iniciativa é um dos motores fundamentais para a reciclagem, crescimento econômico e desenvolvimento do próprio capitalismo.

      Já para Marx (que talvez seja o mais complicado de entender), o sistema passa por crises cíclicas decorrentes na própria dinâmica das contradições que permeiam o sistema. Da dinâmica que está presente na unidade mais fundamental do sistema produtor de mercadorias e serviços: a mercadoria, portadora da contradição entre valor de uso e valor de troca, que transmuta-se periodicamente em crises cíclicas. Vc pode ver mais sobre isso clicando aqui nesse comentário que escrevi há uns 5 anos nesse mesmo blog:

      https://industriadadecepcao.wordpress.com/2008/03/30/depoimento-forever-living/#comment-1908

      Quando você diz que demonizei o individualismo, a ideia de que o sucesso depende de seu próprio esforço, mas não percebi que essa ideia também é vítima dos esquemas que há por aí você está redondamente enganado. O texto também demonstra isso, pois como eu mesmo disse o MMN é produto da lógica do sistema, hoje envolvida ela degradação econômico-social e moral. No próprio blog, em centenas de comentários, critico essa postura/adestramento de achar que o problema não está na estrutura do sistema (MMN), e sim o problema está só nas pessoas, nos vilões, nos inescrupulosos. O sistema é imaculado. Para se ter sucesso no MMN basta que vc se esforce, seja persistente, consistente, não desista nunca que os resultados virão! Esse é um grande mantra dessa “escola”, desmentido pela realidade e os números.

      De forma alguma coloquei inovadores, empreendedores portadores do comportamento proativo e de livre iniciativa no mesmo balaio dos pilantras do MMN. Vc entendeu bem mal. Repetindo o que falei pra menina acima, o conteúdo do post fala sobre o sistema de crenças, valores, sistemas de persuasão e manipulação que permeiam o modo de agir, pensar, o imaginário das pessoas, e de como isso se articula com o poder político, econômico e cultural.

  8. Paulo permalink
    12/06/2013 14:52

    Olá, gostaria de saber o que você acha a respeito do MMN criado pela empresa Polishop. Obrigado desde já!

    • Renata Lima permalink*
      12/06/2013 14:56

      Eu acho que TODO mmn é lesivo até prova (numérica) em contrário. Posso garantir que o Fê pensa da mesma forma.
      Dê uma vasculhada no blog que entenderá porquê. Boa sorte

    • Paulo permalink
      12/06/2013 15:21

      Renata Eu andei lendo esse blog antes de entrar nesse negócio MMN. Mas agora que estou a um curto tempo (menos de 1 mes) conheci várias coisas e lendo esse texto e os outros que eu ja tinha lido, está me fazendo bastante sentido o que foi colocado nesse post. Estou pensando seriamente em cair fora disso e seguir minha vida. Aguardo por uma posição do Fernando tbm, por favor.

    • Renata Lima permalink*
      12/06/2013 21:40

      Paulo (ou Diogo), espero que faça a melhor opção. Sucesso e boa sorte.

    • Fernando permalink*
      19/06/2013 0:39

      Como a Rê já lembrou, é esquema lesivo, Paulo. tem todas as características desse tipo de sistema. Se o que está no post passa a ter bastante sentido pra vc, não tenho dúvidas que, mais cedo ou mais tarde, vc cairá fora.

      Tome cuidado.

      Saudações

  9. Paulo permalink
    12/06/2013 23:22

    Tem outro Paulo aqui nos comentários.

    Sou o primeiro Paulo daqui da página.
    Estou voltando agora, pois ando muito chateado com algumas coisas, inclusive com essa história de ganhar dinheiro pela internet que pra mim não está dando em nada.

    Eu li o FAQ aqui do blog, Fernando.
    Fiz aquela pergunta pela seguinte razão: eu me afiliei à Imagem Folheados. Acredito que vc sabe que eles não cobram taxa nenhuma pra ser divulgador.
    O objetivo é vender as bijuterias e formar rede até o quinto nível.

    Faz quatro meses que me cadastrei, venho fazendo propaganda em sites de classificados, de autosurf, em salas de bate papo, no Facebook(odeio aquele site. Só tem besteira), no Twitter(outra porcaria) e até agora só consegui 341 visitantes.
    Todos são apenas curiosos, pois não compraram nada.
    Existe uma pessoa no meu primeiro subnível(downline) e mais uma no segundo, que também não venderam, pois não ganhei comissão.

    Pelo que entendi da sua resposta, só ganha dinheiro com isso quem investe em propaganda, quem pode pagar R$100,00, R$300,00(…) em anúncios.
    Se for assim, o que esses “grandes lideres” do MMN fazem é uma enganação, pois constatei que essas divulgações gratuitas na internet não trazem retorno, ainda mais pra pessoas como eu que não gostam de blogar.

    • Fernando permalink*
      19/06/2013 0:42

      Vc então entendeu o cerne da questão: o sistema e aquilo que os líderes fazem é enganação, venda de sonhos, venda de fantasias ou do que vc quiser, nesse sentido, chamar a atividade lesiva. Esse sistema que vc apresentou em linhas gerais se aproxima à uma pirâmide financeira.

