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Ex-líder da Telexfree Sann Rodrigues é preso nos Estados Unidos

25/05/2015
O ex-líder da Telexfree Sanderley Rodrigues Vasconcelos foi preso pela imigração dos Estados Unidos acusado de falsificar informações para residir naquele país. Sann, como é conhecido, é também um foragido da Justiça brasileira por comandar outro suposto esquema de pirâmide financeira, a Ifreex, investigada pela Polícia Federal no Espírito Santo.Ficha de prisão do Sanderley Rodrigues
A prisão de Sann foi decretada em 7 de maio logo após ele ter saído dos EUA rumo a Israel. A operação para deter o empresário ocorreu em Nova Jersey. Ele foi capturado no dia 18 de maio pelo Departamento de Segurança Interna. Ainda não se sabe se ele foi detido depois de retornar de Jerusalém.Apesar de responder por suspeitas de fraudes para obter o “green card” (cartão que dá direito a moradia permanente ao imigrante), segundo fontes ligadas à investigação, é possível que a prisão se trate de uma manobra, organizada em conjunto com a Polícia Federal brasileira, para impedir que Sann continue a conduzir esquemas de pirâmide.
Sann é uma figura polêmica. Em 2006, ele foi acusado de montar a pirâmide financeira Foneclub, que causou prejuízos milionários em Massachusetts. O esquema, aliás, tinha raízes no Espírito Santo, onde o empresário registrou negócios com nomes semelhantes: Universo Foneclub, Mix Phone Club e a Phone Club.Nos EUA, a fraude consistia na venda de cartões telefônicos pré-pagos como investimentos. No Brasil, a empresa, trabalhava nos moldes da Telexfree. Recrutava pessoas prometendo lucro por meio da comercialização de VoIP. O serviço, aliás, também foi considerado clandestino pela Anatel.De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA, Sann chamou a atenção da imigração porque já foi acusado de praticar crimes nos Estados Unidos, mas mentiu quanto a isso durante as entrevistas para obtenção dos vistos.Há indícios de que ele tenha morado ilegalmente nos EUA entre 2003 e 2006. Em 2009, Sann conseguiu um visto de turista. Na ocasião, disse ao consulado que nunca havia entrado sem visto nos Estados Unidos.

As irregularidades de Sann se agravaram porque mesmo tendo apenas autorização para passeio, ele exerceu atividades econômicas na região, segundo as investigações.

Sann conseguiu o green card em 2012. Durante a triagem, ele sonegou informações de que havia cometido infrações nos EUA.

Os agentes que prenderam o Sann são os mesmos que trabalham na investigação de fraude financeira nas quais respondem os donos da Telexfree, Carlos Wanzeler e James Merrill.

Fuga

Durante visita do empresário ao Brasil para divulgar os trabalhos da Ifreex, no início do ano, a Justiça Federal do Espírito Santo proibiu Sanderley de sair do território brasileiro. A decisão com data de 5 de fevereiro foi descumprida pelo especialista em marketing multinível. Ele conseguiu embarcar para os EUA, de forma ainda não revelada, no dia 20 do mesmo mês.

As investigações da PF correm em segredo de Justiça, porém, a determinação do juiz da 1ª Vara Criminal Federal de Vitória pode ser encontrada no Diário Oficial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

A proibição ocorreu após um evento da Ifreex, organizado pelo Sann, na cidade de Paulínia, em São Paulo, ter sido invadido pela polícia local.

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Reportagem de Mikaella Campos | mikaella.campos@redegazeta.com.br

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07/04/2015

A prova de que a Herbalife não presta

Eu pesquisei empresas de marketing multinível (MMN) durante quase uma década. No transcorrer desse tempo, cheguei à conclusão de que a grande maioria dos participantes falha. O que significa isso? Que 99% ou mais dos recrutas perdem dinheiro. Uma vez que os participantes, em grande medida, entram na empresa por conta da “oportunidade de negócios”, para “ganhar uma renda ilimitada” e encontrar “liberdade financeira”, não conseguir auferir lucro é de fato um fracasso.

