Skip to content

Marketing multinível, Herbalife e a interface com conhecimento, patrões e empregados…..

07/10/2007

Esse post visa dar uma idéia do tamanho da parcialidade e da distorção da realidade encontrada atrás de dois argumentos que são defendidos a olhos vistos pelos vendedores da Herbalife: o de que pessoas que estão fora da Herbalife não conhecem e não podem falar sobre essa atividade, e o argumento que divide o mundo do trabalho em “patrõesXempregados”, sendo somente os patrões os que estariam em condições de usufruir da abstrata idéia.”vida melhor”.

Em primeiro lugar, é sempre a velha história: eles (os vendedores da Herbalife) tentam desqualificar, denegrir, ironizar, desfocar e debochar das idéias tratadas por quem é contrário a seu evangelho, atacando justamente características pessoais, de uma forma bem simplista e abstrata, por imaginarem que nós estamos corrompidos pelo vírus da ignorância, da falta de cultura, da lavagem cerebral (tssss, é notadamente o contrário!! Ignóbil alienação!), daqueles que não possuem atitude (eles devem ter lido sobre as doenças da atitude, desenvolvidas pelo mega “empreendedor” Pedro Cardoso…..).

Ou seja, atacam pessoas, ou características coletivas que eles consideram inerentes às pessoas, e não as idéias proferidas. Isso se dá através de rótulos, dualismos: cultos (quem? Ah, é mesmo…. cultura é ler Pai Rico, Pai Pobre, O Homem Mais Rico da Babilônia, entre outras pérolas!) X sem cultura, pobres X ricos, vencedor X perdedor, campeões X fracassados, patrão X empregado, fraco X forte, pessoas que não conhecem Herbalife X pessoas que conhecem (eh-eh, Herbalife: ou vc ama ou não conhece….tssss) etc.

E isso justamente porque eles só possuem esses rótulos, reforçados que são nos eventos, pra defender o evangelho Herbalóide!! E mesmo um Herbalover inteligente, quando questionado de forma mais contundente, tende a se apoiar nessa estrutura de pensamento e foge de proposições centrais e perguntas um tanto quanto capciosas (pra eles, óbvio!), que não possuem resposta no modelinho de mundo – com todas as crenças e valores que interessam a Herbalife – que é aterrado em suas cabeças nos eventos com a cara da empresa feitos pelos distribuidores!!

A manipulação mental tende a ser reforçada a cada evento que a pessoa comparece, e esses eventos tornam o pensamento do coitado herbalóide mais imbecilizado, mais rasteiro, distante da realidade. Afinal de contas, PRA QUE PENSAR E QUESTIONAR, se é só seguir o que os líderes dizem e fazem, né mesmo? Se eles fizeram e deu certo, basta-me fazer igualzinho que dará certo também!! Faça o simples, pois quanto mais simples maior é a chance de se obter sucesso!! Só não avisam pros coitados (por motivos óbvios) a estupidez, a mentira, as meias verdades, a pilantragem e a ignorância que existe por trás desse “SIMPLES”.

Eu particularmente percebo esses argumentos e rótulos como invólucro de valores mesquinhos, desumanos, estúpidos, tristes, mas também engraçados, regados a técnicas de persuasão, que são transmitidos nos eventos pelas “lideranças”, aqueles que estão numa escala mais elevada da empresa: não se preocupe, vc nasceu pra vencer, é um vencedor! Basta seguir os ensinamentos das lideranças que vc pode chegar a Presidente um dia e ficar rico!! Seja ensinável (oops, adestrável!!), persistente e consistente, tenha atitude, trabalhe duro, que os resultados virão!! Não está conseguindo os resultados desejados? Caro recruta, vc está trabalhando pouco ou não está trabalhando direito. Faça diferente, utilize outros métodos, siga outro líder etc.