  10. Strikkerr permalink
    13/06/2013 10:12

    Fernando, você vem fazendo um trabalho excelente, mostrando fontes, argumentando de maneira racional/lógica, mas acredito que toda essa argumentação racional é inútil aos acéfalos do MM, eles mal sabem fazer uma conta de divisão……

  11. Romulo permalink
    13/06/2013 18:11

    Já dizia a minha bisavó “Quem muito procura beirada de ceu baixo só achara buraco facil de se cair nos inferno”… essas ilusões de MMN e de trabalho facil com alta rentabilidade prosperam muito bem em paises onde o maior empregador é o governo,pois a ambição do individuo e trabalhar pouco de qualquer jeito e nao será despedido e quando trabalha sua cabeça esta nos fins de semana e feriados e ferias,a pessoa so ‘produz’ pensando na recompensa pifia que é uma folga qualquer,não pensa no bem estar coletivo que seu esforço poderia produzir e de fato retornar para ela.
    Quando eu vejo os videos de telexfree no youtube tentando justificar de todo jeito( e nao conseguem)a legitimidade do negocio,eu fico rindo pois é como ver o caceta e planeta com a Tabajara e seus produtos mirabolantes e sem sentido,inexplicaveis!!Comico porem tragico,muito tragico e como as pessoas são catequizadas nos assunto,se agarram naquilo com tanta força na esperança de obter sucesso se o obtem é as custas do que estão abaixo deles,é um dinheiro sujo e podre,melhor o governo imprimir dinheiro e dar pra esse povo de uma vez e estourar uma mega bolha inflacionaria ai as pessoas acordam com a dor do desastre..

  12. 15/06/2013 14:21

    Olá bom dia

    primeiramente gostaria de parabenizar pelo excelente artigo e espero que continue fazendo este lindo trabalho de conscientizar as pessoas de que não existe dinheiro facil em lugar algum. tenho um site no mesmo segmento que o seu e gostaria de publicar alguns post colocando os créditos para vc!

    abraços

    • Fernando permalink*
      19/06/2013 0:52

      Obrigado Gabriel. Sinta-se a vontade para publicar nossos posts no seu site.

      Saudações

  13. 18/06/2013 22:09

    fantásticas colocações… O texto é de grande profundidade. Gostei do “ethos” , do dinheiro fácil, das grandes ideias, a grande oportunidade que ninguém está vendo. Coisa para pessoas que, nas palavras de Gerson: “querem levar vantagem em tudo”

  14. Wanderley Costa de Oliveira permalink
    23/06/2013 22:23

    Simplesmente fantástico!!! Cara, no pouco que li já é o suficiente para dar suporte referencial à minha pesquisa acadêmica! Excelente trabalho e uma visão de mundo digna de quem honrou o conhecimento aportado e engendrado durante e após os estudos científicos! Muito bom mesmo!

  15. EVANDRO permalink
    11/07/2013 1:24

    Perfeito. Tudo e mais um pouco do que tenho dito a muitos que ingenua ou inescrupulosamente aderem a este esquemas. É a famosa lei do Gerson “Gostar de Levar Vantagem em Tudo” doa a quem doer.

  16. ido minoru permalink
    23/07/2013 3:48

    tenho acompanhado os comentarios com muita atenção mas uma dúvida persiste:
    se dá certo para 1%, pq não ser o 1%?,

    • Renata Lima permalink*
      23/07/2013 9:21

      Menos de 1%. Eu diria que nao valeria a pena tentar pq nao depende de seu trabalho, existem fatores ate mais importantes. Eu particularmente acho besteira pagar pra ver este negocio. Boa sorte

    • Fernando permalink*
      23/07/2013 9:25

      Pq se vc estiver dentro desse 1% terá levado uma multidão consigo que estará dentro desses 99%. Como vc começou a correia de transmissão de uma rede, vc é corresponsável pelo que acontece a ela. A questão é que a maioria não admite isso, prefere chamar o outro de fracassado, perdedor, pessoa que não trabalhou direito e outras asneiras mais.

      É algo que tem a ver com caráter e honestidade – e sensatez também, afinal de contas, pra quê entrar numa atividade em que o risco de dar com os burros n’água é altíssimo?

    • Egiptólogo permalink
      23/07/2013 10:47

      os 99% de “fracassados” são a matéria-prima essencial do sucesso da meia-dúzia que se dá bem

    • Renata Lima permalink*
      23/07/2013 10:55

      Boa, outra razao para nao ser menos de 1%…nao alimentar um negocio predatorio. Para alguns ganharem, a maioria perde. Se vc sabe a estatistica e a natureza do negocio, acho dificil achar “boa” ou “normal” a opcao de participar.