Algumas semanas atrás, um maravilhoso artigo sobre a Herbalife foi publicado no Seeking Alpha. Ele começou discutindo a defesa cega (e incorreta) do gestor de fundos hedge, John Hempton, para com o modelo de negócios da Herbalife. Em essência, ele afirma que, desde que shakes substitutos de refeição forem vendidos, se tratará de uma oportunidade de negócios legítima.

Esta é a defesa que as empresas de MMN usam. “Temos um produto. As pessoas o compram. Por isso, não somos um esquema de pirâmide”.

Infelizmente, o produto é apenas mera “fachada” para o cambalacho. O produto existe para tentar dar à “oportunidade” um véu de legitimidade. É plausível para o consumidor médio. Compre um produto por X, venda-o por um valor maior que X. Resultado: você conseguiu ter lucro! O que as empresas de MMN não irão dizer é que pouquíssimas vendas a clientes no varejo acontecerão. Os distribuidores compram grandes quantidades de produtos para consumo pessoal ou para atender aos critérios mínimos exigidos para a qualificação pessoal visando as comissões pagas pelas empresas. Mas as vendas para clientes reais são baixas, e é por isso que a maioria dos participantes perde dinheiro.

A melhor parte do artigo da Seeking Alpha foi este gráfico, acerca do crescimento do número de distribuidores da Herbalife (clique na imagem para ampliar):

HBL fail

HBL fail

De acordo com este gráfico, entre 2007 e 2014, a Herbalife recrutou 9,4 milhões de distribuidores. Isso parece ótimo …. até você considerar que 7,4 milhões de distribuidores saíram durante esse mesmo período de tempo.

Por que você acha que essas pessoas desistiram da Herbalife? Foi porque elas foram bem sucedidas? Foi porque elas estavam ganhando dinheiro? Ou foi porque elas estavam perdendo dinheiro e perceberam que esta “oportunidade de negócios” não valia nada?

Empresas de marketing multinível nunca falam acerca das suas taxas de rotatividade porque elas escondem a verdade sobre essas fraudes. Durante este período, a Herbalife apresentou:

  • 11,1 milhões de participantes (1,7 milhões no final de 2007 mais 9,4 milhões recrutados)
  • 7,4 milhões de pessoas desistentes
  • 66,7% dos participantes desistentes (7,4 milhões divididos por 11,1 milhões)

É claro que os defensores do MMN compararão com as taxas de insucesso dos pequenos empresários típicos (do mercado formal). A estatística mais comum que eu vejo por parte deles é que 80% dos proprietários de pequenas empresas quebram… exceto que esta estatística é fictícia, desprovida de solidez. Ela é completamente espúria, mas mesmo assim frequentemente citada.

A verdade é que as taxas de insucesso no MMN são muito mais elevadas do que nas empresas normais. Por quê? Por causa da banalidade de tudo isso. MMNs são fraudes legalizadas em que quase todos seus participantes perderão dinheiro. É apenas uma questão de tempo antes que os distribuidores desistam. E desistem não é porque não tentem o suficiente, não fazem as coisas certas ou não ficam no “negócio” tempo suficiente. É quase garantido que eles perderão dinheiro e, afinal, desistam do “negócio”.

Isso, meus amigos, é a essência do porquê a Herbalife (e outros MMNs) não presta.

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O texto original pode ser lido no site de Tracy Coenen

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MPF-SP denuncia cinco integrantes da pirâmide BBom – Jornal GGN

18/09/2014

MPF-SP denuncia cinco integrantes da pirâmide BBom

Jornal GGN – Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) por associação criminosa com vistas a montar um esquema de pirâmide financeira sob o disfarce de marketing multinível, bem como por negociar contratos de investimento coletivo sem registro perante a autoridade competente. A empresa em questão é a BBom e o número de consumidores lesados pode chegar a um milhão com faturamento do negócio estimado em R$ 2 bilhões.