E tome cuidado com os ladrões de sonhos, com os fracassados, perdedores, as pessoas que possuem pensamento negativo, os eternos empregados, os que falam mal do “negócio”(aqui leia-se críticas contundentes): eles irão tentar te tirar a qualquer custo do negócio, mas vc tem de ser forte e resistir!! Pois vc é uma pessoa vencedora; ACREDITE EM SI MESMO, PQ NÓS ACREDITAMOS EM VC!!

É no momento das grandes provações que aparecem os grandes seres humanos, os campeões!! Campeão anda com campeão, viu? Seus parentes estão te amolando com bravatas anti-Herbalife? Deixe-os de lado pois é o seu resultado que fará com que eles dêem o braço a torcer.

Amigos? Amigos que criticam a Herbalife, desfaça-se deles!! Vc pode conseguir outros amigos (principalmente dentro da Herbalife, claro – aqui amizade é como se fosse uma mercadoria descartável: o amigo que não serve mais para as suas pretensões, jogue a amizade na lata do lixo!!). Essa é apenas uma pequena amostra da lavagem que é feita a quem se torna um vendedor Herbalife (vendedor de sonhos e ilusões, diga-se de passagem). Pra eles, quem critica a empresa é, grosso modo, isso aí!

A segunda parte diz respeito a não ter direito a uma vida melhor, e ao fato de que nós seríamos formados pra sermos eternos empregados (rótulo/dicotomia patrão X empregado), o que nos remete à dinâmica do mercado de trabalho.

Bom, o mercado de trabalho passou por uma radical reestruturação desde meados da década de 70. Uma época em que a taxa de investimento (formação bruta de capital fixo), de crescimento, de poupança estavam em franco decréscimo. Isso afetou as duas principais mercadorias que existem no capitalismo: o dinheiro (que não é só papel moeda, mas tbém securities, cadernetas de poupança, títulos de curto e longo prazo inseridos no mercado de crédito e de capitais, entre vários outros) e a força de trabalho.

Desta época se originam as principais transformações no sistema monetário e financeiro internacional, como o surgimento dos commercial papers, os BOND’s, da liberalização das taxas de câmbio e de juros (que tbém influenciaram nas crises do petróleo subseqüentes, em geral, e nas décadas perdidas brasileiras – 80 e 90, e se observarmos bem, os anos 2000 – em particular), do surgimento na década de 80 do mercado de derivativos, tornando mais flexível, volátil, ESPECULATIVO e instável o mercado de crédito e de capitais; e desta época datam também profundas transformações no mercado de trabalho, que passou por radical reestruturação.

Diante e juntamente com a forte volatilidade do mercado, do aumento da competição e do estreitamento das margens de lucro, surgem formas de acumulação de capital mais flexíveis, em que o exemplo mais notório é o Toyotismo japonês, com seu sistema de trabalho baseado em métodos como o just-in-time, kanban e outras formas de trabalho elevadoras da produtividade, redutoras de custos e poupadoras de mão-de-obra.

Isso permitiu a recuperarão das taxas de lucro pelo Japão e tbém contribuiu para o surgimento dos Tigres asiáticos, em atividades específicas (Ex.: Cingapura – mercado de capitais), ou atividades secundárias ligadas à indústria ou ao setor de serviços (ex.: indústria de autopeças em Taiwan).

Os EUA continuaram por longo tempo trabalhando com o sistema fordista/taylorista (comendo poeira, é a verdade), pra só mais tarde, em fins da década de 80, incorporar várias inovações do sistema japonês pra elevar sua competitividade, mas estando, mesmo assim, ainda atrás dos japoneses (vide a Toyota, maior montadora do mundo em faturamento hoje, desbancando a centenária Ford). Só que essa maior competitividade dos orientais na indústria não faz com que os EUA deixem de ser a maior superpotência do globo, pois o poder americano está alicerçado em outras variáveis. A diáspora chinesa tbém possui uma ligação sutil com esse processo, mas não cabe aqui comentá-la. Todo esse processo foi, sem sombra de dúvidas, uma resposta do sistema a sua crise de acumulação de capital.