    • Arthur permalink
      23/07/2013 11:27

      Podemos responder tb com matemática.
      Digamos que você tenha um Piramidão desses com 300.000 divulgadores nos quais 1% estão literalmente BBOMBANDO…ehehe desculpe a piada.Seriam 3.000 correto?Ma seria injusto os outros 297.000 não terem a chance de serem os 1% correto?Pelos dados acima para 297.000 se tornarem 1% cada um teria q trazer mais 100 correto?Isso daria uma base de módicos 29.700.000 pessoas.Se repetir esse processo mais uma vez apenas….Advinha???Sim,mais de 2 bilhões de pessoas !!!!Será que é mesmo viável

  17. Renato permalink
    23/07/2013 22:36

    Olá, Fernando! Parabéns pelo artigo, está muito bom!
    Sou do Rio Grande do Sul e hoje conversei com uma pessoa que me ofereceu este tipo de negócio MMN. Falamos por mais de uma hora e meia, e pude perceber nas palavras desta pessoa tudo que você colocou em teu artigo, toda a manipulação que há por trás das palavras. Aceitei a falar com a pessoa, pois fiquei curioso em saber do que se tratava. Cheguei em casa e fui pesquisar sobre empresa e pelo que pude perceber sobre o que li em vários sites e artigos é que a empresa se esconde atrás da venda de alguns benefícios para os associados pelo valor de R$140,00.
    Questionei a pessoa dizendo que esta forma de trabalho seria a forma de pirâmide. A mesma me respondeu, que não. Pois eles fazem dedução de imposto de renda na fonte e que também as pessoas associadas por mim, poderiam ganhar mais rendimentos que eu conforme a dedicação de cada um, em associar pessoas o que não caracteriza pirâmide.
    Gostaria de você comentasse um pouco sobre esta forma de trabalho que deduz imposto da fonte e que os associados podem ter rendimentos maiores que aquele que o associou.

  18. Renato permalink
    23/07/2013 22:49

    Só mais uma informação que faltou: para se tornar sócio da empresa é necessário fazer o pagamento em três vezes de R$290,00. Apos este pagamento o valor dos benefícios fica por R$140,00, como informei anteriormente.

    • Fernando permalink*
      24/07/2013 10:07

      Ok, leia o post que já escrevi sobre a Dinastia.

  19. não-me-chama-que-não-vou permalink
    25/07/2013 15:50

    Boa tarde, pessoal.

    Quando pensamos que já vimos de tudo…

    Essa do “ilustrador de couro” é de matar.

    “A Vs Silva Empreendimento depois de muitos anos de pesquisa traz até você a mais nova palavra em ilustrador de couro.
    Mas que produto é esse? Estamos falando da ESPONJA MÁGICA, esse é o produto que estava faltando na sua vida.”

    E você pode ganhar até 200.000,00!!!

    “E a jente, que damos no couro para se ilustra”, vamos ser passados para traz por
    um “Couro Ilustrado”.

    Abraços, paciência e força.

  20. 26/07/2013 10:00

    Sei que comentários escritos em caixa alta serão deletados de imediato, independente do conteúdo, mas eu só tenho mesmo uma palavra a dizer:

    SUBLIME!

    • Fernando permalink*
      26/07/2013 10:43

      Obrigado. Geralmente deletamos aquele comentário que está todo escrito em caixa alta, e não uma ou outra palavra realçada.

      Saudações.

    • 26/07/2013 11:36

      Não leve o que eu disse ao pé da letra rs. Tentei enfatizar sem sucesso que meu comentário desejado seria de apenas uma palavra (a que foi realçada), o que significa dizer que, em sentido estrito, “todo” o comentário estaria em caixa alta, ficando de certa forma sujeito a aplicação da penalidade da regra (exclusão). kk

      Excelente trabalho! Meu desafio agora é traduzir essas informações para uma linguagem inteligível para alguns camaradas. Não funciona apenas mostrar o óbvio para os que querem viver na ilusão. Triste. :/

      Abraço.

    • Fernando permalink*
      26/07/2013 12:34

      Hehe, perdão. Fui no modo automático, depois de ter respondido comentário de um idiota, e aí não reparei essa nuance.

      A melhor forma de vc fazer isso é tentando expandir o modelo de mundo da pessoa utilizando figuras de linguagem, principalmente metáforas.

      Obrigado, boa sorte com os camaradas e saudações

    • Fernando permalink*
      26/07/2013 13:47

      Ou então, utilizando algumas técnicas hipnóticas para abrir os olhos dos seus. Comece por aqui:

      https://industriadadecepcao.wordpress.com/2010/10/01/lavagem-cerebral-parte-3-a-magica-por-tras-dos-comandos-embutidos-ericksonianos/

  21. Magdiel permalink
    02/08/2013 4:51

    Gostaria de ouvir sobre a Amway mudei muito minha vida la e nunca convidei nenhum cidadão pra participar mais conheço muito o mmn da empresa ñ me interesso em ajudar os outros mesmo só queria vender os produtos e mais nada mais ainda ñ vi nada no site falando como as pessoas sempre falam que 95% das pessoas q fazem mmn saem no prejuízo eu gostaria de dados sobre ela q a apontem como fraude ou algo do tipo ( ñ irei falar piramide pq tudo o q envolve dinheiro é piramide)tirando que ela se sustenta a mais de 50 anos isso se fossemos usar números pra mostrar q o negocio de mmn se sustenta com o recrutamento pra sustentar a Amway ião ter q contratar 1milhão de pessoas ao ano ou mais só no Brasil me respondem pf?

