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Mister Colibri é um esquema lesivo descarado

05/10/2012

Crises, regulamentações, lastro em moedas e Colibri

1 – 1929

O ano era 1929. Era uma quinta feira, dia 24/10 (que depois ficou conhecida como Quinta Feira Negra). Nesse momento, a indústria dos EUA respondia por quase 45% da produção e comércio mundial. Havia uma efervescência e sensação de euforia eterna, de intensa especulação na bolsa de valores – compra e venda de papéis com o objetivo de se conseguir lucro financeiro –, e de grande produção e aquisição de automóveis, eletrodomésticos e diversos outros produtos industrializados. Era o novo estilo de vida que os americanos venderiam depois ao resto do mundo: o american way of life. Às vésperas do crash da Bolsa de Nova York, o economista Irving Fisher declarou eufórico, diante das promessas de crescimento sem fim, que os preços das ações ainda estavam baixos. Não estavam. Estavam na estratosfera.

Nessa quinta-feira, 70 milhões de títulos foram oferecidos no mercado, mas não houve quem os comprasse. Sem demanda pelos papéis, os preços das ações e dos títulos em negociação despencaram, gerando uma extraordinária onda de desconfiança, completamente irracional, e produzindo uma reação em cadeia sem precedentes, chamada “comportamento de manada”. Era a esmagadora maioria dos investidores tentando se livrar dos seus papéis, e como sua oferta estava sendo feita num contexto de demanda beirando zero, seus preços viraram pó.

Esse movimento na bolsa de valores contaminou outros ramos da atividade econômica, atingindo a produção, o emprego e renda. O descompasso entre oferta e demanda de bens na economia americana era resultado do crescimento desproporcional da oferta de bens por conta de um elevado volume de investimentos em meio ao clima de euforia que residia nas bolsas de valores; quando há então a reversão cíclica numa economia que respondia por 45% da economia e do comércio mundial, o mundo seria atingido por uma das maiores crises econômicas da história do capitalismo. A indústria dos EUA, maior produtor e consumidor mundial (portanto, também maior importador de insumos/matérias primas) se viu com estoque de produtosencalhados. Os bancos congelaram os empréstimos, as fábricas começaram a encerrar as atividades por conta da falta de crédito, a renda nacional disponível começou a cair, a demanda se retraiu ainda mais, as empresas acumularam estoques enormes; com isso, os preços dos produtos caíram vertiginosamente e os lucros despencaram. Falências se sucederam e milhões de trabalhadores perderam os empregos. Calcula-se que esse número chegue na casa dos 15 milhões, um número que hoje já é grande e que naquela época era enorme. Países europeus, asiáticos Japão entram em recessão severa. O Brasil queima toneladas e toneladas de sacas de café por conta da falta de compradores.

Manifesta-se então, com toda sua força, uma crise de superprodução nos EUA e em todo o sistema, que demandaria um plano de intervenção na economia chamado New Deal e de uma grande guerra (2ª guerra mundial) para haver a superação dessa crise mundial.

2 – Hungria e Brasil

Hungria do pós 2ª guerra. Tem-se queda da capacidade produtiva parcialmente causada pela destruição dos ativos utilizados na produção e pela falta de mão de obra qualificada e de matérias primas. Para pagar as despesas normais, o governo se viu obrigado a imprimir moeda. No decorrer do desenrolar desse processo, em um mês o índice de inflação foi de assustadores 100 quatrilhões por cento. Isso mesmo: 100.000.000.000.000.000% (imposto inflacionário).

Os preços aumentavam de 6 em 6 horas e eram comunicados por rádio e alto-falantes espalhados pela cidade. Dobravam a cada 13,5 horas e, ao final do dia, já tinham triplicado!!!

Só para o leitor ter uma ideia, as pessoas levavam sacolas cheias de notas de pengõ, a moeda húngara da época, para comprar uma bengala de pão!

Já no Brasil, em janeiro 1999, ocorreu a chamada maxidesvalorização cambial, depois da reeleição do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. De uma hora pra outra, o Banco Central, sob o comando de Francisco Lopes, flexibiliza as regras das bandas cambiais; a cotação passa a ter um teto de banda de 1,32 (1,32 reais para 1 dólar). Contudo, o Banco Central não consegue segurar a cotação e passa a permitir a flutuação cambial, que meses depois estaria acompanhada pelo sistema de metas de inflação. Francisco Lopes sai, entra Armínio Fraga no comando do BACEN. Com o passar dos meses, então, a cotação passa da casa dos dois reais, três, quase quatro! Esse movimento é acompanhado por um repique inflacionário, pois estava inserido num modelo de desenvolvimento baseado em captação de poupança externa e importações para incentivar o aumento da produtividade e a competição com a indústria nacional, com a intenção de estabilizar os preços. Como a fuga de dólares persistia, para estancar a crise cambial o governo brasileiro viu-se obrigado e recorrer a empréstimos junto às instituições multilaterais de crédito (FMI encabeçando a lista), mas o custo foi alto: recessão, desemprego, maior arrocho para a indústria em meio a uma carga tributária já elevada, queda no volume de investimentos, estagnação dos gastos com saúde e educação para a geração de superávit primário (significa receita menos despesas do governo excluídos os juros da dívida) para pagar a dívida interna gerada por conta da dobradinha política monetária-cambial (pagar os juros, diga-se de passagem), aumento da taxa de juros para segurar os capitais externos (dólares) aqui no Brasil e pra tentar valorizar um pouco a taxa de câmbio, mas com o severo custo do aumento da dívida pública.

Pois bem, o leitor deve estar se perguntando: o que há de comum entre esses três casos aparentemente desconexos e o que isso tem a ver com a Mister Colibri? O seguinte: nesses 3 casos, como em outros também – como a crise provocada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos em 2007/2008, a maior crise desde a de 1929, que é uma reprodução, sob outro formato, de crises que assolam o capitalismo desde o século XIX, a partir da criação de um sistema bancário e financeiro articulado com grandes empresas –  está patente a formação da chamada riqueza fictícia/abstrata, que encontra no centro de seu funcionamento a mercadoria dinheiro e sua expressão concreta,  a moeda e os ativos financeiros. Só pra vocês terem uma ideia, em 2007 nos momentos que antecederam a crise sistêmica iniciada nos EUA, os bancos desses países, em meio a um ambiente institucional que favorecia a arbitragem e a especulação, estavam com um grau de alavancagem (empréstimos acima do patrimônio real) de 1 para 33! Isso significa que se todo mundo resolvesse tirar seu dinheiro dos bancos de uma só vez, o sistema bancário só conseguiria cobrir apenas 3% do valor total. E os outros 97%? Resumidamente: virariam PÓ. No Brasil, o grau de alavancagem estava bem melhor, na casa dos 11, 12%. Mas mesmo assim, para que o leitor entenda, o sistema funciona assim mesmo: produção de riqueza fictícia sem contrapartida com o mundo real.

E quando e de onde vem a sanha por essa alavancagem altíssima nos EUA e no mundo? Grosso modo, sem entrar em pormenores, tem sua origem na década de 70 e está ligada à instituição de novas regras para autorregulação (ou desregulamentação, se preferirem) dos mercados criadas nos EUA (1974), acelerando-se depois no período 1982-1994. O que caracteriza esse período é o funcionamento obscuro e circular que fez com que o risco de crédito, de liquidez e de mercado fosse multiplicado exponencialmente e se concentrado dentro das instituições financeiras das principais economias capitalistas.