O Brasil também não passaria incólume a esse processo. A crise do endividamento e da inflação está ligada ao fim do ciclo de liquidez (muito dinheiro no mercado monetário e financeiro internacional) de fins da década de 70. Na época, o governo brasileiro imaginou que a liquidez internacional seria eterna, e continuou se endividando para fazer face a sua estratégia de desenvolvimento, conjuntamente permitindo que o setor privado continuasse a se endividar em moeda estrangeira.

Resultado: em 1979, tendo e vista as pressões sobre seu câmbio e, por conseqüência, sobre o balanço de pagamentos, o Federal Reserve (FED – Banco Central dos EUA) eleva sua taxa de juros e adota o controle dos agregados monetários, em vez de controlar a taxa de juros, implicando em aumento das reservas compulsórias exigidas dos bancos nas operações internas. Sem mais delongas, isso gerou uma queda-de-braço entre o governo americano e as grandes corporações, que continuaram a abandonar suas posições em dólar, comprando ouro, prata e ativos denominados em outras moedas, forçando sua alta nos mercados.

A inflação nos EUA, impulsionada por novo choque do petróleo, não parava de crescer, e a expansão do crédito não se reduziu, pois as grandes corporações transferiram sua demanda por recursos para as agências no exterior, que não estavam sujeitas às regulamentações do FED.

Para contra-atacar, o FED congela os depósitos iranianos pós-invasão da embaixada americana no Irã. Mas a grande jogada veio quando o governo americano permitiu que os bancos compensassem os empréstimos pendentes do governo do Irã com os depósitos congelados, o que fez com que os bancos declarassem em default todos os empréstimos iranianos, confiscando os recursos depositados. Isso resultou numa fuga dos excedentes árabes para posições denominadas em ouro, cuja cotação disparou. O FED impôs, já no início de 1980, controles creditícios compulsórios, fazendo com que a recessão viesse, o preço do ouro caísse, com a troca das posições dos aplicadores por ativos denominados em dólar, fazendo com que este voltasse a se valorizar.

A política monetária restritiva, com a elevação das taxas de juros a níveis altíssimos, como tentativa de contornar as ameaças à sua supremacia financeira, se insere dentro desse processo, e só veio a funcionar depois de todo esse embate entre governo e setor privado (bancário). Essa decisão lançou a economia americana na recessão, e a economia brasileira também, que se viu endividada por conta dos contratos a taxa de câmbio flexível. Quando a taxa de juros aumentou, o dólar se valorizou, pois a economia americana, depois de recuperada a credibilidade de sua moeda, sugou ativos em dólar do mercado internacional, enxugando a liquidez mundial (menos dinheiro disponível) e fazendo triplicar o montante da dívida nos mercados subdesenvolvidos.

Não demorou muito para que o México declarasse moratória em 1982, e o Brasil em 1987, pois eles não conseguiam gerar dólares suficientes para pagar as dívidas contraídas a taxas de juros e de câmbio flutuantes, mesmo tendo mega-superávits em sua balança comercial (exportações menos importações). E notem, isso não pode deixar de ser dito: o governo brasileiro absorveu a dívida do setor privado através do processo de securitização (troca da dívida privada, em dólares, por dívida em moeda nacional – o setor privado passou a dever o setor público, e não mais agências e bancos internacionais de financiamento).

Essa é a herança levada para a década de 90, que teve como resposta a abertura comercial “tímida” (enxurrada de produtos estrangeiros em território nacional), no início dos anos 90, a abertura financeira, a estabilização monetária, com a implementação do Plano Real, baseado em um modelo de desenvolvimento voltado para a captação de poupança externa (o processo de privatização se insere nesse contexto), com câmbio valorizado (dólar mais “barato” e real mais “caro”) e altas taxas de juros, e tentativa de dar maior competitividade à indústria e ao setor de serviços.