Os denunciados foram João Francisco de Paulo, Paulo Ricardo Figueiró, Ednaldo Alves Bispo, Sérgio Luís Yamagi Tanaka e Fabiano Marculino Montarroyos. Eles vão responder pela prática de crimes contra o mercado de capitais, o sistema financeiro e a economia popular. Além disso responderão por lavagem de dinheiro, já que se articularam para movimentar, em contas de terceiros, os recursos ilicitamente obtidos dos consumidores que se associaram ao chamado Sistema BBom.

Bonificação

O esquema atraia os consumidores ao anunciar o pagamento de diversos tipos de bonificações. Um fator grande de atração seria a garantia de uma rentabilidade fixa de aproximadamente 25% ao mês aos investidores, que nada precisavam fazer além de entregar um valor estabelecido, configurando verdadeiro contrato de investimento coletivo.

As demais bonificações pagas estavam atreladas à apresentação de novos investidores para o sistema, o que lhe dá características de autêntica pirâmide financeira, pois quem entra depois neste esquema não consegue recuperar seu investimento.

A comercialização de rastreadores veiculares, anunciada pela BBom como a sua principal atividade, serve apenas como pretexto para disfarçar a pirâmide financeira. O MPF apurou, ainda, que os denunciados apropriaram-se de valores milionários dos investidores, que ficaram somente com os prejuízos.

“Os cinco denunciados trabalhavam com a emissão de contratos de investimento coletivo e assim criaram uma gigantesca pirâmide financeira”, explica o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, autor da denúncia. “Os valores são incríveis: apurou-se um faturamento de R$ 2 bilhões, e cerca de um milhão de pessoas entraram na pirâmide”, completou.

O procurador da República afirma que, para se dar uma aparência de legalidade ao negócio, os denunciados afirmavam que eram parte de um sistema de mercado multinível, baseado na venda destes rastreadores “Mas não havia a venda efetiva de rastreadores, tratava-se de um engodo para ludibriar as vítimas”, registrou o procurador na denúncia.

Estrutura BBom

João Francisco de Paulo, criador do Sistema BBom, comandava todas as atividades da empresa utilizada para o esquema, a EmbraSystem/BBom, tendo sido o maior beneficiários dos R$ 2 bilhões arrecadados. Segundo o MPF, ao consultar as informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), João Francisco possuiu apenas um vínculo empregatício, até 2004, e seu salário era de R$ 1,3 mil. Mas na época da fraude ele passou a receber até R$ 4 milhões por mês – apenas no primeiro semestre de 2013, embolsou R$ 14 milhões.

Os demais beneficiados foram contratados por ele para auxiliar nos negócios relacionados ao Sistema BBom. O MPF aponta Paulo Ricardo como uma espécie de “embaixador” da BBom, com participação decisiva não só na estruturação do esquema, mas também da divulgação e na arregimentação de novos sócios.

Ednaldo atuou como gerente de marketing e foi o idealizador do grande chamariz da empresa, a distribuição de brindes luxuosos como relógios Rolex e canetas Montblanc, além de automóveis Ferrari e Lamborghini. Ele também inventou o “sistema binário” que funcionou como alicerce da pirâmide, remunerando o associado (recrutador) a partir do ingresso de novos associados (recrutados).

Fabiano Montarroyos também atuou na divulgação e na arregimentação de novos integrantes, participando de eventos e vídeos que demonstravam o “grande sucesso” da empresa e as vantagens de ser um associado.

Sérgio Luís entrou no esquema como integrante do time de “líderes” e sua função era trazer novos investidores, ludibriando-os ao incentivá-los a investir no Sistema BBom. Sérgio, segundo o MPF, foi quem vislumbrou a sustentabilidade do “negócio” idealizado por João Francisco. Como “especialista na área de marketing e multimídia”, avistou a possibilidade de se ganhar “rios” de dinheiro com a fraude.