    • Renata Lima permalink*
      02/08/2013 12:44

      Não há ilegalidade, o que o blog demonstra é que mmn é LESIVO, ou seja, a maioria perde dinheiro. Estes dados estão aqui no blog, se tiver um tempinho, procure que encontrará.

      Obs – estar há muito tempo no Mercado não significa que a empresa é BOA. A Enron ficou anos no Mercado e sabemos o que ocorreu.

      Boa sorte

    • Arthur permalink
      02/08/2013 12:58

      Magdiel,a Amway se sustenta por tanto tempo assim como a Herbalife pela alta ciclicidade da base,ou seja,muita gente entrando e saindo,quando chega a saturação a base para de crescer ,da uma olhadinha na quantidade de produtos que a Amway trabalha e você verá que pelo simples fato de poder atingir consumidores diferentes por muito tempo.

  22. Barbara permalink
    25/08/2013 14:40

    Fernando, muito obrigada por confirmar tudo que eu ja sabia. Gostaria de sua ajuda para negar o convite de uma pessoa muito próxima e talvez ajuda-lá a nao sofrer tanto participando do esquema da monavie. Não quero perder a amizade dela e também nao quero participar. Alguma sugestão sobre como sair desse problema de uma forma amigável?

    • Fernando permalink*
      26/08/2013 15:32

      Olá Barbara.

      Faça o simples: diga que examinou a proposta da Monavie e que declina dessa “proposta” pelo fato de já ter outros projetos e objetivos na vida. Deseje boa sorte para essa pessoa próxima de ti, e se ela insistir vc diz que pesquisou, verificou os dados sobre a empresa (produtos com preços não competitivos, esquema de recrutamento lesivo, falta de transparência, mentiras etc) e que por isso diz NÃO à proposta. Não tenha medo, os “argumentos” dela terão carga EMOCIONAL, e vc precisa ser RACIONAL para lidar com essa situação delicada. Tenha coragem, seja firme e diga NÃO. Se a conversa for para esse rumo, deixe claro que está se referindo à empresa, e não à pessoa – nesses casos em que as pessoas são seduzidas e/ou manipuladas elas se sentem como PARTE orgânica da empresa, e tendem a levar qquer argumentação para o lado pessoal, tentando “tirar” o emissor da mensagem com desqualificações e falácias. Não se espante se vc ouvir a palavra “ladra de sonhos”, fracassado, perdedor, eterno dependente do INSS e outras besteiras mais da boca dessa pessoa.

      Agora, se vc ver que a situação chegou a um limite de pressão excessiva, você possui duas principais opções: em primeiro lugar, vc dá um até logo e diz que quando ela começar a acordar (i.e.: perceber a realidade e/ou PERDER dinheiro) e sair da empresa, pode contar contigo para superar o problema, pois ela precisará de alguma ajuda – principalmente se ficar mal com a sensação de que fracassou por culpa dela própria. Os fracassos no MMN, em sua GRANDE, ESMAGADORA maioria se devem à dinâmica do sistema, e não à ação individual. A pessoa pode ter se matado de trabalhar, ter sido persistente, insistente, tentando vender produtos e/ou recrutar mais pessoas para o esquema, que as chances serão ínfimas por conta da ESTRUTURA do esquema, e não do esforço individual.

      Segunda opção: usar as mesmas técnicas que foram utilizadas para fisgar, persuadir a pessoa a entrar no esquema e virar uma espécie de fanático pela empresa. Daí vale o que eu já disse acima: melhor forma de fazer isso é tentando expandir o modelo de mundo da pessoa utilizando figuras de linguagem, principalmente metáforas. E outras técnicas neurolinguísticas e hipnóticas. Essa é mais difícil, pois exige algum conhecimento e treinamento prévio, o que por sua vez exige um certo esforço para entendimento da ferramenta e sua prática.

      De qquer forma, vá em paz em direção a ela e saiba que vc fez sua parte ao tentar alertá-la. Não se sinta nem um pouquinho responsável por ela. É um peso grande que vc carregaria.

      Saudações

  23. Van permalink
    02/11/2013 19:35

    Seu texto é realmente incrível e super difícil de ser entendido…
    Entendo seu modo de pensar, mas cara que mundo você vive?!?
    Das duas uma, ou você tá no topo, ganhando dinheiro em cima dos seus empregados…
    Ou você é mediocre, vive lá na base, trabalhando e ralando como muitos, vive na média e não suporta verem os outros crescerem…(quem está no sistema pirâmidal?)
    Essa sua crença toda sobre riqueza, egoísmo, bla bla bla… Já pensei assim também, mas entendi que ser rico (o verdadeiro) o que ele menos é, é egoísta… Ajuda o próximo, respeita seus companheiros, respeita seus funcionários… Mas não são pessoas que vão te adular, porque vivem de trabalho e compromissos. Creio que os MMN’s que você conheceu, foram os piores de todos… Só pode…
    Por que colocar culpa nas empresas e/ou grupos, se a pessoa fracassou?!?
    Realmente ninguém é obrigado a entrar nesse tipo de negócio, o trabalho é duro, mas o crescimento que nos proporciona é incrível… Ou você acha que se a pessoa tenta abrir o negócio próprio é mais fácil?!? Pode ter certeza qye o prejuízo é muito maior…
    Sim, faço parte da Nu Skin no Japão, e te digo, ela me proporciona o que nunca nem uma outra fábrica e/ou empresa me proporcionou…
    Você fala em lavagem cerebral e tals, esse texto é o que?!? Respeita as pessoas que escolhem esse caminho?!?
    Chamando-as de vagabundos, você acha que isso é amor ao próximo?!?
    O pior cego é aquele que não quer enxergar, você escreveu muita coisa que, tenho certeza, 80% aqui não entenderam nada (mas disseram que entenderam).
    Um texto gigante, com palavras totalmente desnecessárias, se quer realmente que as pessoas entendam, escreve simples…
    E RESPEITE caso as pessoas queiram entrar em algum esquema assim…
    No mínimo, peçam para pesquisar… Não as chame de tolas, porque você vai estar praticando aquilo que abomina… Fica a dica…
    Abraços e obrigada pelo espaço….