A “cereja do bolo”, que foi a substituição da antiga regulamentação bancária pelas novas regras “pró-mercado”, foi concluída, nos EUA, em 1999, na última reforma sofrida pela lei bancária (Glass-Steagall Act), ao final do segundo governo Clinton. No plano internacional destacam-se também os acordos de Basiléia, que difundiram novos parâmetros de regulação bancária pró-mercado; esses acordos normativos ficaram conhecidos como Basiléia 1 (de 1988) e 2 (de 2004), sendo que este último não chegou a ser totalmente implantado e nem aceito por todos os países

Para ficar claro, se eu digo para o leitor o seguinte: “essa nota aqui que tem o desenho de uma onça VALE R$50,00. Mil notas dessas juntas valem R$50.000,00 e com esses R$50.000,00 eu compro um Ford Focus. E esses meus R$50.000,00 estão armazenados no Bradesco”. Maravilha, é muito provável que você dirá que é verdade sem me contestar. Mas essa nota é somente um pedaço de papel, e o valor que está no banco possui existência contábil – não é como na época do lastro do padrão ouro ou do padrão dólar ouro, instituído em 1948 e que se fez presente até a década de 70, quando da flexibilização das taxas de câmbio –, então o que é que faz com que você acredite que isso vale alguma coisa? É sua crença de que isso vale essa quantia! É sua fé nessa moeda/ativo. E você acredita que vale, pois você foi educado a acreditar que vale.

Então, para garantir que você acredite que o pedaço de papel pintado e sua representação bancária valem alguma coisa e que seu dinheiro está “seguro” (pois o “grosso” dele só “existe” de fato contabilmente), há instâncias regulamentadoras e de poder na qual você confia que vão garantir que aquele pedaço de papel valha aquilo que você acredita que valha. Essas instituições são governamentais, capitaneadas pelos seus poderes e instituições a ele ligados, sendo a principal delas o Banco Central (nos EUA, o BACEN é o FED – Federal Reserve). O Banco Central é uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda executora das políticas traçadas pelo Conselho Monetário Nacional. É o órgão fiscalizador do sistema financeiro nacional e disciplinador do mercado financeiro. Suas principais funções são: formulação, execução e acompanhamento da política monetária (Compulsório, redesconto, e operações de mercado aberto – títulos públicos), manter as reservas internacionais em nível adequado, formular, executar e acompanhar a política cambial (valorização e desvalorização do câmbio), organização, DISCIPLINAMENTO e FISCALIZAÇÃO do Sistema Financeiro Nacional e emissão de papel moeda, moeda metálica e execução dos serviços de meio circulante.

O que o BACEN e outras instituições fazem então?ElesREGULAMENTAM a fé, através dos mecanismos de regulação inerentes a sua função.

E qual a relação disso com a Mister Colibri? Simples: o valor de sua “moeda” (ou unidade de conta, se preferirem) está ligado à fé que os associados têm nela. A Mister Colibri possui os famosos LPs – Loyalty Points –, ou pontos de lealdade/fidelidade, que na prática exercem o papel de “moeda” entre os colibrianos, embora Gian Piero Di Cillo (diretor da Colibri) se esforce tentando dizer o contrário. Uma moeda virtual, não regulamentada, não aprovada ou reconhecida pelo Banco Central. Percebeu leitor: quem é que me garantirá essa “moeda” bizarra? Os associados só conseguem movimentar esses LP’s entre eles mesmos (sim, pois é mais bizarro ainda pensar que uma loja fora do esquema possa aceitar essa “moeda”, com todos os riscos a ela inerentes). Quem entra no negócio paga a taxa de adesão, compra PIN´s (cadastros) via associados e é incentivado (quase obrigado na configuração atual do sistema) a gastar os LP’s no e-commerce da Colibri. Só assim passam-se pra frente hoje os nobres pontos de lealdade da empresa. Anteriormente, depois que os comerciais eram assistidos o dinheiro caía na conta do afiliado/associado.

Em outra palavras, não há instância superior NENHUMA que garanta o valor desse “brinquedinho” chamado LP. Ele pode vir a sumir do mapa a qualquer momento. E sumirá, por conta de sua natureza. Podemos utilizar como analogia a própria crise de 1929, quando milhões de títulos ficaram sem comprador, e viraram pó. É só uma questão de tempo. A seguir veremos especificidades acerca do plano de marketing dessa empresa de MMN e depois voltaremos a falar um pouco mais das LP’s.

 

LPs e Plano de marketing Colibri

“Ganhe dinheiro assistindo a vídeos”. Esta é a proposta da Mister Colibri (ou pelo menos era inicialmente), esquema muito semelhante ao SpeakAsia e ao AdMatrix, do indiano procurado pela polícia Manoj Kumar e do italiano Elia De Prisco. O associado paga R$720,00 para participar do binário da Colibri, assistir vídeos promocionais de grandes empresas e ter o direito de recrutar pessoas. Ou, como diz o próprio site da empresa,

MR. COLIBRI é uma empresa que oferece oportunidade para os usuários verem anúncios e com isso ganharem dinheiro. Os usuários podem convidar outras pessoas para assistirem os anúncios e ganharem dinheiro também, através da construção de uma rede de consumidores. Os ganhos serão do tamanho de sua rede! Os usuários podem convidar outras pessoas para assistirem a anúncios e ganharem dinheiro também.”

 

Nesse site também podemos encontrar os seguintes dizeres “motivadores”:

“Quanto dinheiro eu posso ganhar com Mister Colibri? A resposta a esta pergunta depende de você. Não há limites ao tamanho da comunidade que você poderá desenvolver, portanto, não há limites de quanto dinheiro você poderá ganhar com a Rede Social Mister Colibri.”

 

Então leitor, o que é isso? Recrutamento sendo incentivado em múltiplos níveis como fonte de entrada de recursos para a rede. O associado paga uma taxa de adesão de R$720,00 para começar a recrutar, a partir da plataforma de sua estação virtual pessoal para poder jogar o jogo no Business Center ou Business Center Pro – pay to play; o associado também pode entrar como membro pagando R$70,00, mas sem os “benefícios” recrutadores do Business Center; além disso, deve renovar sua inscrição a cada ano, pagando o valor de uma nova taxa de adesão.  Temos aí, então, duas características básicas de sistemas piramidais. Mais para frente veremos uma terceira característica, levando-se em consideração o Teste de Taylor: o avanço em uma hierarquia de vários níveis de “distribuidores” é conseguido através do recrutamento.

Continuando, segundo o próprio site, o ganho semanal para ver anúncios girava em torno de US$ 20 (R$41,00) em cada adstation, e pra cada adstation adicional mais 2% de renda residual que aumenta de forma EXPONENCIAL (isso mesmo leitor). O ganho residual é de 50,4 dólares (R$105,00) com adstation simples, e em caso de adstation FAMILIAR será maior. Nota: a adstation é simplesmente a estação de anúncios do colibriano.

Agora percebam o que o site mostra uma tabela com os ganhos semanais por conta da indicação de 2 pessoas, e termina dizendo que o associado pode indicar quantos clientes quiser (recrutamento ad infinitum e incentivado), pois “Quanto mais afiliados você trouxer maiores serão os incentivos para você e seu grupo de negócios”.

Níveis N° Mínimo de Afiliados Benefícios de Renda mínima semanal
com 1 ADSTATION
ADSTATION ADICIONAL

 

0 Você Próprio trabalho US$20
1 2 1° nível US$0.4 X 2 = 0.8
2 4 2° nível US$0.4 X 4 = 1.6
3 8 3° nível US$0.4 X 8 = 3.2
4 16 4° nível US$0.4 X 16 = 6.4
5 32 5° nível US$0.4 X 32 = 12.8
6 64 6° nível US$0.4X 64 = $25.6

 

Total 126 US$ 70.4 por semana (R$145,00),
incluindo a renda residual
Pois bem, depois de pagar R$720,00 pela taxa de adesão, a renda potencial anual para ver anúncios seria de US$ 20 x 52 semanas = US$1.040,00 (ou 2100 reais) e sua renda residual seria de US$ 50.4 x 52 semanas = US$ 2.620,8 (5425 reais), totalizando para US$3.660,8 (R$7345,00, 12.24 vezes do seu valor da adesão) só para as pessoas assistirem publicidade! Existiriam também outras formas de ganhos pelo esforço recrutador:

a) os bônus de incentivo, que se materializariam quando o afiliado indicasse um mínimo de dois afiliados para a empresa, um para a perna esquerda e outro para a perna direita de sua rede.

b) renda direta: ganhar-se-ia 40 reais nas pernas esquerda e direita se os recrutados fossem “crias diretas” de quem está recrutando.

c) renda para a formação da rede (ADSTATION):  basear-se-ia na quantidade de recrutas adicionados na perna esquerda e direita. Após a entrada da primeira adstation esquerda e a primeira adstation direita, cada nova adstation que entrasse na perna esquerda e na perna direita chamar-se-ia PAR e daria ao recrutador 40 reais.

A renda diária máxima nessa forma de remuneração seria de 22 pares (900 reais), em que as estações/recrutas que sobrassem na perna mais forte seriam sempre acumuladas na espera para a formação de pares com os adstations da perna mais fraca.

d) renda ADSTATION adicional: Um afiliado poderia maximizar seu rendimento comprando adstations adicionais sobre seus adstations. Este rendimento só seria gerado quando os afiliados na equipe do recruta comprassem adstations adicionais. A recompensa se daria de acordo com a tabela a seguir.

Níveis de ganhos Team Esquerdo ADSTATIONS ADICIONAIS Team Direito ADSTATIONS ADICIONAIS PARES DE ADSTATIONS RECONHECIDOS VALOR PAGO
1 3 3 3 US$60
2 6 6 6 US$120
3 12 12 12 US$240
4 24 24 24 US$480
5 48 48 48 US$960
6 96 96 96 US$1920
7 192 192 192 US$3840
8 384 384 384 US$7680
9 768 768 768 US$15360

O máximo rendimento diário de adstations ADICIONAIS de nivelamento seria de 768 pares (15.360 US$ ou R$32.000,00), no qual os adstations adicionais que sobrassem na perna mais forte serão sempre acumulados na espera de formar pares com os adstations do time da perna mais fraca e seriam pagos nos dias seguintes.

A renda potencial diária total de um afiliado com um adstation FAMILIA seria de US$ 440 + US$ 15360 = US$ 15.800 (R$32.700,00), perfazendo um total de 5.767.000 dólares (quase R$12.000.000,00 – isso mesmo, doze milhões de reais!) como renda potencial anual.

Isso fora os prêmios.

e) bônus team builder: qualquer adstation que tem quatro adstations ADICIONAIS seria denominado FAMILY ADSTATION. Um family adstation que apresentasse mínimo de dez family adstations dentro de 60 dias a contar da data de adesão seria chamado TEAM BUILDER e receberia a quota de 2% do faturamento mensal da empresa, divididos igualmente entre todos os TEAM BUILDERS até receber o máximo de bônus TEAM BUILDER que seria de US$.39.600,00 (R$82.000,00).

Caso o Membro que convidar DEZ novos Membros FAMILY não tenha adquirido um total de cinco ADSTATIONS, isto é, não for um Membro FAMILY, este terá o prazo de 60 dias, após a sua afiliação, para adquirir os ADSTATIONS necessários a fim de tornar-se elegível a renda de TEAM BUILDER. Os associados podem ter mais de um adstation em seu CPF! É mais um ponto cabal grave para evidenciar que o dinheiro para pagar os recrutas vem somente das adesões.

 

 

 

f) rendimento royalty: para todos os afiliados que alcançassem os 22 pares de adstations diários (pessoal ou de grupo, tanto faz) para vinte dias no mês (sem precisarem ser consecutivos) iriam partilhar a 1% do volume de negócios em qualquer mês do ano como salários de nivelamento da empresa dividido igualmente entre todos os qualificados.
g) recompensas e bônus: a serem anunciados pela empresa a cada mês

Perceba que é tudo muito bonito e aparentemente agradável aos olhos e ao bolso, leitor. Porém é uma pirâmide/esquema lesivo. Relembrando alguns itens do teste de Taylor e expondo outros, veremos que as bandeiras estão presentes com louvor no sistema de compensação desse esquema:

1ª) o recrutamento de participantes é ilimitado em uma interminável rede de motivados recrutadores que são incitados a recrutarem novos recrutadores ad infinitum;

2ª) o avanço em uma hierarquia de vários níveis de “distribuidores” é conseguido através do recrutamento, e não por compromisso com vendas;

3ª) Pay to Play (afiliados/associados pagam pra jogar o jogo do esquema);

4ª) a empresa paga as comissões e/ou bônus a mais de cinco níveis de “distribuidores”;

5ª) o pagamento da companhia (ou seja, comissões) das vendas ligadas a cada participante upline iguala ou excede o pagamento feito pela venda de produtos, desincentivando a venda a varejo e incentivando excessivamente o recrutamento, o que provoca uma concentração extrema da distribuição dos rendimentos no topo da pirâmide.

Essa 5ª bandeira merece comentário à parte. Vendas do quê? Qual é o produto ou serviço desse esquema? A audiência fiel das ovelhas almejando ganhar dinheiro? – hoje nem dinheiro mais as ovelhas conseguem assistindo vídeos. Somente LP’s. Algum produto do incipiente e-commerce colibriano? Nenhum dos dois: ela paga (pagava) seus afiliados para assistirem vídeos que sequer eram seus. Não pagava por conta dos recrutas “venderem a audiência” para downlines (de fato é até absurdo pensar nesse sentido: recruta dela não vende audiência nenhuma, quem deveria vender é ela mesma!), audiência essa que era decorrente de vídeos de empresas multinacionais como a Coca-Cola, a BMW, Adidas, Puma, Motorola, Samsung e a Lacoste, dentre outras. Mas essas empresas não tinham contrato com a Colibri para serem anunciantes dela, e já emitiram nota oficial alegando desconhecer qualquer vínculo com a Mister Colibri. Os vídeos são originários do youtube. Portanto não existem anunciantes, o dinheiro para pagamento dos vídeos assistidos tem sua origem nas novas taxas de adesão e sua renovação anual. Sem anunciantes, a sobrevida do esquema tende a ser menor ainda. Para 100.000 afiliados (sim, esse número já é maior hoje), no mínimo já passou pelas mãos da empresa 60 milhões de reais (pois não temos também dados de quantos já renovaram sua “carteirinha” de recrutamento Colibri). Agora que a empresa não paga mais os vídeos assistidos em dinheiro, mas em LP’s, pra onde vai o dinheiro arrecadado? Vai para o incremento do e-commerce e mais o quê? Boa pergunta, não?

Dando seguimento ao raciocínio, depois da introdução das LP’s, percebendo que o esquema ruiria rapidamente, seus responsáveis elaboraram e implementaram modificações nas regras do jogo com a partida já em andamento: essas medidas resultaram no pagamento de e-wallets ao invés de ad-wallets (ou seja, deixaram de pagar em din-din os comerciais assistidos e passaram a pagar os afiliados em LP’s voltadas para o e-commerce); até setembro deste ano estava confirmado que os LP’s poderiam comprar PIN’s. Na prática, essa medida fez com que os afiliados só conseguissem comprar PIN’s para novos afiliados ou vender os PIN’s para outros afiliados em troca de dinheiro vivo. A Colibri a partir de então passou a pagar em dinheiro apenas os bônus por pessoa recrutada, seja pra que perna do binário fosse. Portanto, atualmente, sem recrutamento, sem dinheiro vivo. Quem se afiliou pensando que iria ganhar dinheiro somente assistindo vídeos ficou com o numerário preso na forma de LP. Mas os colibrianos não devem se preocupar, não é mesmo, pois possuem a “fortíssima moeda virtual” LP! A bandeira nº 1 de Taylor está explícita aqui.

A partir deste mês, outubro/2012, esses mesmos LP’s só poderão ser utilizados para comprar produtos do e-commerce da Colibri. Obviamente, no frigir dos ovos, esse tiro foi dado tanto para dar mais um gás, uma sobrevida ao esquema quanto para camuflar sua fragilidade, tentando tirar um pouco da pressão que sobre ele se encontrava, no seguinte sentido: “se agora existe o e-commerce, com o Business Center e o Business Center Pro, então existe produto/serviço, por conseguinte nosso sistema não pode ser piramidal lesivo”, segundo o senso comum amparado pela caduca e ultrapassada legislação brasileira. “é legal, está em dia com a ordem fiscal e tributária, então o que há de errado com o sistema?”, perguntaria raciocinando baseado em falácias um leigo ou uma ovelha colibriana. Assim, seus mentores provavelmente acreditaram que poderiam fugir da incômoda desconfiança (pelo menos por algum tempo) de que a Mister Colibri pratica atividades criminosas. Mas até nisso o negócio está complicado para a empresa e seus mentores porque, como veremos mais adiante, a Colibri já está sendo investigada pelos órgãos públicos competentes para tanto.

Soma-se a essa questão acerca da fragilidade do sistema que os binários, como já comentamos aqui, tendem a tornar o processo de retorno mais lento, premiando mais ainda aqueles que estão no topo da hierarquia de distribuição (no caso da Colibri seria “afiliação”).  

Tudo o que foi discorrido acima destoa e muito da visão da empresa, que preconiza o desejo de:

Tornar-se a mais completa e mais bem informada rede social de consumidores, fornecendo produtos e serviços da mais alta qualidade com o melhor custo-benefício, através da compra coletiva, possibilitando proporcionar oportunidades reais aos seus membros de aumentarem substancialmente sua renda familiar”.

Bem diferente daquilo que o sistema da empresa se transformou na prática, percebem?

Ainda sobre o e-commerce: supondo que os donos da empresa, pelo menos no curto prazo, não fugirão com o dinheiro arrecadado via e-commerce, como fizeram os mentores do AdMatrix e do SpeakÁsia, ou seja, que os produtos da marca MISTER COLIBRI sejam vendidos e realmente entregues, ainda há o fator mercadológico da concorrência com produtos similares no mercado, em termos de qualidade e preço competitivo. Imaginem só um Tablet Colibri com o mesmo sistema operacional competindo com um Samsung Galaxy! Parece até brincadeira, mas não é.

Pois se derem um jeito de fugir quando estiverem em péssimos lençóis, o prejuízo será líquido e certo para os afiliados. Sobrarão as LP’s, que de moeda virtual adquirirá sua verdadeira face: MOEDA PODRE.

Esses pensamentos acerca dos mentores do sistema fugir ou não são possibilidades, porque o que realmente importa, independentemente de fuga ou não, já está explícito a quem o estuda criticamente: o afiliado dificilmente ganhará dinheiro “brincando” no e-commerce da Colibri. Dada a configuração atual do sistema, se ganha dinheiro líquido e certo somente através do recrutamento. Ainda mais agora, que a empresa implementará uma nova mudança em que os LP’s poderiam ser somente utilizados para abater APENAS 10% do valor de um produto comprado em seu e-commerce. Isso quer dizer que se no site virtual da empresa existe um notebook que custa R$2000,00, o infeliz colibriano só poderá usar R$200,00 em LP’s e terá que complementar o restante em dinheiro. Essa é, na prática, uma forma de prender as pessoas ao sistema pela via do recrutamento, pois a cada mês que passa ela vai tornando a transformação/resgate dos LP’s em dinheiro mais difícil. Pra que um sujeito ficará acumulando LP’s na mão, se fica cada vez mais difícil se desfazer deles? Portanto, para ganhar dinheiro pela Mister Colibri, o afiliado terá que buscar auferir bônus e esses, como já vimos, só podem se originar de um lugar: do recrutamento de novos membros. Não há para onde os colibrianos fugirem. É a dinâmica de um sistema que possui características que o levam a ser relacionado com a estrutura de um esquema Ponzi, ou seja, o dinheiro da adesão ou da renovação da “carteirinha” colibriana é que servirá para pagar os bônus dos uplines.

Mesmo assim, se a empresa conseguir convencer os colibrianos por mais algum tempo de que ficar com os LP’s na mão é um ótimo negócio, essa estrutura possui um limite que será atingido, muito provavelmente, quando a oferta de LP’s generalizadamente para todo o sistema for maior e mais disseminada do que sua demanda. Aí, como na crise de 1929 – só que de forma diminuta e mais localizada, mas com a mesma lógica – as LP’s virarão pó. É simplesmente um castelo de cartas esse sistema, pronto pra desmoronar a qualquer momento.

 

Esquema ligado às fraudes SpeakAsia e AdMatrix; sede falsa na Inglaterra

Geralmente quando nos deparamos com anúncios de lançamento de esquemas piramidais, percebemos que a promoção do esquema é baseada em expressões do tipo “Negócio do Século”, “Negócio inovador e lucrativo”, “empresa com um sistema de remuneração único no mercado”, dentre outros dizeres. Na maioria dos casos também essas frases são mentirosas, pois escondem o fato de que novos esquemas são na verdade cópias ou mesmo a elaboração mais requintada de outros esquemas. O caso da Mister Colibri encaixa no primeiro caso. É um esquema muito parecido com o Ponzi já fechado pelas autoridades indianas SpeakAsia e uma cópia idêntica do esquema AdMatrix, como veremos a seguir.

A partir de informações extraídas do site behindmlm, podemos perceber que o ADMATRIX é um esquema de marketing de rede que surgiu na Índia entre 2010 e 2011, em que o associado era remunerado para assistir anúncios/vídeos na Internet. A Mister Colibri é a cópia desse esquema. O esquema também está fechado e sendo investigado pelas autoridades indianas porque foi considerado um esquema Ponzi. Enquanto nesse esquema não há provas cabais da relação direta da SEVENRINGS com De Prisco, considerado o criador da Mister Colibri, há sim como correlacionar tanto os sites da ADMATRIX quanto da MISTERCOLIBRI (os dois sites compartilham o mesmo código fonte!!!) como os sócios/representantes de cada um destes negócios possuem ligação comprovada desde 2007. Podemos ver essas relações “Ctrl C +Ctrl V” abaixo:

Site AdMatrix

Site Mister Colibri

Código fonte para Mister Colibri: quatro ocorrências para a palavra “admatrix”

 

Já o SPEAK ASIA ONLINE foi um esquema de marketing de rede presente na Índia entre 2010 e 2011. Ao invés de ver anúncios na internet, o associado/ovelha respondia a questionários sobre produtos e serviços e ganhava dinheiro com isso. O esquema está fechado e sendo investigado pelas autoridades indianas, pois foi considerado um esquema Ponzi. Seu CEO, Manoj Kumar, fugiu da Índia para escapar de batalhas judiciais e da prisão. Ele também está envolvido com a SevenRings (esquema dissolvido em 2010), num esquema de fraude fiscal e lavagem de dinheiro conjunto internacional com Ram Pal, CEO do Ad Matrix, e seus irmãos.

Manoj Kumar também é tido como “o investidor” que forneceu o capital inicial (milhões de dólares investidos) para criar a plataforma e a estratégia de marketing da Mister Colibri. E com que dinheiro foi feito esse financiamento? O site behindmlmaponta para o dinheiro obtido com as fraudes AdMatrix e SpeakAsia. Mister Colibri então teria sido criada por outra pessoa envolvida com a SevenRings, Elia De Prisco. Finalmente, o terceiro homem na “linha sucessória” da Colibri é o brasileiro Gian Piero Di Cillo, diretor da mesma e diretamente ligado a Elia De Prisco. Este seria um testa de ferro para levar a cabo o esquema no Brasil. Não podemos nos esquecer de que milhares de pessoas perderam dinheiro no exterior com esses esquemas.

Além disso, conforme nos mostra o ótimo blog MisterColibriFraude, o endereço sede na Inglaterra é uma farsa. A entrada na documentação da suposta matriz teria se dado em 02 de dezembro de 2011, bem depois dela já estar atuando a todo o vapor no Brasil. Depois, a matriz realmente não existiria: seria só fachada mesmo para dar uma credibilidade a mais para o sistema.

Mister Colibri já está sob investigação no Brasil

Em 16 de setembro de 2012, a Polícia Civil de Juiz de Fora/MG realizou operação de mandado de busca e apreensão para dar início às investigações relativas à apuração de denúncias contra a Mister Colibri, considerada pela reportagem como possível esquema de pirâmide financeira. Materiais encontrados no local foram recolhidos para análise. As denúncias dos associados estavam diretamente relacionadas ao não recebimento do que havia sido prometido pela empresa (será que isso tem algo a ver com a promessa de pagar os vídeos em dinheiro e começar a pagar em LP’s?). O material foi transferido para Belo Horizonte para ser analisado, e olhem só por conta de quais possíveis crimes a empresa está sendo investigada: estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Alguma semelhança com os motivos pelos quais incitaram o fechamento da SpeakAsia e da AdMatrix? Como já vimos anteriormente, não é mera coincidência.

Mas não par a por aí: segundo o site Tribuna de Minas,

a Justiça do Estado de Minas Gerais, em Juiz de Fora, acatou o pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo bancário e fiscal de pessoas e empresas envolvidas com a Omnia Serviços Publicitários e Representações Ltda., razão social da Mister Colibri, com sede em Fortaleza (CE). Além da Polícia Federal e do Ministério Público, a Polícia Civil também atua no caso que investiga a existência de uma suposta pirâmide financeira na empresa. (…) O responsável por esta empresa é suspeito de lavagem de dinheiro, estelionato e formação de quadrilha. (…) a delegada informou que as investigações, a partir de agora, serão concentradas em analisar os documentos apreendidos e cruzar os dados com as informações prestadas pelo suspeito”.

O cerco está se fechando contra o esquema… colibrianos, acordem.

Conclusão

Como vimos ao longo desse texto, não há para onde a maioria esmagadora dos colibrianos fugir. Uma hora ou outra as LP’s transformar-se-ão em pó, seja por sua fragilidade intrínseca – oferta ultrapassar a demanda –, sem mecanismos sistêmicos e controle e de garantia/socorro dos “pontos de lealdade” (os Bancos Centrais, governos e instituições multilaterais sangram populações inteiras para garantir a concentração de renda e a não ruína do sistema bancário e financeiro, que mesmo assim se encontra em uma situação frágil, então sobra o quê para um ativo virtual que não possui a mínima segurança e garantia de última instância de recebimento?), seja por conta de fuga de seus mentores, seja por conta de fechamento da empresa pela justiça. Demonstramos que é o dinheiro das adesões que paga os colibrianos, antes em dinheiro e agora em moeda virtual, o que configura uma estrutura típica de esquema Ponzi. E mostramos também que ela é uma cópia de uma fraude internacional, estando seus mentores envolvidos em fraudes fiscais, processos e fortes indícios de lavagem de dinheiro. Aliás, o site da empresa diz que ela é uma genuinamente brasileira. Só pode ser piada, não é mesmo leitor?

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Scripts para recrutar trouxas – parte 1

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Scripts para recrutar trouxas – parte 3

Scripts para recrutar trouxas – parte 4

54 Comentários leave one →
  1. 05/10/2012 11:25

    Poxa, se eu te falar você não acredita… Vou entregar um trabalho na minha faculdade sobre o Mister Colibri segunda agora. Agradecer é pouco que eu devo a você

    • Fernando permalink*
      05/10/2012 11:28

      De nada. Só não esqueça de citar essa fonte no seu trabalho, ok?

    • Renata Lima permalink*
      05/10/2012 12:56

      Sensacional o artigo, Fê. Adorei.

    • Fernando permalink*
      05/10/2012 18:05

      Obrigado Rê. O da Polishop será mais legal ainda!

  2. 05/10/2012 12:33

    Além da aula de economia, mais um artigo profundo em denúncia e informações precisas.

    Parabéns pela ótima fonte de referência dos golpes fantasiados de “negócios da prosperidade”

    Eu tenho uma dúvida ou quem sabe uma sugestão de artigo:

    Recentemente li esse artigo http://goo.gl/KRg1I no qual um pesquisador afirma que em sociedades em desenvolvimento, a maioria das pessoas se acha muito mais esperta e inteligente do que o outro. Na sua opinião, qual a relação entre a industria da decepção com a cultura e o nível de desenvolvimento de cada país? A resposta seria óbvia se não fosse os EUA o maior produtor e celeiro do negócio de MMN. O povo brasileiro, ainda mais pela sua cultura de “Gerson”, não estaria ainda mais perigosamente sujeito ao “canto da sereia”?

    • Fernando permalink*
      05/10/2012 18:02

      Obrigado xará.

      Essa é mais uma sugestão de artigo, bem interessante por sinal. E bom artigo esse linkado. A primeira coisa que deveríamos responder é: a desigualdade de renda é causa ou consequência de determinado tipo de funcionamento da estrutura social?
      Preliminarmente, em minha opinião, existem mais fatores envolvidos na explicação sociocultural do porquê nações com desigualdade de renda maior possuem propensão a mania de grandeza, a se achar superior ao outro. Não é só a desigualdade de renda que determina esse comportamento (ou que está ligada a esse comportamento), mas também algo ligado ao funcionamento do sistema: é tendência do capital, do dinheiro se acumular na mão de poucos. Essa estrutura, essa lógica, para ser legitimada necessita penetrar no imaginário da população. E isso é reproduzido por quem possui o poder baseado naquilo que um filósofo italiano chamou de aparelhos privados de hegemonia: são estruturas que visam dar direção moral, intelectual, política e comportamental a um grupo ou mesmo população. Esses são constituídos pelos meios de comunicação de massa, igrejas, partidos políticos, sindicatos e outros. Hoje esses aparelhos privados conseguem até mesmo capturar, em determinadas instâncias, o poder público e utilizá-lo a seu favor.

      Mas enfim, o que quero dizer é que essas instituições, de forma direta ou mesmo subliminar, moldam o imaginário dos grupos aos quais seus tentáculos chegam. Moldam de acordo com seus interesses, se esforçam pra isso, vivem pra isso. Mas de onde vem essa cultura que leva todos a quererem estar no topo por uma questão de sobrevivência? A raiz está também nos EUA, maior celeiro de empresas de MMN, como vc já lembrou. Por hora, digo que o povo brasileiro, por outras questões que podemos discutir depois, está tão ligado propenso ao canto da sereia quanto a população dos EUA e de outros países do mundo.

      Saudações

  3. Santana permalink
    05/10/2012 16:34

    interprete que enrola surdos a entrarem na mister colibri

    • 11/10/2012 11:43

      Tradução do video acima – O interprete diz que o que estão falando da Mr. Colibri não é verdade. Que o fato que aconteceu em Juiz de Fora é um fato isolado, culpa de membros e que a empresa não sabe nada e não vê nada e não tem responsabilidade nenhuma sobre os fatos. Que serão processados. Que a Mr colibri paga seus impostos, que está com tudo em dia perante o governo. Que esse pessoal que inventa modos diferentes e ilegais de atuar, o negócio deles vai desmoronar pq já foram processados. Segundo ele, o presidente da Mr. colibri vai publicar uma carta a todos os associados e que todos se surpreenderão com o seu conteúdo.
      Por fim, ele pede que, por favor, pensem positivo. Não se deixem levar por difamações levianas e por pessoas que falam mal da empresa, por favor abram os olhos. Surdos de São Paulo, Recife, Rio, e todos os demais pensem positivo (e dá um sorrisinho cintilante), lutem para recrutar mais e mais pessoas, por que os LP’s se transformam em pontos e os ELP´s se convertem em dinheiro. “Lutem, força, Mr colobri”.

      É isso. Tentei ser o mais fiel possível ao contexto nessa tradução. Vcs tirem suas próprias conclusões!

      P.S – Pho… é o segundo vídeo, logo depois desse, que justifica que alguns produtos do e-commerce estão chegando atrasados pq são baratos!

  4. dani permalink
    07/10/2012 22:35

    Ficou ótimo este artigo. Eu estava na expectativa para que ficasse registrado um artigo sobre a Mister Colibri neste blog. Serve de alerta para muitos incautos. Espero que as pessoas consultem o blog antes de entrar em qualquer MMN assim como eu fiz quando fui convidado para entrar na MC. Pra mim este blog é uma ótima referência.

  5. Dilson permalink
    09/10/2012 15:51

    Parabens pelo blog e por esse excelente artigo! Divulgarei entre amigos! Aguardo ansiosamente pelo artigo do Polishop. Um abraço

  6. Vitor permalink
    09/10/2012 19:39

    Boa tarde, passei literalmente a tarde toda lendo os longos artigos do blog. São excelentes. Em alguns casos imparciais, mas em todo momento com uma gama enorme de informações concretas.

    Eu pesquisei, mas não encontrei no blog – ao menos pelo campo de busca – se há alguma informação em relação a “Quanta Educação”, por favor?

    E há poucos artigos sobre a Monavie, que por enquanto tomou conta de uma maioria do meu círculo social (sic?) e da região onde moro.

    Abraços e boa semana!

    • Renata Lima permalink*
      10/10/2012 10:02

      Não há matéria sobre quanta educação. E entendo que os artigos sobre monavie são bem informativos.

      Obrigada pela participação.

    • Vitor permalink
      10/10/2012 14:12

      Pretendem fazer alguma análise a respeito da Quanta Educação?

      E descobri um amigo que fazia parte da Mister Colibri e passei o artigo pra ele, ficou sem palavras e com um ar de “como assim e agora?”

    • 13/10/2012 10:35

      Renata, esse Quanta Educação não é do pessoal da Omni? Se não me falha a memória é, lembro vagamente da época em que estavam fechando a Omni e começaram uma empresa com esse nome. Salvo engano.
      E se for, Vitor, esquece, pessoal já tem toneladas de processos por pirâmide financeira.

      abs

    • dani permalink
      14/10/2012 13:43

      As promessas do Quanta Educação são as mesmas de todas as pirâmides com produto, como: promessa de independência financeira, ganhar dinheiro fácil e com pouco esforço, afirmam ser o melhor negócio do mundo, afirmam ser a tendência no futuro, mostram vários depoimentos de sucessos financeiros, etc. E o recrutamento é sim, priorizado. Desconfiem quando a esmola é demais! Quando vi essas promessas, nem perdi meu tempo para ir mais a fundo e analisar. Mas gostaria que alguém do blog analisasse com mais precisão. Na minha opinião, e sem medo de errar, posso afirmar que se trata de mais um golpe.

  7. Jose permalink
    10/10/2012 16:02

    Ola amigos , aprendo muito sobre mmn com vcs. Tem uma empresa chamada AKMOS, gostaria saber se voces tem algum conhecimenhto do tipo de jultini]vel que eles usam.
    Uma pessoa me falou que e melhor que hernbalife, que es brasileira e que usa muiutos produtos tipo Kenko Patto.
    Outra empresa que esta começando y que uma pessoa em esta convidando e a world Ventures, voces conhecem? Todos falam igual.ganhar dinheiro relativamente facil. Eu quero trabalhar , mais por minha idade, 66 anos e não sou aposentado a unica saida e ter uma atividade de venda direta multinivel.

    Agradecerei sua resposta

    • Renata Lima permalink*
      11/10/2012 14:08

      Não conheço nenhuma das duas. Analise-as, se o que te der renda extra é, primordialmente, recrutamento, fuja.

      Verifique serviços e produtos, veja se são acessíveis e competitivos. O blog não analisou nenhuma empresa de mmn com boa estatística. Via de regra, mmn é negócio no qual a maioria perde dinheiro. Boa sorte!

  8. Vitor permalink
    11/10/2012 15:30

    Pelo que andei vendo na Quanta Educação – só passando minha análise fajuta – é que os rendimentos surgem com a venda dos cursos que eles disponibilizam como serviço online.

    Tem a parte de indicar pessoas, mas a comissão pelo menos passada por eles não é competitiva em relação a comissão que vc recebe vendendo os cursos online que vão desde Vestibular, Concurso até Excel e Idiomas.

    A ideia é oferecer para empresas darem como benefício aos funcionários realizarem os cursos ou até mesmo em escolas técnicas.

    Analisando ainda…

  9. Curioso permalink
    26/10/2012 18:09

    Dica de filme pra quem está dentro ou pensando em entrar em MMN: “O Primeiro Milhão”

  10. Clovis Neto permalink
    01/11/2012 14:33

    Alguém tem informações sobre o telexfree??

  11. Pedro Ramos permalink
    15/11/2012 19:28

    Fernando, Renata…parabéns novamente pelo blog, mas vcs realmente deveriam postar algo sobre a UP! Essência…é impressionante como ela está crescendo na minha região (RJ-Capital). Li algo há alguns dias, de fonte não muito confiável, que esse ano ela se tornou a maior empresa de MMN do Brasil…independente da veracidade dessa informação estou preocupado com um grupo de amigos que entrou de cabeça nessa onda.

    • Renata Lima permalink*
      16/11/2012 10:10

      O Fernando analisou esta empresa, seguem considerações (transcrevi, literalmente, o que ele comentou em outro post). Up é mais do mesmo e não vamos fazer post específico pra esta empresa. Boa sorte

      Bem, vamos lá: algumas considerações sobre o plano de marketing da Up!

      1º) Pagamento de uma “concessão”, o que equivale ao kit cadastro da Herbalife, Monavie, STC etc. Varia de 180 a uns 300 reais e vem com um certo produto (ou mais), materiais explicativos auxiliares para o negócio e outras coisas.

      2º) possibilidade da distribuição ser feita por uma pessoa jurídica, desde que os documentos requeridos para pessoa física estejam certinhos.

      3º) Compras de 1 perfume por mês = 70 reais (1 perfume de 50ml = 29 pontos); logo, 840 reais por ano para ficar ativo (OBRIGATORIEDADE do consumo de alguma coisa para brincar na rede). A base, então, é 1 ponto = R$ 2,41. Diferença em termos numéricos para as empresas de MMN mais agressivo. Aqui há a política do consumo mínimo para que a empresa tenha uma garantia mínima para financiamento da rede e para que o distribuidor tente galgar as escadas do plano de marketing. Vc tem que ficar ativo para avançar no Plano. Junto com o pagamento da “concessão” é, digamos, um pay-to-play mais ameno do que os MMNs mais agressivos.

      4º) A UP! pode incluir, excluir e alterar produtos de sua linha, preços e pontos sem comunicar seus Distribuidores.

      5º) Critérios de qualificação são VC (Volume de Compra Pessoal), VG (volume de Grupo) e número de distribuidores qualificados acumulados no Marketing UP!.

      6º) Qualificações (sendo que VG = volume de grupo)

      QUALIFICAÇÃO BRONZE

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 2.000 pontos (R$4820,00) e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração (1ª linha).

      QUALIFICAÇÃO PRATA

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 6.000 pontos (R$14.460,00) e 2 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      QUALIFICAÇÃO OURO

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 15.000 pontos (R$36.150,00) e 4 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      QUALIFICAÇÃO RUBI

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 30.000 pontos (R$72.300,00) e 6 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes diferentes e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      QUALIFICAÇÃO DIAMANTE

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 60.000 pontos (R$144.600,00) e 6 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      QUALIFICAÇÃO DUPLO DIAMANTE

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 800.000 pontos (R$1.928.000,00) e 12 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes (6 Bronze + 5 Prata + 1 Ouro) e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      QUALIFICAÇÃO TRIPLO DIAMANTE

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 1.000.000 pontos (R$2.410.000,00) e 18 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes (6 Bronze + 6 Prata + 5 Ouro + 1 Rubi) e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      QUALIFICAÇÃO ÔNIX

      Distribuidor Independente UP! que durante o mês está ativo e tem um VG de 1.200.000 pontos (R$2.892.000,00) e 20 Distribuidores Independentes ativos e qualificados em linhas diferentes (6 Bronze + 5 Ouro + 3 Rubi + 4 Diamante + 1 Duplo diamante + 1 Triplo Diamante) e 5 Distribuidores UP! ATIVOS na sua primeira geração.

      Então, pelo que consta no doc do plano de marketing, o máximo de distribuidores permitidos na 1ª linha são 5, e na rede toda são 3905. Para chegar aos níveis mais altos, não tem jeito: devo recrutar. O plano de marketing é explícito quanto a isso. Para se qualificar e receber os bônus, deve continuar recrutando, não tem jeito, e incentivando outras pessoas a fazerem o mesmo. Aliás, para qualificações sempre é exigido VOLUME DE GRUPO (VG). Em nenhum momento se fala em volume pessoal. Ou seja, o incentivo é para a formação da rede, E NÃO PARA VENDAS. Essas são secundárias para a verdadeira lógica do sistema

      7º) BÔNUS

      A empresa paga bônus de venda, bônus de ativação, bônus de liderança, bônus de 1ª compra e superbônus.

      Quanto ao 1º caso, calculado sobre os produtos comprados com 50% de desconto, os patrocinados de um Distribuidor UP! entrarão na 1ª Geração (linha), os patrocinados pela 1ª Geração entrarão na 2ª Geração do distribuidor e assim sucessivamente. É pago a todos Distribuidores UP! que estejam ativos e qualificados como Bronze, Prata, Ouro, Rubi, Diamante, Duplo Diamante, Triplo Diamante e Ônix, e é medido pelo volume de grupo, calculado em até 15% sobre todas as compras do desenvolvimento do Marketing Multinível (vai de 3% para o nível Bronze até 15% para o nível Onix) dos seus downlines, exceto dos volumes de grupos dos qualificados no mesmo nível ou acima da sua qualificação.

      Quanto ao 2º caso, é calculado sobre os produtos comprados para a Compra de Ativação. Os patrocinados de um Distribuidor UP! entrarão na sua rede compondo grupos de 5 pessoas, em até 5 níveis de profundidade e o limite máximo de pessoas por rede seja = 3905, seguindo a lógica do efeito transbordamento (sempre fechar grupos de 5 – uplines repassam recrutas que deveriam poderiam ir para seu 1º nível para os níveis debaixo).

      Pago a todos os níveis de qualificação desde que o Distribuidor UP! esteja ativo e tenha outros 5 Distribuidores UP! indicados por ele na sua 1ª geração que compraram e pagaram a Concessão. É medido pelo volume da 1ª a 5ª geração, calculado em 10% sobre a Compra de ativação dos seus downlines, podendo o distribuidor aumentar esse bônus e ganhar 11% na quarta geração. Para isso deverá ter sua rede completa da 1ª até a 4ª geração. Para ganhar 12% na quinta geração deverá ter sua rede completa da 1ª até a 5ª geração.

      Já o bônus de Liderança é calculado em 3% sobre o VG da 1ª geração de Diamantes, 2% sobre o VG da 2ª geração de Diamantes e 1% sobre o VG da 3ª geração de Diamantes. Os Diamantes formados em seu grupo respeitarão as gerações das redes. Esse bônus, segundo o manual, é ILIMITADO na lateralidade.

      O bônus de 1ª Compra é calculado sobre as Concessões (Kits que contém material da empresa) adquiridas pelos seus downlines.

      O Super Bônus é calculado sobre os produtos comprados para a Compra de Ativação. É medido pelo volume de Compra de Ativação de toda a sua rede, calculado em até 3% sobre todas as compras de ativação dos seus downlines, exceto dos volumes de grupos dos qualificados no mesmo nível ou acima da sua qualificação.

      CONCLUSÃO do exposto: é um sistema de recrutamento típico, e não de vendas. O preço do produto é mais caro que de concorrentes mas não num montante absurdo, como os sucos da Monavie, o Shake da Herblaife, a pasta de dentes da Forever, ou o pacotes de viagem da My Travel and Cash. A diferença para outros sistemas é que aqui há um limite para o recrutamento nas linhas, o que é algo positivo: vc deve compor primeiramente os primeiros níveis para passar a ter recrutas em outros níveis e assim auferir os bônus auferidos à medida que avançam na hierarquia do plano de marketing e almejar as qualificações oferecidas. De natureza menos lesiva que os MMNs tradicionais, mas com potencial para fazer perder dinheiro. Seria bom se tivéssemos mais dados sobre o sistema de distribuição para saber dados da distribuição dos bônus entre os diversos níveis de qualificação. Certamente, pelo volume e pelo nº de distribuidores do 1º nível, fica claro que quem sustenta o topo da hierarquia, perdendo ou ganhando uns trocados, é a base do sistema. Em outras palavras, para galgar degraus no plano de marketing, o upline deve estimular o downline a recrutar, consumir e tentar vender produtos Up!. De qquer maneira, continue recrutando e ensinando o recruta a fazer o que foi exposto anteriormente para garantir as comissões

      Depois darei outra olhada para analisar mais detidamente as proporções entre as comissões a serem pagas e aquilo que é arrecadado pelo sistema e aquilo que gira dentro da rede dos líderes.

    • Pedro Ramos permalink
      17/11/2012 21:04

      Obrigado Renata, não tinha visto que a Up! já tinha sido analisada em outro post. Parabéns pelo trabalho de vcs.

  12. Curioso permalink
    17/12/2012 16:56

    Parece que estão tentando reativar a empresa(ou ao menos segurar a fúria dos afiliados) http://sphotos-h.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/548739_571457452870639_419663373_n.jpg

    • não-me-chama-que-não-vou permalink
      18/12/2012 10:07

      O nível da língua Portuguesa usado já define
      o conhecimento dos “lideres”.
      Uma empresa “convencional” que emitisse
      um comunicado assim seria, no mínimo,
      considerada de baixíssima confiança.

    • Renata Lima permalink*
      18/12/2012 16:34

      Verdade. Estes esquemas assassinam o bolso de muita gente e a língua portuguesa.

  13. Ícaro permalink
    18/12/2012 19:58

    Estudo o marketing multinível deis dos 15 anos de idade e realmente é um mercado dificil de mudar. Deis de quando comecei a estudar o Marketing multinível, meu objetivo sempre foi criar a minha própria empresa de MMN. Só que quanto mais melhoro o plano, mas eu vejo que o MMN força o recrutamento, estou tentando mudar isso, criar um sistema novo… está realmente difícil, comecei a botar o lucro de lado e focar nas vendas direta, espero conseguir criar um MMN que todos ou 90% se dê bem e os que não estão se dando bem são realmente os que não estão vendendo.Um grande empreendedor tem que resolver um grande problema, rsrsrs.

    Conselho: Fujam da Herbalife, Forever e Monavie. Essas empresas já tevem seus tempos bons.O Marketing multinível tem um grande defeito, os primeiros são os que chegam na parte de ficar rico que eles tanto falam =D.

  14. Mariana Bartolli permalink
    23/12/2012 3:34

    Fernando, Renata e equipe do Indústria da Decepção,
    Eu sou assessora de imprensa e estou envolvida em uma pesquisa que está ocorrendo acerca de empresas de “marketing mutinível” atuantes no marcado nacional. Pretendemos analisar sua legalidade e ilegalidade ponto a ponto de cada uma dessas empresas. Um dos advogados com o qual trabalho me informou do site de vocês, pelo qual tenho certeza que vocês contribuirão muito para a nossa pesquisa. Porém não encontrei formas de contato no site de vocês. Peço que entrem em contato em meu e-mail, pode ser?
    Um grande abraço, Mariana.

    • Renata Lima permalink*
      23/12/2012 18:21

      Mariana

      Boa tarde. O blog não foca em legalidade de empresas. O que o blog aborda aqui é o quesito lesividade. Existem esquemas ponzi, mas são disfarçados e conseguem atuar legalmente.

      Tem bastante material neste blog e receio que – fora o que está aqui – eu pouco tenho a contribuir.

      Boa sorte, se quiser disponibilizar o link aqui com a pesquisa, agradecemos.

    • Danilo neres permalink
      25/12/2012 9:40

      Não sei porque, no Brasil, ainda associam legalidade (CNPJ, impostos pagos, declaração IRPJ, etc) com seriedade, honestidade, idoneidade e caráter. São coisas tão diferentes!! Quantas empresas conhecemos hoje que estão constituídas legalmente mas, lesam o consumidor descaradamente, as vezes até com o apoio de órgão oficiais do governo!

    • Renata Lima permalink*
      25/12/2012 15:51

      Se os boçais que defendem esquemas ponzi entendessem isto que vc falou, eu ficaria menos do que meia hora POR SEMANA neste blog, teria 40% menos de moderação pra fazer. Volta e meia tenho que responder comentário do tipo “onde está a ilegalidade???” “se fosse ILEGAL o MP tinha fechado”.

      e blablablabla….

      é dose…rs.

  15. André permalink
    07/01/2013 5:39

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk….tem que ser BURRO, DESESPERADO OU MUITO MAS MUITO GANANCIOSO SEM ESCRÚPULOS PRA ENTRAR NESSA. parabéns, é um serviço que vc presta a sociedade,

  16. 10/01/2013 13:48

    Há um novo sistema na área, chamado Telexfree, muito parecido com o do Colibri. Vale a pena uma análise…

  17. Noah permalink
    14/01/2013 3:26

    Olá Renata e Fernando Augusto,
    Gostaria de sugerir que tenha no blog a parte “quem somos” com informações sobre vocês, graduação, área de atuação e suas experiencias com MMN. Seria bacana para dar mais credibilidade ao blog de vocês. Eu estou super interessada nessas informações..
    Caso eu, de forma equivocada, não tenha encontrado essa opção no blog, peço que me indiquem em qual menu encontrar.

    Att

    • Renata Lima permalink*
      14/01/2013 10:45

      Sou advogada e o fê é economista.

      Obrigada pela participação.

  18. paul permalink
    21/01/2013 18:11

    Boa noite.

    Acompanho seu site há muito tempo e sempre admirei a forma minuciosa e bem feita com a qual voces argumentam.
    Como nao encontrei um e-mail para contato, vou ter que usar aqui mesmo para me comunicar..
    Já há um tempo que pessoas me abordam oferecendo um esquema chamado TELEXFREE.
    Procurei em seu blog mas nao encontrei nada sobre essa empresa.
    Como nao tenho conhecimento algum, resolvi apelar para quem é expert.
    Essa TELEXTREME é o que? É uma piramide? MMN? Muitas duvidas e perguntas!
    Se puderem ajudar, agradeço muito..

    • Renata Lima permalink*
      21/01/2013 20:37

      telextreme nem existe mais. Telexfree é uma roubada, veja no site behind mlm que vc encontrará muita informação.
      Boa sorte.

    • paul permalink
      22/01/2013 22:37

      Nossa! Me confundi mesmo! Eu quero saber mesmo é sobre a TELEXFREE.

  19. Tiago permalink
    23/01/2013 9:37

    Amigo é só analisar não tem como fechar a conta: TODOS ganham certo ? Como pode todos ganhar investindo x e ganhando 2x ? Vai pagar até um momento até enquanto houver novas adesões, parou adesões o sistema QUEBRA, Imagina quando houver 100 milhões de pessoas neste negócio, coitado dos últimos. Mas vale a pena um post mais detalhado deste sistema que virou FEBRE e ta levando muita gente para ele.

  20. Tiago permalink
    28/01/2013 10:22

    Olá Renata,

    O Colibri seria igual ao MultiClick Brasil? Pelo que sei do MultiClick, você apenas compartilha anúncios no Facebook, podemos ganhar X reais por semana além das indicações. Não estou cadastrado em nem quero me cadastrar, apenas comento pois um amigo me falou que estava pensando em entrar nessa rede.

    Essas “redes de marketing e publicidade” contribuem para empresas que anunciam nelas? É uma publicidade sem público alvo, não há como medir o R.O.I, ou seja, é um péssimo negócio para as empresas.

    Abraços!

    • Renata Lima permalink*
      28/01/2013 16:43

      multiclick é a mesma coisa da colibri, se bobear até tem os mesmos “líderes” envolvidos. É esquema de recrutamento PURO, disfarçado com este ganho por spamear a internet. Nova “moda” de mmn, esquema de curta duração e prejuízo pra maioria. Não caia nisto. Boa sorte.

  21. 05/02/2013 11:42

    Parece que virou uma febre, uma pirâmide aparece e logo outras vêm no seu lugar, sempre prometendo altos ganhos e formas fáceis de se trabalhar, como postar anúncios, assistir vídeos e testar jogos. Exemplos não faltam: Zeek Rewards (fechada pelo governo norte-americano), Mister Colibri, TelexFree, MultiClick, Winner Manager e outras tantas mais. E os grandes recrutadores pulam para outro esquema assim que percebem que o negócio não vai bem. Um deles chegou a dizer em uma conferência a seguinte frase: “Vamos beber dessa fonte enquanto ela tem água”. Lamentável…

    • 11/02/2013 10:39

      Quando o sistema quebrar, estes “cabeças” deveriam rodar junto por Estelionato e Formação de Quadrilha. Se sabem do sistema criminoso, são cúmplices.

  22. 12/02/2013 14:34

    Pior que não param de lançar novas redes, agora vem a http://www.griiid.com.br/ é bom já ficar de olho para futura análise… os picaretas não descansam…

    eu gostaria q meu pai despertasse, mas o efeito é quase hipnótico, felizmente ele até hoje só perdeu tempo, já que só entra onde cadastro é gratuito.. mas diz que se tivesse dinheiro entrava.. graças a Deus não tem rs

    é uma pena, quem mais sofre com isso é o povo evangélico, acho que é a galera que mais participa desses negócios. Enfim, dá pra sentir dó de quem quer subir na vida fácil? Não, realmente…

    • Flavio Lamedes permalink
      14/09/2014 10:52

      Tem razão!! Tem que ficar de olho mesmo, essa Griiid é de um cara da Dinastia… não sei se tem vínculo, mas todos prometem o mesmo: ficar milionário sem trabalhar muito!! Tem que ficar esperto. É tudo pirâmide disfarçada, eles rezam que não, mas se não é pirâmide cadê a carteira assinada, os vínculos trabalhistas… e pq tem que pagar pra entrar???

    • mel permalink
      24/09/2014 16:02

      Mary Kay, telex free, one thor, etc… sao tantas com mesmo esquema vc ser empreendedor vc tem pagar pra vender o produto qur vc comprou. quem ganha mesmo e quem fundou estas merdas

    • Cida permalink
      13/11/2014 11:14

      A lista é grande, é incrível que tem gente que acredita nesses esquemas de trabalhar em casa e ficar rico… tenho pena e raiva dessas pessoas rsrsrsr. Os caras são sempre os mesmos quando a pirâmide quebra aparece outra e muda o nome… só não prendem esses caras pq eles são rico

  23. Ednilson permalink
    04/04/2013 18:19

    Prezada Renata Lima,

    achei o blog muito interessante e os comentários dos moderadores bastante embasados e sérios. Vocês realmente estão prestando um inestimável serviço à população que, desavisada e às vezes até mesmo iludida, cai nestes golpes de MMN. Gostaria de solicitar uma análise mais profunda sobre a UP Essência, uma vez que essa empresa tem crescido muito, principalmente em termos de adesão, isso se devendo ao fato de que os líderes estão estimulando mais o recrutamento do que a venda direta. É preciso que se faça um trabalho elaborado, como o que vocês têm feito em relação a Herbalife e outros do gênero, a fim de que se esclareça de uma vez por todas se é ou não realmente um bom negócio. Talvez pelo fato de a Up Essência ter como acionista uma pessoa bastante conhecida no meio executivo nacional, conte com benevolência dos críticos especializados em economia. Como sei que o site não tem “telhado de vidro”, recorro a vocês para realizarem tal tarefa. Muito obrigado e mais uma vez parabéns pelo belíssimo serviço.

    • Renata Lima permalink*
      04/04/2013 22:14

      Já tem análise desta up no blog, fuce os comentários que localizará. Boa sorte.

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  1. Telex Free: Enganação é denunciada pelo Procon. – Nosso Cariri.

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