Com informações do MPF

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Operação ORION: a devassa da Telexfree

25/07/2014

PF, enfim, deflagra operação para desbaratar esquema de pirâmide da TelexFree

Justiça proíbe donos da TelexFree de deixar o Brasil e suspende empresa acusada de ‘pirâmide financeira'; Carlos Roberto Costa, sócio da empresa, é candidato a deputado federal no ES

Felipe Frazão
Carlos Costa, diretor de marketing da Telexfree

Carlos Costa, diretor de marketing da Telexfree (Reprodução)

A Justiça Federal no Espírito Santo mandou suspender as atividades econômicas da Ympactus Comercial, empresa detentora da TelexFree no Brasil, e proibiu os sócios da empresa de deixar o país. Nesta quinta-feira, eles foram alvo da Operação Orion, da Polícia Federal (PF), deflagrada para cumprir nove mandados de busca e apreensão em locais vinculados à empresa e seus sócios na região metropolitana de Vitória. Os donos da Ympactus também tiveram os bens sequestrados e as contas bancárias bloqueadas. Ao todo, cinquenta policiais federais e dezoito auditores da Receita Federal participaram da operação que percorreu as residências de dois sócios; sedes da Telexfree e de outra empresa investigada; e quatro escritórios de contabilidade.

Um dos donos da TelexFree no Brasil, o empresário Carlos Roberto Costa (PRP) é candidato a deputado federal no Espírito Santo. Costa é um dos investigados pela PF por crimes financeiros e contra a economia popular. Assim como os demais proprietários da Ympactus, ele terá de se apresentar mensalmente à 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, onde o processo tramita. A medida cautelar é uma alternativa à prisão.

Segundo a PF, os responsáveis pela empresa devem responder por formação de “cadeias” ou “pirâmides financeiras”, crime descrito na lei como “obtenção de ganhos ilícitos em detrimento do povo, mediante especulações ou processos fraudulentos”, cuja pena pode chegar a dois anos de prisão. Eles ainda poderão ser processados por dois crimes contra o sistema financeiro: operação de instituição financeira com autorização falsa ou sem autorização (cuja pena pode chegar a quatro anos de cadeia) e emissão de títulos ou valores mobiliários falsos, sem registro prévio, sem lastro suficiente ou sem autorização legal – a pena para tais práticas varia de dois a oito anos de detenção.

O inquérito que apura a possível ocorrência de crimes praticados pela Telexfree e pelos seus sócios foi instaurado por pedido do MPF/ES. “O material apreendido vai subsidiar as investigações sobre crime contra a ordem economia popular (pirâmide financeira/ Ponzi); oferta pública de valores mobiliários sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários; evasão de divisas; lavagem de dinheiro; e sonegação fiscal”, explica o Ministério Público em nota.

Atualmente, a TelexFree é alvo de uma ação civil pública na 2ª Vara Cível de Rio Branco, no Acre. Também é alvo de investigação nos Estados Unidos acerca de cometimento de fraude eletrônica instrumentalizada por uma pirâmide financeira. A Justiça americana, inclusive, determinou em abril o congelamento dos bens do grupo Telexfree. O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston.

 

Patrimônio de Carlos Costa declarado à Justiça Eleitoral

Descrição Valor do Bem
APARTAMENTO NA RUA PORTO ALEGRE – ITAPOÃ – VILA VELHA – ES (EM NOME DA DEPENDENTE) R$ 168.000,00
APARTAMENTO NA AV. GIL VELOSO, JARDIM RESPLENDOR – ITAPOÃ – VILA VELHA – ES R$ 1.100.000,00
APARTAMENTO AV. HUGO MUSSO, JARDIM RESPLENDOR – ITAPOÃ – VILA VELHA – ES R$ 109.585,00
KIA SORENTEO EX 3.5 G17 ANO 2012 R$ 132.000,00
KIA SOULEX 1.6, ANO 2012 (EM NOME DA DEPENDENTE) R$ 70.000,00
MERCEDES BENS SLK250 TURBO ANO 2012 R$ 219.100,00
QUOTAS DE CAPITAL DA EMPRESA YMPACTUS COMERCIAL S/A R$ 300.000,00
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA NA EMPRESA SIMTERNET TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LTDA R$ 2.000.000,00
POUPANÇA BANCO DO BRASIL EM NOME DE TECEIRO R$ 125.420,38
CRÉDITO REFERENTE A EMPRÉSTIMO COM A FILHA LETÍCIA R$ 1.500.000,00
POUPANÇA OURO – BANCO DO BRASIL R$ 456.937,44
POUPANÇA MULTIDATA – BANCO ITAU R$ 10.038,15
BANCO ITAÚ R$ 3.169,03
OUROCAP ESTILO PREMIO – BANCO DO BRASIL R$ 213.120,62
BRASILPREV VGBL R$ 3.650.000,00
ITAU UNICLASS R$ 2.141.772,25
ITAU UNICLASS FIRST EM NOME DO DEPENDENTE R$ 103.425,64
CAIXA ECONOMICA FEDERAL VGBL R$ 1.240.000,00
Total R$ 13.542.568,43
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

FBI convoca vítimas da TelexFree e formaliza acusação contra sócios; divulgadores podem ser responsabilizados criminalmente

27/05/2014

FBI convoca vítimas da TelexFree e formaliza acusação contra sócios

Site da polícia federal americana pede ajuda às pessoas para levantar informações sobre esquema de pirâmide financeira da empresa

 

A polícia federal americana, o Federal Bureau of Investigation (FBI), lançou nesta quinta-feira um site para cadastrar “vítimas” da TelexFree. A empresa é acusada de crime de pirâmide financeira e levantou mais de 1 bilhão de dólares no mundo. Chamado de “Victim Assistance” (assistência às vítimas), o FBI pede a colaboração dos chamados divulgadores da empresa com o preenchimento de um questionário sobre a relação com a TelexFree. “Se você é um cliente da TelexFree e acredita que tenha sido prejudicado, você deveria preencher o questionário abaixo”, diz a página. As perguntas estão em inglês, português e outros 80 idiomas.

O cadastro é voluntário e tem o objetivo de coletar informações para a investigação federal e para a identificação da abrangência criminal do caso, principalmente saber quantas pessoas foram prejudicadas com o esquema fraudulento. Para a ação, o FBI conta com a parceria da Homeland Security Investigations, órgão federal que investiga questões relacionadas a direitos de consumidores americanos e imigrantes.

No texto, consta a informação de que “em 9 de maio, James Merrill e Carlos Wanzeler, os principais sócios da TelexFree e empresas relacionadas, foram acusados ​​em um processo criminal federal de conspiração para cometer fraude eletrônica”. Merrill está preso e teve seu pedido de fiança negado nesta semana, assim como a esposa de Wanzeler, Kátia, pega ao tentar sair do país. Já Carlos está em Vitória, no Espírito Santo, mas teve sua prisão decretada nos EUA.

Na sequência, é citado um trecho do comunicado de imprensa emitido pelo gabinete do procurador dos EUA, do distrito de Massachusetts:

De acordo com o depoimento, a TelexFree Inc e a TelexFree LLC (ambas a mesma empresa) ofereceriam serviço de telefonia por internet (VoIP) para consumidores que se cadastrassem e mantivessem uma conta em seu site. Alega-se que TelexFree era, na verdade, um esquema de pirâmide, e que, entre janeiro de 2012 e março de 2014, pretendia promover fortemente seu serviço de VoIP, recrutando milhares de ‘promotores’ para que eles publicassem anúncios do produto na Internet. Cada divulgador foi obrigado a ‘comprar’ um pacote da TelexFree a um preço determinado, pelo qual seria posteriormente compensado, sob uma complexa estrutura de pagamento semanal baseado nos anúncios postados.

Alega-se que a exigência de posts de anúncios era um exercício sem sentido, no qual cada divulgador cortava e colava os mesmos em sites previamente passados pela própria TelexFree, que já estavam saturadas de anúncios feitos pelos participantes mais antigos. As vendas de VoIP representam menos de 1%, ou 100 milhões de dólares, da receita total da TelexFree nos últimos dois anos. A esmagadora maioria de sua receita (99%) vinha da entrada de novas pessoas no esquema. A TelexFree só seria capaz de pagar as compensações que havia prometido a seus promotores existentes trazendo novos divulgadores.