    • Renata Lima permalink*
      03/11/2013 20:01

      “Por que colocar culpa nas empresas e/ou grupos, se a pessoa fracassou?!?”

      Porque, estatisticamente, mais de 98% “fracassa”. E isto não é culpa das pessoas. É problema estrutural do mmn, se você tivesse lido REALMENTE, teria entendido.

      “Realmente ninguém é obrigado a entrar nesse tipo de negócio, o trabalho é duro, mas o crescimento que nos proporciona é incrível… Ou você acha que se a pessoa tenta abrir o negócio próprio é mais fácil?!? Pode ter certeza qye o prejuízo é muito maior…”

      Se crescer as custas de perdas pra maioria é “incrível”, só lamento, mas sua posição reflete EXATAMENTE o que o texto exprime. MMN reflete uma profunda degradação sócio econômica é seu post apenas comprova isto. Boa sorte na nuskin….vai precisar.

    • Fernando permalink*
      04/11/2013 16:30

      Não, vc não entendeu o que eu disse, e sua fala confirma isso. Leva pro lado pessoal, pois naquilo que entendeste o texto foi um golpe no fígado de suas crenças e costumes, principalmente sua visão de mundo acerca do MMN.

      Das duas uma, ou você tá no topo, ganhando dinheiro em cima dos seus empregados…
      Ou você é mediocre, vive lá na base, trabalhando e ralando como muitos, vive na média e não suporta verem os outros crescerem…(quem está no sistema pirâmidal?)

      ———————- e que tal nenhuma das duas? Raciocínio binário é fogo viu! Não tem nada a ver com não suportar ver os outros crescerem. Trata-se de enquadrar o SISTEMA do MMN no nosso modo de reprodução social. Mostrar do que ele faz parte. Mostrar com o que ele se relaciona. Tem relação com isso, e a realidade e os números mostram que, no MMN, enquanto subproduto do que há de pior no capitalismo, as pessoas não crescem. Pelo contrário: ENCOLHEM, em múltiplos sentidos!

      Já pensei assim também, mas entendi que ser rico (o verdadeiro) o que ele menos é, é egoísta… Ajuda o próximo, respeita seus companheiros, respeita seus funcionários… Mas não são pessoas que vão te adular, porque vivem de trabalho e compromissos. Creio que os MMN’s que você conheceu, foram os piores de todos… Só pode… Por que colocar culpa nas empresas e/ou grupos, se a pessoa fracassou?!?

      ———————– De onde vc tirou do texto que eu execro quem é rico? Esses termos são fracos e rasos como um pires. Pra ficar melhor: O empresário, que detém e/ou controla a propriedade privada, é aquele que tem o poder de criar nova capacidade produtiva através de INVESTIMENTOS, que contribuirão para aumentar a produção (impacto positivo no PIB), emprego e renda para a população. Quando direcionados para essa, digamos, linha, merecem todo o apoio, como estímulos setoriais, financiamentos a juros competitivos e outras coisas mais.

      E como a Rê já disse:a pessoa fracasso por conta de que mais de 98% fracassam ao final de alguns anos com o MMN. Ponto.

      Realmente ninguém é obrigado a entrar nesse tipo de negócio, o trabalho é duro, mas o crescimento que nos proporciona é incrível… Ou você acha que se a pessoa tenta abrir o negócio próprio é mais fácil?!? Pode ter certeza qye o prejuízo é muito maior…

      ———————– Balela. Primeiro, existem eventos de persuasão e adestramento que seduzem e por vezes manipulam mesmo a entrada das pessoas nesses sistemas. Por isso, essa de que “eu entrei porque quis” deve ser relativizada. relativizada, e não eliminada. EM segundo lugar, dados numéricos MOSTRAM que a taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas é BEM menor do que a taxa de fracassos no MMN.

      Você fala em lavagem cerebral e tals, esse texto é o que?!? Respeita as pessoas que escolhem esse caminho?!?
      Chamando-as de vagabundos, você acha que isso é amor ao próximo?!?

      ———————– Hahahahahahahahaha! Esse texto é lavagem cerebral? Humorista involuntária!