Esse processo lança a economia brasileira em uma nova recessão e suscetível a crises internacionais, decorrente da fragilidade financeira em fins dos anos 90 – início dos anos 2000, além de levar a uma quebra das indústrias nacionais, a uma reciclagem do parque produtivo (alguns gostam de dizer sucateamento ao invés de reciclagem), ao aumento do desemprego estrutural e a transformações no mercado de trabalho.

Esse modelo perdura até os dias de hoje, só que com algumas disrupções interessantes.

A primeira, uma taxa de câmbio apreciada (dólar mais “barato”) e a alta taxa de juros real, a segunda maior do mundo, que mantém o fluxo de capital monetário e creditício (principalmente especulativo) ao custo de uma relação dívida/PIB muito elevada, que não cai (PIB: Produto Interno Bruto = soma de todas as riquezas produzidas por um país em um ano) e dificulta ao setor privado (empresários) investir em mais formação bruta de capital fixo e abrir novos postos de trabalho.

A segunda: o fato de que a apreciação do real atual (nossa moeda) é cada vez maior sem que as exportações totais caiam, aumentando a participação das commodities (produtos agrícolas) no nosso saldo comercial.

Ou seja, existe uma apreciação do câmbio (real mais “caro” e dólar mais “barato”), que inviabiliza a indústria, mas é consistente com o equilíbrio a longo prazo da conta corrente, em virtude da grande liquidez atual nos mercados internacionais – tem divisa internacional sobrando lá fora (conta corrente = exportações menos importações, pagamento de juros da dívida, principalmente).

Quer dizer, mesmo que haja equilíbrio nessa conta, é como se estivéssemos nos especializando em produtos primários (soja, laranja etc, principalmente em estado bruto), e ao mesmo tempo estagnados ou com crescimento pífio no desenvolvimento de produtos com alto conteúdo tecnológico e alto valor agregado.

Bom face-a-face a essas transformações, os empresários estariam tirando proveito do enfraquecimento do poder sindical e da grande quantidade de mão-de-obra excedente (desempregados e subempregados), para impor regimes de trabalho e de contrato mais flexíveis, redutores do custo de mão-de-obra.

Dada então a ciranda da flexibilidade, além de outras transformações que ocorrem no mundo atual, são caracterizados pela desregulamentação do mercado de trabalho, desgaste de regras trabalhistas, de uma redefinição das regras da relação de assalariamento, motivada por estratégias desenvolvidas para enfrentar com maior eficiência um ambiente mais competitivo, e para padrões definidos no mercado internacional.

Essa reorganização do trabalho se orienta para um uso mais flexível – jornada de trabalho, remuneração e função – e intenso trabalho em escala global

Por isso, a tendência dos mercados de trabalho é a diminuição do nº de trabalhadores do mercado de trabalho formal (regidos por leis trabalhistas – CLT, e em menor número os estatutários), para empregar força de trabalho que entra facilmente e é demitida a baixos custos. Nesse universo se inserem os trabalhadores com contratos de curto prazo, os treinamentos com subsídios públicos, os trabalhadores em tempo parcial, os subcontratados e aqueles inseridos na informalidade (assalariados sem registro, trabalhadores por conta própria).

Fica evidente, então, que essa flexibilização tem influência não apenas no perfil da distribuição de renda, mas também no cotidiano, na vida familiar e no padrão psicológico dos indivíduos, além de constituir um componente importante de CIDADANIA. Pois a instabilidade advinda do mercado de trabalho, para os indivíduos e as famílias, significa mais desemprego, insegurança da relação e trabalho e na percepção da renda, angústia, certo desespero e a ausência de uma proteção social, especialmente contra demissões e acidentes de trabalho.