Atualização – A polícia diz ainda que, devido ao potencial número de vítimas ser muito grande, ela não conseguirá responder todos os casos, mas que poderá contatar alguns para mais informações, se achar necessário. Todas as pessoas cadastradas serão informadas do andamento da questão na Justiça americana e terão acesso a seus direitos. O FBI deixa ainda um contato da Procuradoria do Estado de Massachusetts, em caso de dúvidas: ‘USAMA.VictimAssistance@usdoj.gov’.

 

Telexfree: divulgadores podem ser responsabilizados criminalmente

Do Folha Diário

O Ministério Público do Acre, que está à frente das investigações sobre a Telexfree, disse esta semana que os divulgadores que recrutaram novas pessoas para fazer parte do suposto esquema de pirâmide financeira, podem ser responsabilizados criminalmente durante o processo que investiga a operação da empresa no Brasil e no exterior.

A suspeita é de que este seja o maior crime já praticado contra a economia do país, já que as investigações levam a crer que o negócio era operado como uma “pirâmide” sob o disfarce de empresa de marketing multinível, negócio que coloca em risco o sistema financeiro brasileiro.

Em Videira, a adesão foi uma das maiores operações da Ympactus no Brasil. A empresa operava com o nome Telexfree, que por sua vez, é sediada nos Estados Unidos e prometia a venda de pacotes de ligações a longa distância a preços menores e também e remuneração de seus “divulgadores” por anúncios feitos na internet, chegando aos 200% de rentabilidade.

Segundo apurou o Ministério Público, os valores contabilizados pela Telexfree com a venda dos produtos que prometia não passava de 1% do faturamento, pois a verdadeira renda tinha como procedência a entrada de novos integrantes no negócio para que ele pudesse se manter.

No Brasil, a Telexfree está impedida de fazer pagamentos e cadastros de divulgadores desde o dia 18 de junho do ano passado. A investigação da Secretaria de Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, também concluiu que a Telexfree é uma pirâmide financeira e que ela arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo com um esquema ilegal de venda fraudulenta de títulos. Na  denúncia, as autoridades norte-americanas pediram  o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros obtidos e o ressarcimento das perdas causadas aos “divulgadores”.

Suspensão das atividades
A Telexfree anunciou através de comunicado publicado em sua página na internet que suspendeu todas suas atividades de negócios, enquanto cuida de pendências com a Corte de Falências dos  Estados Unidos, agências governamentais e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira. No Brasil, a sede da empresa também estampou um comunicado na porta em que diz que as atividades estão temporariamente suspensas, apesar de vários funcionários serem vistos trabalhando dentro do estabelecimento.

Ações na justiça
Em Videira, já são dezenas as ações na Justiça com o propósito de fazer com que os consumidores que adquiriam os pacotes da Telexfree tenham seu dinheiro de volta. Algumas delas, já possuem ganho de causa por parte dos “divulgadores”, dentre elas, ações com valores acima de três dígitos. Dessa forma, advogados tem aconselhado as pessoas que se sentiram lesados pela empresa, que entrem na Justiça para buscar os valores que deixaram de receber após a empresa ter seus ativos bloqueados e ainda os recursos que foram investidos inicialmente. No último levantamento feito pelo governo dos Estados Unidos, a empresa não terá valores suficientes para pagar todos as suas dívidas caso for liquidada.

Fundador está preso

O americano James Merrill, um dos fundadores da Telexfree, foi preso no último dia 9, no Estado de Massachusetts. A Justiça americana também expediu mandado de prisão de outro fundador, o brasileiro Carlos Wanzeler, que está foragido. Se forem condenados, cada um pode pegar até 20
anos de prisão.

FBI VAI CADASTRAR VÍTIMAS DA TELEXFREE

A polícia federal americana, o Federal Bureau of Investigation (FBI), lançou nesta quinta-feira um site para cadastrar “vítimas” da TelexFree. Chamado de “Victim Assistance” (assistência às vítimas), o FBI pede a colaboração dos chamados divulgadores da empresa com o preenchimento de um questionário sobre a relação com a TelexFree. “Se você é um cliente da TelexFree e acredita que tenha sido prejudicado, você deveria preencher o questionário abaixo”, diz a página. As perguntas estão em inglês, português e outros 80 idiomas.

O cadastro é voluntário e tem o objetivo de coletar informações para a investigação federal e para a identificação da abrangência criminal do caso, principalmente saber quantas pessoas foram prejudicadas com o esquema fraudulento. Para a ação, o FBI conta com a parceria da Homeland Security Investigations, órgão federal que investiga questões relacionadas a direitos de consumidores americanos e imigrantes. 

No texto, consta a informação de que em 9 de maio, James Merrill e Carlos Wanzeler, os principais sócios da TelexFree e empresas relacionadas, foram acusados em um processo criminal federal de conspiração para cometer fraude eletrônica”. Merrill está preso e teve seu pedido de fiança negado nesta semana, assim como a esposa de Wanzeler, Kátia, pega ao tentar sair do país. Já Carlos está em Vitória, no Espírito Santo, mas teve sua prisão decretada nos EUA. 

A polícia diz ainda que, devido ao potencial número de vítimas ser muito grande, ela não conseguirá responder todos os casos, mas que poderá contatar alguns para mais informações, se achar necessário. Todas as pessoas cadastradas serão informadas do andamento da questão na Justiça americana e terão acesso a seus direitos. O FBI deixa ainda um contato da Procuradoria do Estado de Massachusetts, em caso de dúvidas: ‘USAMA.VictimAssistance@usdoj.gov’.

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Herbalife sob fogo cruzado: após FBI, procurador de NY investiga “pirâmide” da companhia

17/04/2014

Quem acompanha o blog há anos sabe que há vários indícios e fatos – acerca da natureza e dinâmica do sistema de distribuição – que fazem com que a Herbalife, na prática, seja um esquema lesivo, vulgo pirâmide com produtos. E a empresa agora está passando por uma prova de fogo: desde o ano passado, o gestor de um fundo de investimento, Bill Ackman, investe pesado em apostas contra ações da empresa e convencendo diversas autoridades a se juntar a ele para ratificar LEGALMENTE a configuração piramidal de seu sistema. Recentemente a FTC, o Departamento de Justiça e o FBI começaram a investigar as denúncias a respieto das alegações de que o sistema carregado pela Herbalife é uma pirâmide. Agora, de acordo com o site InfoMoney, o  procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, também abriu uma investigação contra a empresa pelo mesmo motivo que o FBI. Vejamos os desdobramentos dos acontecimentos.

 

 Herbalife sob fogo cruzado: após FBI, procurador de NY investiga “pirâmide” da companhia

Procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, abriu uma investigação em meio a alegações de que a companhia opera em um esquema de pirâmide, de acordo com fonte ouvidas pelo New York Post

 

SÃO PAULO – Após a FTC (Federal Trade Comission) o FBI (Federal Bureau of Investigation) e o Departamento de Justiça norte-americano passarem a investigar a Herbalife, desta vez, o procurador–geral de Nova York, Eric Schneiderman, abriu uma investigação em meio a alegações de que a companhia opera em um esquema de pirâmide, de acordo com fontes ouvidas pelo New York Post..

O jornal, citando fontes anônimas, disse que pelo menos dois informantes já prestaram depoimentos para a equipe de investigação de Schneiderman. O procurador também estaria ouvindo as reclamações de ex-distribuidores hispânicos que disseram ter sido lesados pela empresa.

A investigação da Promotoria de Nova York para a empresa de nutrição ocorre em meio a um inquérito civil e relatos de que o FBI também está observado como a Herbalife conduz seus negócios.

Na semana passada, O Financial Times divulgou que o FBI e o Departamento de Justiça norte-americano passaram a investigar a companhia. Em entrevista para o jornal, a Herbalife afirmou que não tem conhecimento de qualquer investigação por parte dos órgãos do governo e que não recebeu nenhum pedido formal nem informal solicitando alguma informação. “Nós levamos nossas obrigações de divulgação pública muito a sério. A Herbalife não pretende fazer qualquer comentário adicional sobre este assunto”, completou a companhia.

No início deste ano, a companhia já havia dito que concordava com a investigação da FTC e que via isto como uma oportunidade para corrigir possíveis erros dentro da empresa. Além disso, ela ressaltou que iria cooperar e que estava confiante de que estava de acordo com todas as leis e regulamentos.

A investigação criminal por parte do FBI aumenta os riscos para a Herbalife, que já enfrenta inquéritos civis de vários órgãos do governo e que estão olhando para a empresa com sede em Los Angeles. A companhia vende shakes nutricionais e suplementos através de milhões de distribuidores em mais de 80 países.

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Caso Telexfree: Nota de Esclarecimento MP-AC

10/01/2014

Atualizando o blog: Telexfree não aceita sequer negociar a proposta do Ministério Público, como pode ser depreendido através da nota abaixo.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor vem a público esclarecer, para que não paire mais qualquer dúvida, que, ao contrário das informações divulgadas falsamente sobre negativa de negociação de compromisso de ajustamento de conduta por parte do Ministério Público com a empresa Ympactus, na audiência em que foi tentada a conciliação, foi feita pelo Ministério Público a proposta de acordo anexa, visando à devolução em menos de 100 (cem) dias de todos os valores investidos na empresa, a qual é presentemente divulgada exclusivamente com a finalidade de deixar claro que o processo não é resolvido por vídeos ou por conversas em redes sociais, porque processo tramita conforme a legislação em vigor e, também, que acordo não é imposto, é fruto de consenso. Não é desnecessário dizer, além disso, que, obviamente, as condutas a serem ajustadas em termos de ajustamento de conduta são condutas que observam a lei e não, simples frutos da vontade unilateral de quem é réu em processo.

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Cumpre dizer que foi a empresa Ympactus, por meio do Senhor Carlos Costa, presente na audiência, que não aceitou sequer negociar a proposta de acordo apresentada pelo Ministério Público em audiência, e que o processo agora se encontra na fase de instrução probatória, sendo que, por duas vezes, como já foi divulgado na imprensa, a empresa foi multada por atrasar o andamento do processo, sem se falar, em respeito ao segredo de justiça, do conteúdo da derradeira manifestação da empresa no processo, de modo que vem gerando assim incidentes que atrasam ainda mais a conclusão do processo, que, mesmo no recesso de final de ano foi movimentado pelo Poder Judiciário e devidamente despachado pelo Ministério Público, inclusive, antes mesmo do processo cair no sistema ministerial.

Sobre a quantia atualmente indisponibilizada para permitir o ressarcimento de todos que investiram neste negócio, é importante dizer que esta encontra-se em conta bancária judicial, e que o Ministério Público não possui qualquer gestão ou acesso a essa conta.

Ainda sobre esse processo, deixa claro que agora quem dará a palavra final será o Poder Judiciário, porquanto o Ministério Público é apenas autor da ação.

Na mesma oportunidade, em face das notícias de fato que chegaram ao Ministério Público trazidas por pessoas que investiram em pirâmides financeiras por meio de sites estrangeiros e do não recebimento de qualquer quantia prometida, especialmente por meio de site chinês, que não tem relação com a Ympactus, é bom que se esclareça, devem os investidores ter ciência de que inexiste norma sobre o ciberespaço, e que há apenas alguns julgados permitindo que o processo tramite pela justiça brasileira, sem prejuízo dos investidores buscarem a justiça estrangeira, no caso, a chinesa, com todos as dificuldades que isso representa. Essas questões legais devem servir para alertar a todos dos riscos que correm.

Alessandra Garcia Marques

Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor

Ministério Público do Estado do Acre

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