      Chamei e repito: defensor de esquema PONZI e pirâmides (vc sabe o que é um Ponzi ou um esquema com características Ponzi?) que sabe exatamente como a coisa funciona é pilantra, vagabundo, hipócrita e bandido. Pois sabe que o sistema prejudicará a maioria, e no entanto fica se escondendo atrás de sofismas e linguagem nonsense covarde para se safarem de suas responsabilidades com os outros. Não respeito gente assim.

      O pior cego é aquele que não quer enxergar, você escreveu muita coisa que, tenho certeza, 80% aqui não entenderam nada (mas disseram que entenderam).

      ———————– O que sei é que vc não entendeu. Vide ter levado pro lado pessoal.

      Um texto gigante, com palavras totalmente desnecessárias, se quer realmente que as pessoas entendam, escreve simples…

      ———————– Engraçado, primeiro o texto é incrível e difícil de ser entendido. Depois que a indignação seletiva por ter visto expostas partes das entranhas do sistema que vc defende vem à tona, o sangue “ferve” e passa a me atacar e classificar as palavras utilizadas como desnecessárias.

      Não não, as palavras foram necessárias. E não são nada difíceis de entender, para aqueles que possuem cérebro e que minimamente se esforçam para tanto.

      E RESPEITE caso as pessoas queiram entrar em algum esquema assim…

      ———————— A pessoa entrar é opção dela. Quer se ferrar, se ferre. É problema da pessoa. Mas quando a coisa passa par ao lado SOCIAL, ou seja, o SEU trabalho (indivíduo) prejudica uma COLETIVIDADE, então será passível de crítica feroz.

      Saudações

      Ps.: procure não levar para o lado pessoal seus comentários das próximas vezes, seja nesse espaço ou em outro qualquer.

    • Renata Lima permalink*
      05/11/2013 18:20

      “E RESPEITE caso as pessoas queiram entrar em algum esquema assim…”

      Se for ilegal (como têm sido as ultimas propostas de mmn que surgiram neste país), não tem que respeitar nada. Tem que denunciar e ver se mandam os cabeças de chave pra CADEIA. Lugar de estelionatário é na cadeia.

  24. permalink
    14/11/2013 12:52

    Texto muito bom!!! Alias, como muitas coisas que vocês tem postado…dificilmente acho artigos que esclareçam de fato o que é o MMN.
    Eu moro no Japão e por aqui circula empresas como Amway, Herbalife e Nu Skin.
    Inclusive algumas pessoas proximas entraram na Nu Skin e tem grandes esperanças de lucrarem com a volta da empresa no Brasil. Vocês teriam alguma informação do porque a Nu Skin deixou o Brasil? Será que ela tem chances de voltar a atuar mesmo?
    Queria poder encontrar mais informações sobre essa empresa, para poder argumentar quando somos convidados a participar desse tipo de empresa.
    Vou sempre estar por aqui para ficar de olho nas novidades.

  25. permalink
    14/11/2013 13:55

    Nossa gente…me desculpa…eu não tinha lido o comentario acima…depois que fui ver que a tal da Van tbm mora no Japão e participa da Nu Skin. Fico espantada com a falta de informação dessas pessoas…que infelizmente acreditam fácil no tal “negocio”…seja ele Nu Skin, Amway, etc.
    Acho que vocês deveriam postar videos no You Tube tbm…muita gente recorre até la e as vezes não encontra nada…e acaba acreditando que o negocio é bom. é só uma dica, caso vcs ja tiverem algum canal no you tube…por favor me indiquem.

    • Fernando permalink*
      14/11/2013 14:47

      Não Vâ, não temos canal no Youtube. Talvez um dia…

      Saudações

  26. permalink
    17/11/2013 6:25

    Obrigada Fernando. Queria alterar meu nome nos comentarios que fiz, pois não queria me comprometer a amizade entre as pessoas que entrarem aqui que são amigos. Fernando ou Renata poderiam excluir por favor os comentarios que tem meu nome Vania Francioli.
    Obrigada e desculpa o transtorno, comentarei com outro nome.

  27. Thales permalink
    23/03/2016 0:21

    vocês tem uma opinião sobre a Hinode? Obrigado

    • Renata Lima permalink*
      28/03/2016 19:16

      A hinode é mais do mesmo, ou seja, mais focada em recrutamento do que venda de produto ao consumidor final, com obrigatoriedade de compra de produtos para manter ativo, não achamos números relevantes que atestem q a empresa é boa para a maioria, não se sabe qual percentual de desistência. Acho q qualquer negócio tem q ser analisado a luz de dados concretos e NUNCA sob influência de discurso de distribuidor que quer te recrutar ou eventos cheios de neurolinguística. Boa sorte.

    • Thales curitiba permalink
      28/03/2016 20:37

      Verdade Renata, odeio esse sistema MMN/PIRÂMIDE (na minha opinao, sao quase a mesma coisa), o Brasil em crise e esses aproveitadores querendo pegar as pessoas desesperadas.

    • Renata Lima permalink*
      30/03/2016 19:26

      Em tempos de crise, a picaretagem fica inflamada atrás de pessoas com problemas financeiros. Prometem mundos e fundos e prejudicam mais do que ajudam. Multinivel tinha que ser proibido por lei.

  28. Ricardo permalink
    02/04/2016 19:23

    Gostaria de deixar meu relato aqui. Eu, assim como 98% das pessoas que um dia experimentaram o mmn, me dei muito mal. De início achei a proposta fantástica e caí na lavagem cerebral, deixei um emprego ótimo onde ganhava muito bem para me dedicar à esta atividade “lucrativa”. E me arrependo amargamente durante esses últimos 3 anos desde que entrei neste mundo estelionatário chamado mmn. Além de perder um excelente emprego, perdi a confiança de muitos amigos, familiares e adquiri uma dívida na qual estou pagando até aos dias de hoje, isso foi a herança que o mmn me deixou. Pena que acordei tarde, mas hoje vejo claramente que este mercado é realmente ilusório e beneficia apenas 6 dúzia de estelionatários. Ganhei algum dinheiro, mas o prejuízo foi bem maior, não digo isso só pelo lado financeiro, mas pela confiança perdida de pessoas próximas que até hoje não confiam mais na minha pessoa (e com razão). Mas felizmente acordei desse sonho irreal, e procuro aconselhar as pessoas que se afastem desse tipo de negócio, pois é um mercado tão mentiroso quanto promessa de político, nunca haverá prosperidade para todos, pelo contrário, trará somente decadência para a grande maioria, isso é fato e os números comprovam. Hoje, depois de ter despertado dessa ilusão, graças ao meu esforço e sem enganar ninguém, montei meu próprio negócio junto com a minha esposa e estou dando a volta por cima, e provando que com muito trabalho e dedicação é possível sim ter seu próprio negócio no Brasil sem ter que ver pessoas levando prejuízo para você subir, pago impostos absurdos mas pelo menos tenho a consciência tranquila e durmo em paz nos dias de hoje. Não quero saber nunca mais desse tipo de negócio e espero que o mmn acabe sendo extinto de vez aqui no Brasil, pois já basta os prejuízos que temos por conta da corrupção nesse país. Vou deixar aqui registrado os nomes dos “líderes” que fizeram muitas vítimas dos esquemas dos quais também fui enganado: Paulo Ricardo Figueiró, Thiago Varela, Yuri Cavalcante, sendo que através de Thiago Varela participei de um dos maiores golpes do mmn mundial, a WCM777. Cuidado com estes nomes, pois eles são profissionais em convencer multidões com seus discursos de falsas promessas. MMN e sustentabilidade são completamente opostos um do outro, hoje vejo que MMN é = golpe!!! Aos moderadores e responsáveis deixo meu agradecimento, pois foi lendo muitas matérias aqui que me fizeram abrir os olhos, estudar mais e sair fora desse tipo de negócio(ou golpe). Continuem com esse trabalho maravilhoso, vocês estão de parabéns!

    • Renata Lima permalink*
      06/04/2016 17:50

      O figueiro é famoso no meio e, até onde sei, os outros dois foram “crias” dele em um dos esquemas 171 que eles venderam como oportunidade de negócio. Quem foi prejudicado por estes tipos e tem como provar, devia fazer bo, queixa, denuncia, o escambau. no YouTube tem vídeo mostrando o “currículo” do figueiro. Obrigada por participar.

  29. Carlos Amorim permalink
    12/11/2016 18:36

    Oi gente! Voltei! Faz tempo que não ando por aqui. Queria ver o que os coxinhas pobres do mundo do mmn estão falando após 3 anos de minha ausência. Pelo que li nos comentários abaixo… não mudou nada! As mesmas ideias cristãs, brancas, fascistóides e alienadas de sempre. Mmners serão sempre mmners hahahaha

    • Fernando permalink*
      13/11/2016 13:45

      O duro é que o universos dos lobotomizados e alienados virou uma epidemia. E coxa que é coxa não admite ter feito merda, seja por orgulho, vaidade ou imbecilidade mesmo.

  30. 30/03/2017 13:00

    Texto denso, que precisa ser lido em alta rotação e concentração. Porém, excelente.

    Apesar de me deixar confuso sobre o que você pensa sobre o individualismo (e falo aqui no espectro da frase “a menor minoria do mundo é o indivíduo”, de Ayn Rand), entendi perfeitamente a sua crítica. Especialmente após ler algumas respostas que você deu a outros que, assim como eu, tiveram essa mesma dúvida.

    • Fernando permalink*
      05/04/2017 22:19

      Valeu. Quanta à degradação do tecido sócio-econômico-moral, pioramos bastante desde que escrevi esse texto. As fraturas de nossa sociedade estão expostas. Os grupos que conduzem essa degradação, idem. As instituições fracassaram em sua missão civilizatória, batem cabeça a todo instante e parece que estamos voltando à República Velha (parte do mundo regrediu bastante tbém, e ensaia uma reação, com os sintomas BREXIT e a eleição do outsider Trump). Desemprego, violência, degradação social, retirada de direitos duramente conquistados, desrespeito à luz do dia no que tange à Constituição de 88. Caos a olhos vistos. Nosso problema é sério, e será preciso muita paciência e trabalho, ao longo de gerações, pra CONSTRUIRMOS uma nação de verdade, baseada genuinamente nos valores do trabalho, da livre iniciativa e da liberdade. Abs

  31. Iva permalink
    21/05/2017 16:17

    O sistema de MMN/pirâmide FINANCEIRA é parte de uma tríade que venho reparando há muito tempo que engloba o ser humano, É a tríade financeira/amorosa/religiosa. Claro que isto se estende a partidos políticos, times de futebol, etc, mas no fim são apenas subprodutos desta tríade básica. O alvo são pessoas que podem ter uma vida estável, mas têm um vazio dentro delas, estão sempre insatisfeitas e estão ansiosas por “triunfar” nos “negócios”, no “amor” ou nas “bênçãos de Deus”. Então vemos pessoas sacrificarem não apenas suas vidas, mas, pior, a das pessoas ao redor por causa disto. E mais, geralmente vemos que muitos que entram no esquema do FINANCEIRO são pessoas que têm dinheiro, emprego, concurso, salario fixo, aposentadoria garantida, casa, carro, e mesmo assim invejam o Sr Alibaba, o Se Chinainbox e por aí vai, e vão seguir a vida de duas formas: vão investir o que puderem de suas vidas até o dia em que quebrarem e perceberem que eram felizes e não sabiam e vão se contentar em trabalhar em qualquer mequidonaldis e achar que está mais que bom se arrependendo de como a ganância do dinheiro as destruiu, pegando aversão a ele, ou vão, se não quebrarem, pularem de pirâmide em pirâmide, de negócio-da-china em negócio-da-china, com toda uma vida a ser desfrutada ao seu redor só terão os olhos brilhando ao ouvirem falar de uma promessa de vitória financeira, e moverão sua vida em busca disto. Vão odiar os “ladrões de sonhos” como o fanático religioso odeia quem o questiona e acha que os questionadores merecem ir para o inferno mesmo que sejam seus filhos, mãe, esposa, marido etc. Assim como o apaixonado irracional não se sente nem um pouco culpado de abandonar uma família para viver um “amor” ou, por outro lado, realizar todas as vontades de um cônjuge parasita, ainda que outros ao redor notem e avisem que está indo longe demais e perdendo sua vida num relacionamento instável. Estas pessoas não apenas sofrem programação involuntária como elas mesmas buscam a alimentação desta programação. O fanático religioso vai ouvir palestras ou músicas rancorosas que falam em suas letras de como ele “um dia vai triunfar e os outros vão se arrepender de não tê-lo apoiado”, ainda que ninguém tenha se virado contra ele e a falta de “sucesso de bênçãos” na vida dele seja apenas porque ele escolheu um caminho que não dá em nadam ou seja, está dando murro em ponta de faca. Da mesma forma o viciado em triunfar financeiramente vai criticar a falta de ambição de outros que buscam salvaguardar ao máximo o salário de 3 zeros que têm sem se arriscar em loucuras que tem grande probabilidade de dar errado ou poderão trazer benefícios e lucro uma vez na vida. O escravo da paixão e dos relacionamentos não suporta a ideia de um minuto de tedio no relacionamento e não se conforma de que a rotina existe. Todos eles têm uma coisa em comum: querem viver no limite. Só seguindo este risco sentem-se motivados. Não sabem aproveitar e desfrutar do que têm. Podem ter uma família feliz e segura, saudável e sem dificuldades, mas sentem-se mal ao verem O OUTRO num relacionamento cheio de aventuras. Não se contentam com o templo ou a vida espiritual em que estão e vão em busca ou de dar testemunho de 500 bênçãos que foram derramadas sobre ele ou buscam outro caminho fanático, de extremo ascetismo e isolamento da sociedade, que está toda “condenada ao inferno” pelo mesmo Deus que a colocou nesta situação. O escravo financeiro também não consegue agradecer pelo que tem, e como foi dito, é na maioria das vezes alguém que TEM e não alguém que não tem, pois os abutres que revoam ao redor deles convidando-os para o esquema que “mudará suas vidas” não vai ser burro de só catar mendigo na rua por aí com promessas de enriquecimento. Eles precisam parasitar gente abaixo der si nesta pirâmide então irão atrás de alguém que já possa entrar com um investimento inicial que lhes pague o supermercado do mês. Uma pessoa entrava na Herbalife com 400 reais sendo distribuidor em 2004. Hoje alguém entra na hinode com um investimento inicial de 2200. Quem ganha com isto? Quem coloca estes insatisfeitos abaixo de si na piramide… ganham um passeio de fim de semana, três salários mínimos garantidos naquele mês, o supermercado, a mensalidade da escola de seus filhos, o que for, mas ganham. E o insatisfeito? Tem algo, não dá valor, quer mais, e mesmo que não tenha desfrutado um tédio material consciente (“tenho tudo mas queria mais”, ou queria “ALGO DIFERTENTE”), será devidamente convencido por isto por estes abutres…. Enfim, a maioria dos que quebram em investimentos financeiros de risco, religiões prometendo bênçãos e vitórias espirituais ou simplesmente um lugar para se encostar espiritualmente e relacionamentos que são verdadeiras promessas de gozo eterno têm como característica o fato de que atraem pessoas que não estão com falta de nada, mas estão sempre insatisfeitas, independente do que tenham.

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