Isso é um prato cheio para formas de trabalho como o Marketing Multinível, em especial, para nossa discussão, a Herbalife. Aliás, a Herbalife e a sua disseminação são justamente fruto desse processo de transformações que ocorrem no capitalismo desde os anos 70. No Brasil, não é mera coincidência que ela encontra terreno propício à sua entrada em 1995, justamente pós-estabilização proporcionada pelo Plano Real, e os subprodutos da estabilização: 1) um maior contato com valores hedonistas, individualistas e 2) a reestruturação do parque produtivo, com seus rebatimentos sobre o mercado de mão-de-obra, notadamente o desemprego estrutural resultante dessas transformações.

A Herbalife corresponde ao extremo da precarização do trabalho: é uma espécie de trabalho por conta própria, inserido na informalidade, cujo combustível são as pitadas de auto-ajuda e as técnicas de manipulação que criam uma possibilidade de ascensão ilusória para a coletividade que está ligada a isso (o poder da duplicação….). Não há nenhuma proteção social, garantia de estabilidade e a esmagadora maioria dos distribuidores pagam pra trabalhar!! Mas como dizem os líderes herbalóides, os distribuidores têm de dar suporte à companhia que os paga, pois de onde sai o dinheiro que a Herbalife usa para pagar os distribuidores? Resposta: das vendas da Herbalife para os distribuidores!! E assim o fluxo circular de renda se fecha, por conta dos royalties e bônus… não é magnífico, pessoal? É uma forma de trabalho, por enquanto, legal, mas não é legítima, pois afeta negativamente a maioria das pessoas que entram no ”negócio”, ou seja, uma coletividade!!

Pois além dos problemas da concorrência, dos custos de se levar adiante o “negócio” e da saturação, a renda dos distribuidores, por serem trabalhadores por conta própria, dependerá da demanda por serviços e da oferta de trabalho pra esses serviços.

Em períodos de expansão do nível da atividade econômica, com o aumento do nível de renda e da massa salarial, a demanda pelo trabalho por conta própria aumenta e a renda média dos distribuidores tende a aumentar. O contrário acontece nos períodos de retração. Então ainda há esse componente a mais que determina o fluxo de renda dos distribuidores, incerto e instável… bem, a não ser para uma minoria de líderes da Herbalife, que possuem um fluxo garantido….

Bem, esse artigo é uma síntese, um retrato da complexidade pela qual está inserida a discussão sobre o mercado de trabalho. Eu poderia simplesmente falar diretamente do mercado de trabalho, mas pq eu não o fiz? Justamente pra mostrar como o estudo da realidade e a busca da verdade são muito mais complicados do que uma simples DICOTOMIA PATRÃO X EMPREGADO. Pra mostrar que o mercado de trabalho de hoje é fruto das transformações no capitalismo desde a década de 70, das transformações nos mercados nacionais e internacionais de juros, câmbio, financeiro e de capitais, no mercado comercial e na estrutura das relações de troca entre os países, além de mostrar as inter-relações que julgo principais entre essas variáveis. E como a HBL se insere nesse processo.

Qualquer dúvida , entrem em contato comigo!!

.

Leia também:

.

Entrevista com o especialista em fraudes do MMN – Jon Taylor

Entrevista com a especialista em fraudes do MMN – Tracy Coenen

Sofismas e falácias dos distribuidores de MMN

Eneida Bini deixa o cargo de diretora da Herbalife

Herbalife é atentado à saúde pública, alertam os nutricionistas

FDI retira acusações contra a Herbalife

Herbalife, Agel Amway: MMN legítimo ou MMN pirâmide?

Herbalife: lavagem cerebral na prática – parte 1

Herbalife: lavagem cerebral na prática – parte 2

Intoxicação do fígado pela Herbalife

Algumas relações entre supervisores e distribuidores da Herbalife

Herbalife: todo mundo fora de controleee

Herbalife conivente com a pilantragem de seus distribuidores

Depoimento: O Show de Truman

Herbalife: um negócio como outro qualquer?

Meu contato com Herbalife e MMN

Livro de Pedro Cardoso: A viagem ao Sucesso

Monavie: Os números de um bom negócio?

Teste para avaliar se uma empresa de MMN é ou não é pirâmide

Scripts para recrutar trouxas – parte 1

Scripts para recrutar trouxas – parte 2

Scripts para recrutar trouxas – parte 3

Scripts para recrutar trouxas – parte 4

2 Comentários
  1. Denis Sato permalink
    21/02/2009 17:52

    Amigo quero ser seu parceiro! Veja eu analisei algumas empresas, inclusive a herbalife! Hoje recebi mais uma proposta de outra empresa destas…veja o email que mandei pra representante desta empresa, a Agel!

    Eu gustaria de pirguntar-lhe se vistis u muvie IDIOCRACY! a, em breve história e ainda estória, se passa com um soldado que é congelado por 500 anos e quando acorda, a humanidade não come mais, bebe um líquido energético que tem TUDO O QUE VC PRECISA! As plantas não crescem mais pois dão o tal energético até para elas! Já analisei várias empresas como Herbalife, Omni, Igreja Universal do Reino de Deus, etc. Participei de várias reuniões e festas destas empresas e vi o milagre do bolso cheio, da saúde completa e da satisfação pessoal! Estou terminando um dossiê onde estou enviando para as grandes redes de televisão do Brasil e veiculando na internet e agradeço que me adicionou! Já havia lido sobre o tal Gel milagroso. Tenho certeza que a solução pra saúde mundial é pararmos de destruir a natureza, parar o desperdício de alimentos e melhorar a distribuição de renda. Daí vc diz: – Impossível isso!!! é verdade, mas o que estas empresas estão fazendo e, aprenderam com as igrejas sensacionalistas, é alterar a forma como nos alimentamos e iludindo as pessoas. Você ganha dinheiro com elas? Ganha, mas para cada uma pessoa que ganha, 1000 pessoas perdem. Coloquei dois anos atrás uma análise imparcial dos produtos da Herbalife e da sua forma social e política de convencimento num site de reclamações famoso no Brasil. Recebi mais de 1000 emails de pessoas que se relacionaram com empresas de marketing multinível (um nome mudado para a brincadeira da nota na carta). Estou te escrevendo isso não porque tenho raiva das empresas, ou porque acredito que a empresa é má ou ainda porque acho que os produtos fazem mal a saúde. Não, escrevo porque se vc observar, as propagandas sempre são com muita música, muitas imagens girando e piscando flashes de coisas que todos almejam e ainda pessoas felizes e satisfeitas querendo que você também fique rico. É claro que dizem que nem todos se dão bem, nem todos servem para o negócio e blá blá blá… mas esta mensagem vem sempre no fim, sempre em letras miúdas como quando você vê aquela bolsa caríssima que vc tanto quer com um preço enorme e super barata daí quando chega perto vê que em letras minúsculas é aquele preço legal mais na verdade são 12 parcelas dele! Espero que você tenha todo o sucesso do mundo, que ganhe dinheiro, que consiga o tal Bônuis Autumóvil e que na sua linha tenha várias pessoas se matando pra conseguir vender e assim vc aumenta o bolso. Não quero ficar rico fazendo outros ficarem pobres! Um grande abraço!

    no começo deste email fiz uma sátira ao diretor que fala no vídeo que roda no site da empresa! Acho uma falta de humanidade o que estão fazendo! entra em contato comigo pra gente conversar melhor, queria tornar tudo isso público, sei lá fazer uma reportagem! cancei de ver pessoas e famílias destruídas por estas empresas! Amigo não é só a herbalife não, tem várias outras…tá virando um complô! Aguardo seu contato!

  2. augustohf permalink*
    22/02/2009 14:49

    Olá Denis!

    Bem, esse site já é um veículo público de esclarecimento para população. Vc quer utilizar é outro tipo de mídia para exibir os podres desse setor. Leia outros posts do site, e me diga quais são as outras empresas que vc possui conhecimento, além de Herbalife e Agel, para que possamos ajudá-lo a seguir com seu intento.

Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: