Discussão – AFTB

2009 agosto 4

Nos últimos meses várias pessoas vieram até nosso blog pedindo opiniões sobre uma empresa de MMN chamada AFTB. Bem, nossa postura em relação ao MMN sempre foi combativa, mas a proposta da AFTB trata da realização do sonho de todo mundo, que é a aquisição da casa própria. Como não tinhamos muitas informações sobre a empresa, e poucos depoimentos de participantes, acabamos por não escrever nada sobre a AFTB. Durante esse tempo várias pessoas participaram de reuniões da AFTB, e muitas entraram no negócio, e várias dessas pessoas deixaram comentários espalhados pelo blog expressando suas opiniões, sensações e experiências com a AFTB, em geral com comentários bem estruturados e informativos, portanto pra compensar a falta de um artigo próprio sobre a AFTB, resolvemos compilar nesse artigo os comentários deixados no blog sobre a empresa, comentários positivos assim como negativos, alguns meramente opinativos, outros de pessoas que participam do negócio. Dada a natureza do negócio conduzido pela AFTB – moradia é um negócio muito sério – pretendemos escrever algo mais contundente sobre a empresa num futuro próximo, no momento estamos trabalhando seriamente na redação de nosso primeiro livro sobre MMN, mas agradecemos a todos os leitores que comentaram sobre o assunto e sugerimos que os leitores utilizem os campos de comentários para que essa discussão seja alongada, e esperamos que o leitor pensando em entrar na AFTB consiga obter informações úteis nesse artigo.

O primeiro comentário sobre a AFTB nesse blog surgiu em 16/03/2009, feito pela leitora Marcia:

gostaria de saber se a empresa AFTBrasil realmente é “séria”, http://www.aftbrasil.com.br/ Sistema de Carta de Crédito para aquisição de casa própria. me parece muito bom, note que eu não sou de mmn, mas me interessei muito em participar da AFTB com o único objetivo de ter minha casa. A empresa disponibiliza em seu site toda a documentação para pesquisa, já fiz isso e não achei nada que comprometa a imagem da empresa, porém, pelo que li neste blog fiquei com um pé atrás…participei de 2 reuniões presenciais e são realmente muito apelativos. Bom, se puderem me ajudar ficarei muito grata.

Depois disso vários leitores comentaram sobre a AFTB, a seguir os comentários mais relevantes, mas alguns desses comentários foram editados para manter uma boa síntese de informações, e você pode conferir o comentário original clicando em cima do nome do autor.

Comentário de Vinicius, em 03/04/09

Mas surgiu agora uma outra empresa a AFTB e queria saber a opnião de voce sobre ela. Eu posso estar enganado mas não consegui descobrir como eles vão dar o dito imovel.

Fazendo um calculo matematico simples. Associado paga 1 milesimo do valor do bem financiado. Então vamos lá valor 30 mil reais tempo 30 anos (360 meses) mensalidade 30 reais, temos, 360×30= 10.800,00 reais ao final de 30 anos. matematica de aluno de 1ª serie como vou adquirir algo de 30.000,00 pagando só 10.800,00 ?

Ai vem o plano de compensação de divulgação e reportagem na TV o que piora algumas coisas, se desses 30 reais ainda vão tirar um valor pra pagar bonus a outra pessoa quer dizer entao que se eu nao convidar ninguem vou comprar um imovel de 30 mil pagando só 10 mil?

Comentário de Renata (autora do blog), em 03/04/09

andei vasculhando o site http://www.aftbrasil.com.br/ a pedido de uma leitora e realmente estranhei a proposta por dois motivos.

1) uma OSCIP não tem fins lucrativos e nem deveria (a menos que haja previsão expressa em estatuto) remunerar os dirigentes. Agora estão implementando um tipo de remuneração através de mmn. Não sou fã de mmn e nem acho que uma OSCIP deveria prever renda mediante recrutamento, isto vai de encontro aos fins sociais que prega.

2) A proposta (“eliminar o déficit habitacional em 20 anos”) é bem típica de mmn (grandiosa e eloquente). Se temos uma OSCIP que vai resolver o problema habitacional, podemos avisar ao governo que não precisa mais preocupar-se com nada nesta área

Outra – como eliminar o déficit habitacional em 20 anos, se o prazo concedido ao adquirente é de 30 anos.

Não tive tempo para aprofundar no estudo, mas achei a proposta meio….estranha (para dizer o mínimo).

Comentário de Fernando (autor do blog), em 03/04/09

Bem, eu também abri o site e já notei algumas coisas não muito “agradáveis”:

1ª) A óbvia, gerar renda extra através de programa habitacional;

2ª) distribuição de bonificações financeiras dentro de 8 níveis de relacionamento, de acordo com a qualificação do associado, o que é uma das características de sistemas piramidais (acima de 5 níveis, na média, vc pode considerar esse um dos pontos de um sistema piramidal)

3ª) Ligado ao item anterior, no site há uma explicação muito vaga de como atinger os níveis superiores de ganho, sem muitas informações e explicações sobre o plano de marketing (o máximo que eles fazem dizer é: recrute x que seu bônus será y)

4ª) O governo acabou de lançar o programa “Minha Casa, Minha Vida”, um pacote de estímulo a cadeia produtiva da construção civil (e por consequência ao crescimento econômico, ao PIB e ao crediário), em meio à crise mundial, que prevê uma utilização total de capital na casa de R$ 34 bilhões, sendo R$ 16 bilhões destinados à redução do déficit habitacional da população com renda familiar de zero a três salários mínimos. Os recursos virão do governo federal, FGTS e BNDES. 37% do total das construções ficarão na região Sudeste; 34% no Nordeste; 12% na região Sul; 10% na região Norte e 7% no Centro-Oeste.

Ou seja, o governo lança um programa BILIONÁRIO de estímulo à demanda efetiva na construção civil, com a meta de 1 milhão de casas, visando causar impactos de crescimento positivos em meio à crise mundial no setor que gera mais empregos e impactos sobre a economia, pois está na sua base. Um programa que visa REDUZIR o déficit habitacional, não solucioná-lo por completo. E quem tem mais poder de fogo nesse caso da habitação? O Estado um uma empresa privada que utiliza o MMN e que afirma que ACABARÁ com o problema habitacional no país?

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http://www.senado.gov.br/lidpt/Habitacao_25MAR.pdf [arquivo PDF]

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Quanto esse lance de 1 milésimo, tá muito mal explicado: isso só poderia ocorrer se houvesse outra fonte de financiamento EXTERNA ao plano, ou o reajuste das parcelas, ao longo do tempo, fosse suficiente para cobrir o valor do principal mais o pagamento dos bônus. Pode ser que os níveis mais elevados do plano de marketing sejam financiados através da base de associados que não ganha nenhum bônus. Enfim, muito obscuro, e muito suspeito esse plano. Seria necessário maiores informações para esclarecê-lo.

Comentário de Edmilson em resposta ao comentário anterior de Vinicius, em 16/04/09

Boa tarde Vinicius.

Primeiramente quero deixar bem claro que não estou querendo passar atestado de idoneidade de ninguém,pois estou querendo me associar a AFTB e a mais de 15 dias que venho passando horas no computador fazendo pesquisa de denuncia, suspeita e fraude e até o momento não cheguei a uma conclusão, mas confesso que estou inseguro… no meio de tantas fraudes. Só quero esclarecer que vc fez o calculo errado. Esses R$ 30.00 que vc irá pagar como citou no exemplo acima é apenas em quanto vc não recebe a carta de crédito .. a partir do momento que vc receber vc irá pagar o financiamento mais os R$ 30,00 junto a prestação até o final do financiamento. Peço que se vc ou alguém souber de algo mais concreto me avise por favor.

Outro comentário de Vinicius, em 30/04/09

Eu continuo achando muito estranho esse financiamento pela AFTB. Enviei um e-mail para CVM e Ministerio Publico. A CVM me respondeu que esta investigando a empresa que assim que tiver uma conclusão responderá.

Comentário de Paulo Berft, em 13/05/09

Fiz a seguinte Análise da AFTB:

Ao analisar esta proposta, verifiquei que já são em torno 10.000 associados ou mais, resolvi fazer uma continha, vamos calcular uma média de créditos de R$ 50.000 (por baixo) para cada um destes associado daqui a 2 anos e 6 meses. (30 meses)

R$ 50.000 x10000 membros= R$ 500.000.000 (necessário para a AFTB cumprir com seus compromissos)

10000 membros x R$ 50,00 (contribuição mensal) = R$ 500.000 x 30 meses = R$ 15.000.000

Faltam R$ 485.000.000 / R$ 50,00 (contribuição mensal) = 9.700.000 Associados

9.700.000 membros / 30 meses = 323.333.333

Resumindo para a AFTP poder conceder o crédito para 10000 associados em 2a6m (30 meses), deverá ter um média mensal de membros entrando no negócio de 323.333 pessoas.

Pode ser que eu tenha errado a conta salvo melhor juízo, agradeço as correções.

Comentário de Neusa Maria de Oliveira, em 26/05/09

Sou associada da AFTB há um ano e meio, e fui contemplada com o crédito imobiliário após 11 meses, por mérito. Dou razão as pessoas que questionam e procuram saber a respeito da idoneidade da mesma. Mas, posso garantir que durante esse período que estou na AFTB não encontrei nada, por mais que procurasse que fosse contra os princípios que regem uma OSCIP.

A AFTB tem hoje por volta de 14.000 associados e as verbas disponibilizadas até agora estão vindo das contribuições associativas e doações de empresas privadas, mas, estamos trabalhando muito para chegar aos 50.000, número esse que irá garantir, por lei, verba do governo federal.

Me coloco a disposição para quaisquer outras informações a respeito.

Comentário de Leon, em 24/06/09

Sobre a AFTB. O que se sabem realmente? Pelo periodo de sua fundação já deveria ter muitas pessoas com suas cartas de crédito, vocês não acham? Pesquisando encontrei muita coisa a favor e matematicamente é possivel sim fazer este tipo de financiamento, já que apois receber a carta de crédito o associado continua a pagar a sua contribuição, agora junto com a parcela do financiamento. Desta forma, a AFTB não terá só uma contribição por um curto periodo de tempo, mais sim por até 30 anos. Uma das coisa que sempre me chamou a atenção nos MMN é que tudo tem de ser feito muito rápido. Vc tem que recrutar muito rápido, para recuperar rapidamente o que investiu, por que se não o barco afunda e vc vai junto. Já na AFTB é estranho pois como eu escrevi acima, apos vc receber a carta de crédito vc continua pagando a sua contribuição imbutida na parcela do finaciamento. E como a casa fica alienada a AFTB se o associado não pagar o finaciamento ele perde a casa. Não sou associado a AFTB, e nem estou aqui a defendendo ou querendo acusa-la de nada, quero chegar a verdade ou a algum ponto negativo que me mostre o que está por traz deste sistema.

Comentário de Ezi, em 16/07/09

Estou analisando a proposta da AFTB e também acho muito estranho. As minhas dúvidas se resumem ao seguinte ponto:

a) as contribuições associativas nos primeiros 3 anos são insuficientes para suprir a demanda;

b) O site informou que uma outra fonte de recursos seria doação de empresas. Mas sobreviver de doação é mendicância. É muito pouco para quem se propõe a resolver os problemas de crédito no Brasil;

c) num dos sites de divulgação informava que já foram distribuídos mais de 2 milhões em cartas de crédito. Muito pouco, equivale apenas a 4 cartas de crédito de 500 mil reais.

d)Um finaciamento de 100 mil reais pela Caixa Econômica Federal em 30 anos resultará num pagamento em torno de 900 reais (apenas estimativa, quem quiser conferir entre no simulador de crédito da Caixa). Se a Caixa Econômica, um banco público, não consegue reduzir as prestações, como a AFTB iria conseguir…

5) A participação do Governo Federal na ONG não está clara.

Comentário de Daniel Fernandes, em 21/07/09

Olá pessoal, acabei de me filiar a AFTB. Com uma proposta de financiamento de R$ 50.000,00.

O que a AFTB me propõe é que eu receberei a carta de crédito dentro de 6 a 30 meses, de acordo com o mérito de recebimento.

Como funciona? Eu pago mensalmente 1 milésimo do valor total do financiamento como forma de contribuição associativa. Isso significa que pago R$ 50,00 por mês como contribuição para a AFTB.

De acordo com o meu mérito, receberei a carta de crédito em no máximo 30 meses, após o recebimento da carta de crédito e após 30 dias de está morando na nova casa é que eu começarei a pagar o financiamento.

Supomos que eu escolha pagar em 360 meses (30 anos), pagarei mensalmente 138,88 + a contribuição associativa de R$ 50,00 totalizando 188,88 por mês.

Ae me veio a pergunta, de onde a AFTB tira seus recursos? Bem consultando o FAQ da associação me deparei com isso:

“São provenientes de contribuições associativas, convênios com entidades públicas e privadas, doações de pessoas físicas e jurídicas, patrocínios, sendo que a associação será encarregada de operacionalizar ações para potencializar a drenagem de recursos direcionados ao SAC, seja por meio da divulgação do programa, seja por meio de trabalho em campo, objetivando angariar fundos para operacionalização do sistema. “

Isso significa que eles escolheram um sistema de MMN para geração de renda extra para os integrantes do sistema e assim forma maior de angariar pessoas ao sistema.

Há ainda atividades que geram pontuação para o sistema de mérito, como por exemplo fazer palestras, conseguir empresas que contribuam com a AFTB e até servir cafézinho nos eventos.

Pelas minhas pesquisas não encontrei ninguem reclamando desta empresa que ela tenha enganado a alguem, ou que não tenha entregado a carta de crédito.

Vi também que pagamentos irregulares atrasarão o recebimento da carta de crédito, e o critério utilizado para contemplação da carta de crédito é tempo de pagamento, mesmo que você tenha trazido 1 milhão de pessoas para o sistema, se alquem acabou de fazer 30 meses de contribuição, ele recebe a carta primeiro que você. Gostei disso, pois acaba com a idéia de piramide de cadastros.

OBS: Não há incidência de juros, mas a gente tem que contar a contribuição associativa. Por exemplo: 360 parcelas de 188,88 dará algo como 68.000 reais. Isso significa que 18.000 reais do meu financiamento irá para a AFTB. Lembrando que há ainda correção anual pelo IGPM.

Ainda vale a pena, eu pagaria mais de duas casas se fosse financiar pela Caixa Econômica, espero que a AFTB continue por muito tempo e que seja um negócio Sério.

Outro comentário de Daniel Fernandes, em 30/07/09

Bem, Esse pessoal que fala que a AFTB só atende a pessoas carentes ou determindada classe social, normalmente baixa e de pouco estudo, está redondamente enganado.

Sou universitário, Estudei o suficiente e conheço até mesmo juízes que desenvolvem a AFTB, eu particulamente não desenvolvo, apenas pago e pagarei as minhas parcelas em dia.

Se fizermos calculos simples, de 30 meses de R$ 50,00 nós teremos um pagamento de 1.500,00.

A AFTB é uma associação que até o momento tem se mostrado séria e que tem entregado as cartas de crédito para aqueles que estão pagando em dia., não encontrei nada contra a ONG, apenas calculos de 1° série mostrando que o negócio é impossivel de exisitir.

Eu acredito na seguinte frase: “Crer para Ver e não ver para crer”, todo negócio funciona assim, analizamos os fatos, os riscos e fazemos ou não algo a respeito.

Acredito que o negócio não está prosperando pois as pessoas acabam encontrando comentários como o dos colegas acima e desistindo de continuar pagando as parcelas, perdendo assim dois ou três meses de filiação já pagas, fora pessoas que atrasam apenas uma parcela, o que já é suficiente para atrasar em 6 meses o recebimento da carta de crédito.

Fora que segundo a Própria AFTB em seu contrato, informa que o atraso de uma parcela acarretará no atraso do recebimento da carta de crédito.

Sei que 1.500,00 de contribuição associativa para algo que pode não se tornar realidade é um preço muito alto para a maioria da população, mas até agora eu não vi nada que condenasse a associação, ou alguma queixa de algum associado, e o bom que não foi só eu… nem vocês conseguiram encontrar alguma irregularidade.

Que eu saiba o princípio é “Inocente, até que se prove ao contrário” E não culpado!

Aos integrantes da AFTB que vieram parar aqui pelo google, analizem os riscos e não se guiem por opiniões escritas por qualquer um, inclusive por mim. :D

Comentário de Luiz Felipe em resposta aos comentários de Daniel Fernandes, em 01/08/09

Sr. Daniel Fernandes

Não vim aqui para denegrir a imagem de ninguém e sim esclarecer o que não é esclarecido pela AFTB. Quando queremos acreditar em alguma coisa, pricipalmente em defesa de nossos interesses, temos uma capacidade absurda em concordar com exageros ou mesmo desconsiderar FATOS… Não faço análises apaixonadas e sim análise linear, algébrica.

O que a AFTB se propõe é absurdamente inviável e improvável financeiramente para uma empresa privada e seus associados devem saber disso. Esperar mágicas em números ou o maná cair do céu é uma hipótese um tanto quanto infantil. Da mesma maneira é infantil achar que instituições privadas e/ou recursos governamentais vão garantir o deficit de mais de 450 milhões de reais de uma associação, por mais justo que seja seu objetivo.

Se o Governo tem esse dinheiro pra gastar, emprega em ações do próprio Governo, como foi agora o aporte de recursos desse mesmo valor no Bolsa Família. Dizer que a AFTB conseguirá recursos de 450 milhões em 30 meses junto a iniciativa privada beira o ridículo. Captações de recursos privados não passariam de 2, 3 milhões de reais por ano. Só pra se ter idéia, a campanha da Globo junto a Unesco chamado Criança Esperança, que é a maior movimentação privada junto a determinado tema, arrecadou em 20 anos de operação R$210 milhões, ajudando a mais de 3 milhões de crianças. Isso é “apenas” metade do volume do defict atual da AFTB teórico, para servir a “apenas” 10 mil associados daqui a 30 meses.

Nada contra a AFTB. Eu particularmente só acho que deveriam ser um pouco mais esclarecedores com seus associados, indicando o risco do negócio, os detalhes quanto a possibilidade de não conseguirem o crédito após 30 meses bem como retirar de algumas publicidades a indicação falsa de que teriam o “Apoio do Governo Federal”.

Ser uma OSCIP não é ter apoio do governo federal em suas ações. Significa que vc cumpriu com determinados requisitos para que sua própria associação seja considerada uma Oscip, como não ter fins lucrativos, apesar dos diretores da AFTB terem seus salários garantidos pelas contribuições mensais dos sócios. Da mesma maneira, se vc cumprir determinados critérios, poderá também ter sua Associação, sua Oscip, sua ONG.

Daniel, pelas suas palavras, vi que vc está plenamente ciente do risco e está jogando com as possibilidades. Está corretíssimo em suas ações o que não posso dizer da maioria que não está se associando a fundo perdido como vc. Existem pessoas que R$50 por mês é muito dinheiro. Vc está disposto a perder por essa crença, muitas pessoas não.

Eu não estou duvidando das “boas” intenções dessa Associação(e seria maravilhoso que conseguisse seu objetivo) e sim de suas ações e omissões. O dia que ela dizer, temos 1 bilhão de reais em caixa para garantir o giro de nossas atividades (que é o mínimo necessário para suprir a atual demanda pelos 15 mil associados que diz ter), eu retiro absolutamente tudo o que eu disse e peço sinceras desculpas a você e a todos os seus associados.

Enquanto isso, deixo aqui meu parecer como uma pessoa de 37 anos, formado em Administração de Empresas, Direito e sócio administrador de outras três empresas.

Esses foram os comentários mais relevantes encontrados sobre a AFTB em nosso blog, repare que por estarem em ordem cronológica muitas dúvidas levantadas nos primeiros comentários foram respondidas em comentários posteriores. O campo de comentários está aberto para mais pessoas expressarem suas opiniões sobre o negócio da AFTB.

Um olhar psicanalítico acerca de grupos de distribuidores das empresas de marketing de rede e de fiéis de várias instituições religiosas

2009 outubro 16

Esse texto visa trazer à tona, sob a perspectiva  psicanalítica freudiana, um pouco da descrição de Gustave Le Bon e William McDougall acerca da mente grupal, acerca de como o comportamento individual muda quando as pessoas pertencem a um grupo e como dentro desse grupo elas executam comportamentos que não manifestariam sozinhas.

Gustave Le Bon (07/05/1841 a 13/12/1931) foi um psicólogo social, sociólogo e físico amador francês. Foi o autor de várias obras nas quais expôs teorias de características nacionais, superioridade racial, comportamento de manada e psicologia das massas. Le Bon tratou, em grande medida, de descrever o “comportamento”, a “mentalidade” e os “sentimentos” das “camadas populares” em situação de “agregação”, seja por motivação política, seja por crença religiosa. Mas o termo tem outras conotações: pode ser a expressão do “povo” em geral, ou seja, em estado de dispersão, e nesse caso é usado principalmente para designar o conjunto da nação, ou ainda um grupo qualquer (mesmo quando composto por elites políticas e intelectuais), desde que reunido fisicamente num mesmo espaço, com qualquer tipo de propósito conjunto. Essa proposição e os argumentos de Le Bon para justificá-la, serviu de parâmetro para o estudo sobre Psicologia de Grupo publicado por Sigmund Freud em 1921.

William McDougall nasceu a 22 de junho de 1871 em Chadderton, Lancashire. Formou-se em medicina na Universidade de Londres, e em 1899 integrou a expedição de um grupo de antropólogos e biólogos de Cambridge ao estreito de Torres, entre a Austrália e a Nova Guiné, onde aplicou testes psicológicos nos nativos. Sua obra An Introduction to Social Psychology (1908; Introdução à psicologia social) contribuiu em muito para ativar o interesse pelos fundamentos do comportamento social. Em Physiological Psychology (1905; Psicologia fisiológica) e Psychology, the Study of Behaviour (1912; Psicologia, o estudo do comportamento), prestigiou o enfoque biológico.

Publicou Body and Mind – A History and Defense of Animism (1911; Corpo e mente – história e defesa do animismo), que teve forte reação. Lecionou, a partir de 1920, na Universidade de Harvard, Estados Unidos, e em 1927 transferiu-se para a Universidade Duke, em Durham. McDougall morreu em Durham, Carolina do Norte, em 28 de novembro de 1938.

Nesse artigo, as principais ideias desses dois estudiosos do comportamento humano serão utilizadas para iluminar um pouco mais o comportamento de distribuidores de marketing de rede  e fiéis de várias instituições religiosas, uma vez inseridos em seus respectivos grupos.

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Le Bon e os diferentes indivíduos no grupo

Na descrição de Le Bon por Freud, os indivíduos, ao serem transformados em um grupo, colocam-se na posse de uma espécie de mente coletiva que os faz sentir, pensar e agir de modo diferente do qual cada um faria se estivesse em isolamento. Há certas idéias e sentimentos que surgem ou se transformam em atos, mas que só se manifestam quando os indivíduos estão dentro de um grupo. O grupo psicológico é um ser provisório, formado por elementos heterogêneos que por um momento se combinam e formam um novo ser que apresenta características diferentes daquelas possuídas isoladamente.

A superestrutura mental, cujo desenvolvimento nos indivíduos apresenta diferenças, é removida, e as funções inconscientes, que são semelhantes em todos, ficam expostas. Indivíduos de um grupo apresentariam características que não possuíam anteriormente.

Diga-se de passagem que, para Freud, não é necessário dar tanta importância às novas características. Seria o bastante esclarecer que, num grupo, o indivíduo é colocado sob condições que lhe permitem arrojar de si as repressões de seus impulsos instintuais inconscientes. As características aparentemente novas são na realidade manifestações desse inconsciente, no qual tudo o que é mau na mente humana está contido como uma predisposição.

Ora, se eu tenho consciência de que o que o grupo faz é expor aquilo que estava reprimido, e que portanto não se trata de algo novo no indivíduo e sim manifestações de seu inconsciente, não podemos responsabilizar somente a liderança de um grupo pelo comportamento dos demais. Ou seja, está naquele grupo quem se identificou com ele, e não somente pessoas ingênuas que foram enganadas por qualquer tipo de fraude. Isto tem que ser dito.

Como exemplo do poder de um grupo para libertar instintos inconscientes e para moldar o comportamento de um sujeito, podemos tomar como exemplo a excitação coletiva vislumbrada através da catarse (o purgar, o “vômito” das emoções reprimidas) de uma vítima supostamente possuída por um demônio, que pelo trabalho do pastor é expulso daquele corpo numa suposta obra de Deus. Mas que fique bem claro aqui: não podemos dizer que, algumas vezes, não ocorram alguns eventos que até possam ser considerados de libertação emocional e espiritual em alguns indivíduos, em determinadas circunstâncias. Contudo, devemos ficar atentos para as libertações em “escala industrial”, ligada à “Teologia da Prosperidade”, e da utilização deliberada, por parte de diversos líderes religiosos e de líderes do marketing de rede, de técnicas de manipulação auxiliadas pelo conhecimento de determinados comportamentos de indivíduos em grupo.

Em empresas de marketing multinível, como por exemplo Herbalife, Forever, Amway, Mary Kay etc, geralmente a suposta libertação ocorre no jugo da liberdade financeira, da independência financeira. Por exemplo, os distribuidores que estão à frente de um evento e aqueles distribuidores que pertencem a uma escala hierárquica inferior do plano de marketing de uma dessas empresas estão preparados, imbuídos, treinados para bater palmas de forma coletiva, para abordarem um potencial prospecto e utilizar as técnicas aprendidas nos eventos da empresa, de forma ordenada e planejada com antecedência, a fim de convencer o potencial prospecto de que uma vez seguido tim-tim por tim-tim o roteiro elaborado pela empresa e distribuidores top, fatalmente o incauto se transformará em um vencedor, da estirpe de Tim Sales, Oleg Deripaska ou Warren Buffett  (mesmo que os recrutas que utilizam essas técnicas não saibam muito bem como aquilo tudo funciona).

Todavia, lembrando novamente, não foi somente o grupo e os líderes que modificaram os indivíduos que lá estiveram. O grupo serviu como um veículo que permitiu que suas repressões fossem colocadas de lado e seus impulsos instintuais inconscientes viessem a dominá-lo. Freud diz que não existem características novas no sujeito, e sim que sua predisposição em agir daquela forma encontrou lugar para se expressar. O grupo não aceita muitas críticas externas porque ele QUER estar lá.

Não que dentro desses grupos não existam aqueles que estejam de boa fé, mas fatalmente é uma ínfima minoria. Quando começam a ouvir os benefícios de se estar naquele grupo se tornam cegas, pois também são assim na essência! Então, desse ponto de vista, não há nada de novo surgindo nelas causado pelo efeito das reuniões, elas querem aquilo. E as técnicas de persuasão e manipulação mental potencializam a ligação que essas pessoas terão a partir dali com aquele grupo.

Para Le Bon sendo analisado por Freud,  nos grupos ocorre um fenômeno que é denominado contágio. Num grupo, sentimentos e atos são contagiosos a ponto do indivíduo sacrificar seu interesse pessoal pelo grupo (comandado, é claro, pelos sempre atuantes e presentes líderes e ou pastores, que sabem muito bem o que estão fazendo). O contágio é uma manifestação, um efeito da sugestionabilidade. No grupo, sob a influência de uma sugestão, o sujeito empreenderá a realização de certos atos com irresistível impetuosidade fortalecida pela reciprocidade no grupo. Um grupo é impulsivo, mutável e irritável, levado quase exclusivamente por seu inconsciente. A dificuldade de julgamento dentro dele é grande. Não tolera demora entre seu desejo e a realização do que deseja. É crédulo e aberto a influências. Os sentimentos são simples e exagerados, só conhece a CERTEZA.

Quer dizer, o indivíduo sacrificar seu interesse pessoal aqui pode significar a necessidade do dinheiro que precisa naquele momento, daí compra produtos ou entrega o dinheiro à igreja (sem fé, mas esperando retorno). O sacrifício pelo grupo faz referência ao que aquele grupo pode lhe proporcionar, as vantagens, os privilégios, a afeição dos membros e do próprio líder. Ocorreu a sugestão, quer dizer, para ter “isso” você precisa abdicar “daquilo” (papel do líder, reforçado pela atitude de outros membros). O sujeito só vai ter esse comportamento em grupo, só será sugestionável se isso já fizer parte dele, pelo menos naquela fase, naquele momento da vida, ou faz parte de sua personalidade como um todo. Existem também aqueles que vão pela fé. Mas não é o caso da massacrante maioria. E isso acontece por que vê um e outro fazendo e que receberam excelentes resultados. E desejam aquilo que o outro tem. Deseja ser como aquele grupo. Não importa o que digam a respeito dele, ele se identifica com o grupo!

Observem que grupos pertencentes a determinadas instituições religiosas e a essas empresas não permanecem com os mesmos indivíduos por muito tempo. Ao contrário, estão sempre recrutando mais e mais. Existe uma alta rotação na sua base. Por que esses indivíduos, quando se dão conta que seus desejos não estão sendo satisfeitos e que estão ficando no “prejuízo”, pulam fora. Não perseveram.

No caso de empresas de MMN, um exemplo clássico de sacrifício pelo grupo são as coreografias com as mãos e as dancinhas que as pessoas executam, tendo por finalidade o auxílio à mentalidade vencedora. Ou então a força, o incentivo que o grupo fornece para aquela pessoa que está reticente em convidar uma pessoa querida. Com a “força” do grupo, a pessoa executa aquilo que é “soprado” por este, em nome do “projeto pessoal” e da família maravilhosa à qual o convidado do recruta reticente poderá pertencer (claro, o incentivo e a “força” são colocadas à disposição desde que os novos recrutas continuem comprando e fazendo parte do bolo de comissões e bônus dos uplines designados nos planos de marketing particulares). Se o recruta consciencioso não fizer aquilo que está sendo indicado por seus líderes, poderá ser rechaçado de forma grosseira (como exemplo “largue mão dessa visão de perdedor”, ou “o caminho para o sucesso é esse”) ou então ser deixado sutilmente de lado. No caso de uma instituição religiosa, a entrega de uma contribuição mensal COMPULSÓRIA para a “Igreja”, para além do dízimo, é o exemplo mais claro de sacrifício do interesse pessoal pelo grupo. “Todo mundo faz, é dom de Deus, então por qual motivo não farei?”.

Em outras palavras, no caso dessa contribuição mensal compulsória, várias igrejas utilizam textos bíblicos fora de contexto para usar como pretexto para outros objetivos. E como quase ninguém lê ou leu a Bíblia acredita no que está sendo dito. O dízimo é entregue à Igreja pelos fiéis pelo fato de que muitos destes esperam receber de Deus algo em troca (material mesmo, e são muitas vezes alertados que quem não dá o dízimo está roubando de Deus). Agora os sacrifícios, as contribuições mensais compulsórias, são as ofertas que são pedidas além do dízimo, como algumas coisas que são vendidas nos cultos. “Compre a corneta da fé para purificar sua casa, custa só 10 pratas”. Algo que o próprio Cristo, para o leitor segue os textos bíblicos e dele tem conhecimento, destruiu no seu embate com os comerciantes na porta do Templo.

Um grupo só pode ser excitado por estímulos excessivos. Para produzir efeito sobre ele não é necessário ter lógica nos argumentos, mas deve-se pintar em cores fortes, exagerar e repetir a mesma coisa diversas vezes. Por isso há a necessidade da existência de um sistema de acompanhamento levado a cabo com mão de ferro nesse tipo de organização, com o objetivo de manter o domínio: no caso de várias empresas de MMN, eventos semanais de treinamento de potencial humano, ou então de encontros menores para recrutamento. No caso de várias instituições religiosas, vários encontros semanais para manutenção do domínio,  o que nem sempre tem a ver com adoração pura e simples e louvor à figura de Deus.

Hitler, por exemplo, soube usar bem desse expediente. A economia da Alemanha, suas instituições políticas e seu povo, naquele momento, passavam por um período de grande crise. Seu povo sentia realmente necessidade de ter seu moral elevado. Os judeus, que nem tinham suas origens lá, eram bem mais prósperos. E passaram a ser vistos como intrusos e odiados por serem de outra raça. Ele lançou mão do anti-semitismo para justificar a calamidade de seu povo. E conseguiu convencê-lo por um bom período de tempo. O mesmo tipo de raciocínio vale para as empresas de marketing de rede, seus recrutas, e para muitas instituições religiosas e seus fiéis. Líderes desse tipo de empresa tentam pintar de negro o que gostam de chamar de economia do “mercado tradicional”, decadente e injusta, pra logo em seguida falar das maravilhas do MMN, em como esse sistema seria melhor do que o que chamam de “mercado tradicional” (como se o mercado do MMN não precisasse do excomungado mercado tradicional para sobreviver, como se o MMN não fosse injusto também, como se ambos não pertencessem a uma lógica capitalista mais geral e complexa).

Não estando em dúvida quanto ao que é verdade ou erro, pois tem consciência de sua força, um grupo pode ser tão intolerante quanto obediente à autoridade. Respeita a força e só ligeiramente pode ser influenciado pela bondade, que considera um sinal de fraqueza. Exige de seus heróis força e até violência. Quer ser dirigido, oprimido e temer seus senhores. É conservador, tem aversão por inovações e progressos, e respeito ilimitado pela tradição.

Para uma empresa de MMN essa descrição se encaixa perfeitamente: o mote principal é seguir de cabo a rabo o plano de marketing que supostamente faz sucesso há tempos. Nada de mudar aquilo que TEORICAMENTE já dá certo. Num evento de uma empresa desse tipo, geralmente a apresentação o plano de marketing é seguida de “depoimentos” ou “testemunhos”, e logo em seguida usualmente segue-se o “sermão amedrontador”. Pessoas da audiência virão ao palco relatar as suas histórias. “Eu estava reprimido no meu emprego, agora tenho liberdade financeira”. “Eu tinha artrite e ela se foi!”. “Eu estava desempregado e agora ganho $ nessa maravilhosa empresa!”. Essa é uma demonstração da utilização da falácia da evidência anedótica, uma manipulação psicológica que funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas através de um produto supostamente milagroso, ou de uma mudança de vida fantástica, a pessoa comum na audiência com um problema menor está certa de que ela pode ser curada ou que ganhará muito dinheiro. Em decorrência disso, a sala fica carregada de medo, culpa e intensa expectativa e excitação.

O grupo para não se sentir responsável pelos seus atos sente mesmo essa necessidade de ter alguém no controle; se a maioria não está satisfeita, troca-se o líder, mas isso não é o mais comum. Existe sempre o respeito à autoridade que quanto mais força e violência manifesta (que seja verbal), mais força passa para o grupo. Isso por que os líderes representam figuras parentais. Imaginem crianças que querem estar sob a proteção dos pais, e que para isso se sacrificam, pois não querem perder a afeição do mesmo e nem serem punidas. Mudanças não são bem vindas, pois estão exatamente onde gostariam de estar, na situação que desejam estar!

Quando o indivíduo se reúne no grupo suas inibições individuais caem e todos instintos cruéis, brutais e destrutivos adormecidos, despertam para encontrar gratificação livre. Soma-se a isso o fato de que as ideias mais contraditórias podem existir lado a lado e tolerar-se mutuamente sem conflito. Isso se chama vida mental inconsciente.

Freud analisando Le Bon nos indica que os grupos estão sujeitos aos poderes mágicos das palavras. A razão e os argumentos são incapazes de combater certas palavras e fórmulas (revestidas de técnicas como comandos embutidos hipnóticos, mensagens subliminares e PNL). Os grupos, para Le Bon, nunca ansiaram pela verdade. Exigem ilusões e não podem viver sem elas. Constantemente dão ao que é irreal precedência sobre o real; são quase tão intensamente influenciados pelo que é falso quanto pelo que é verdadeiro. Possuem tendência evidente a não distinguir entre as duas coisas. Essa descrição cai como uma luva de pelica sobre o comportamento de distribuidores de marketing de rede, que na sua maioria são movidos por uma fé cega na verdade que teria sido “revelada” em algum evento ou numa conversa com alguém muito habilidoso na utilização de técnicas de persuasão e manipulação mental. A necessidade de acreditar faz com que os recrutas ignorem flashes de luz advindos de argumentos consistentes e racionais. A mesma coisa para as instituições religiosas e seus “modos” visando aumentar o tamanho do rebanho.

Portanto, frisando: não são apenas as técnicas de persuasão e manipulação mental que provocam a entrada de um indivíduo em um grupo. Um sujeito qualquer passa a fazer parte de um grupo porque ele gostou daquilo que viu, ouviu,  sentiu. Ele deseja estar lá, naquele lugar, naquele momento de sua vida. Com a força do grupo e das técnicas de persuasão ele passa a manifestar aquilo que estava reprimido no seu inconsciente (louvar a tal “independência financeira”, expor sua ganância, seu orgulho etc).

Freud analisando Le Bon diz que um grupo é como um rebanho obediente que se submete instintivamente a qualquer um que se indique chefe. Embora isso ocorra, o líder para ser líder deve se ajustar ao grupo em suas qualidades pessoais. Primeiro, deve ser fascinado por uma intensa fé (numa ideia) a fim de despertar a fé do grupo. Tem de possuir vontade forte e imponente que o grupo, que não tem vontade própria, possa dele aceitar. Fazem-se notados pelas ideias que acreditam.

Tanto nas muitas instituições religiosas como nos grupos de distribuidores multinível, esse ajustamento do líder ao grupo e do grupo ao líder pode ser percebido através da construção da figura do grande líder: uma autoridade moldada, para quem acredita e se encanta com ele e com as ideias apregoadas por ele, em cima da idéia de alguém acima de qualquer suspeita, mesmo que tenha até vendido a alma pro diabo pra conseguir aquilo que deseja! E notem que o ato de ser fascinado por uma intensa fé várias vezes está revestido de mentiras e/ou falácias.

Mas não devemos confundir uma mentira com uma falácia: as mentiras são desvios ou erros sobre fatos reais; já as falácias são discursos, ou tentativas de persuadir o ouvinte ou leitor, promovendo um engano ou desvio. Isso ocorre pelo fato de que as estruturas de apresentação de informação falaciosa não respeitam uma lógica correta ou honesta, pois foram manipuladas certas evidências ou ainda porque há insuficiência de prova concreta e convincente para determinada afirmação.

Uma afirmação falaciosa pode ser composta de fatos verdadeiros, mas sua forma de apresentação leva a conclusões erradas. Ela é um argumento logicamente inconsistente, inválido, ou falho na capacidade de provar eficazmente o que afirma. São argumentos que se destinam à persuasão e podem parecer convincentes para grande parte de um público alvo, mas não deixam de ser falsos por causa disso.

Para saber mais sobre sofismas e falácias, clique aqui.

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A descrição de Mcdougall da mente grupal

Consoante Freud, em sua análise de Mcdougall, em certas circunstâncias, os princípios éticos de um grupo são mais elevados que os dos indivíduos que o compõem. Na coletividade os indivíduos são capazes de um alto grau de desprendimento e devoção. Já isoladamente o interesse pessoal é quase a única força motivadora.

McDougall descreve diferentes tipos de grupo. No caso mais simples, quando não possui organização, trata-se de uma “multidão”, e para que esta seja considerada um grupo psicológico é preciso que tais indivíduos tenham interesse comum em um objeto. O resultado mais importante na formação de um grupo é a “exaltação ou intensificação de emoção”. As emoções são excitadas até um grau que elas raramente atingem sob outras condições, constitui experiência agradável para os interessados. Isso ocorre segundo McDougall através do contágio emocional. Quanto maior o número de indivíduos em que essa emoção é observada, maior a interação e a compulsão a fazer o mesmo que os outros em harmonia com a maioria. Quanto mais grosseiros e simples os impulsos, mais aptos a propagar-se no grupo.

A intensificação é favorecida por outros fatores, o grupo passa a segurança de ser insuperável, substitui a sociedade detentora de autoridade cujos castigos o sujeito teme. Quer dizer, tomando como base um líder ou outro de uma empresa de marketing de rede ou de dada instituição religiosa, esse diria que para a multidão de um culto ou evento que não há problema nos atos mentir, iludir, enganar, se esse comportamento fará o recruta “chegar lá”. Faz o recruta sentir que o que o mundo externo (mundo externo pode ser a família, os amigos, vários estudos sobre o assunto) comunica não importa, mas o que importa é seguir a palavra do líder, como verdade absoluta. Mas o potencial recruta acredita pelo fato de que quer acreditar, pelo fato de que naquele momento de sua vida ele precisa acreditar, pelo fato de que suas crenças e valores, em determinado nível, sentiram-se atraídas por esse tipo de discurso.

McDougall diz que as mentes de inteligência inferior fazem com que as de ordem mais elevada desçam a seu próprio nível. Em geral a intensificação da emoção cria condições desfavoráveis para o trabalho intelectual correto, sua atividade mental não se acha livre, há uma redução, em cada indivíduo, de seu senso de responsabilidade por seus próprios desempenhos.

Instituições religiosas adeptas da Teologia da Prosperidade e eventos de diversas empresas de marketing de rede são mestras em fazer isso. Seus componentes podem facilmente ser moldados como fanáticos, mesmo os mais inteligentes, que irão com muito prazer trabalhar com afinco e em alguns casos até morrer pela causa sagrada, no caso de algumas instituições religiosas. Sutphen chama esse razoado de um substituto para a fé perdida do fanático, e freqüentemente a instituição religiosa oferece um substituto para a sua esperança individual. Segundo ele, todos os cultos possuem esse tipo de crente em sua composição. Eles serão encontrados também na política, nas igrejas, nos negócios e nos grupos de ação social. São os fanáticos nestas organizações, e são sociáveis, seguidores, deixam-se conduzir por outros indivíduos. Eles procuram por respostas, significado e por iluminação somente fora de si mesmos ou fora da relação pessoal com a entidade divina que supostamente e hipoteticamente acredita.

Sutphen afirma que esse tipo de crente não está decidido a apoiar e afagar o seu ego; tem, isto sim, uma ânsia de se livrar dele. Eles são seguidores, não em virtude de um desejo de auto-aperfeiçoamento, de conhecimento profundo e do contato subjetivo com algo maior, mas porque isto pode satisfazer sua paixão pela auto-renúncia! São eternamente incompletos e eternamente inseguros. Seus seguidores querem converter outros para o seu modo de vida ou impor um novo estilo de vida.

Citado até agora um grupo sem organização,  McDougall contrasta o comportamento de um grupo organizado. Enumera cinco “condições principais” para elevação da vida mental coletiva a um nível mais alto.

Primeira, existência de um grau de continuidade de existência no grupo. Material (os mesmo indivíduos persistem no grupo por certo tempo) e formal (desenvolvimento no grupo de sistema de posições fixas ocupadas por uma sucessão de indivíduos).

Segunda, em cada membro do grupo deve se formar alguma idéia definida da natureza, composição, funções e capacidades do grupo, para a partir disso desenvolver uma relação emocional com o grupo como um todo.

Terceira, o grupo ser colocado em interação (talvez sob forma de rivalidade) com grupos semelhantes, mas que dele difiram em muitos aspectos.

Quarta, o grupo deve possuir tradições, costumes e hábitos, especialmente tradições, costumes e hábitos tais, que determinem a relação de seus membros uns com os outros.

Quinta, o grupo ter estrutura definida, expressa na especialização e diferenciação das funções de seus constituintes.

Entre distribuidores de determinadas empresas de marketing multinível essas condições são notórias. Nas empresas em que essas condições não são claras, traços dessas características são encontrados. Aqueles que estão em um grau mais elevado na hierarquia do sistema de distribuição comandam aqueles que entram, ficam por determinado tempo e depois saem como resultado inexorável da rotação na base do sistema de distribuição. E quase sempre são os mesmos que estão na parte mais elevada da hierarquia do sistema de distribuição. Algumas instituições  religiosas também possuem uma hierarquia: por exemplo, mestre, pastor, obreiro, ajudante etc, sempre imbuídos em cuidar do rebanho pra que esse recrute mais fiéis para a instituição.

Num grupo de recrutamento de novos distribuidores, sempre existem aqueles que lá estão para dar suporte técnico (luz e som, por exemplo), outros para evocar emoção, outros para divertir a platéia etc. Esse grupo forma entre si uma unidade relativamente coesa, que se sente segura ao buscar executar um trabalho com fins a deixar a impressão de que aquela família é uma família a qual todos os potenciais recrutas podem dela fazer parte. Os recrutas são incitados a imaginarem-se desde sempre executando com prazer uma tarefa ou outra, em nome do bem-estar regozijado ao estar perto daquelas pessoas tão nobres e em nome de algo maior.

Um grupo de algumas empresas de marketing de rede ou de algumas instituições religiosas podem entrar em conflito com grupos de empresas similares e até com grupos da mesma empresa. Dentre grupos da mesma empresa, pode ocorrer a diferenciação de foco entre um tipo de sistema e outro, como o Plano Total e o EVS, ambos da empresa Herbalife. Entre grupos de empresas diferentes que vendem produtos similares, e com o mesmo tipo de treinamento, ocorre com determinada frequência, como entre vários distribuidores das empresas Herbalife e Forever.

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E então, como proceder diante dessas forças?

Se técnicas de lavagem cerebral, a força de um grupo  e a vontade individual são realmente poderosas tanto em várias instituições religiosas quanto em empresas multinível (para o escopo do que aqui foi abordado), como podemos lidar com isso, pra tentar evitar o pior? Fornecemos a resposta a você de bate-pronto: desenvolver o pensamento crítico, senso moral  e de justiça elevados. Quando você está ciente de como a “coisa” funciona você possui melhores condições de saber, de estar próximo da melhor decisão a ser tomada. Você fica numa posição privilegiada porque sabe mais sobre a forma e que está inserido o funcionamento de nossa mente. E isso inclui, é claro, as pessoas inteligentes. Daí que, ao sabermos que formas de controle mental funcionam, também podemos, através do exercício do raciocínio, colocar esta informação nas mãos de um número maior de pessoas. Mas somente aquelas pessoas que realmente não possuem ligações com o campo das ideias, crenças e valores reproduzidas no ambiente de uma empresa como essa é que tirará de letra e não entrará numa furada. Se ele estiver precisando naquele momento de preencher algum vazio existencial e a “palavra” do distribuidor de MMN fizer sentido pra ele, provavelmente cairá feito um patinho, ou pelo menos será muito tentado a isso.

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Fontes:

FREUD, S. Psicologia de grupo e a análise do ego (1921). IN: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Trad. de Christiano Monteiro Oiticica. Rio de Janeiro: Imago,  1980, v. XVIII, p. 87-179.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Le_Bon

http://www.pensador.info/autor/Gustave_Le_Bon/

http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XVII/ST%20II/Marcia%20Cristina%20Consolim.pdf

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/lebon.html

http://d.yimg.com/kq/groups/21890629/1723658973/name/PSICOLOGIA+DE+GRUPO.ppt.

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Leia também:

Herbalife lavagem cerebral

Dinastia Soluções Financeiras: mais informações a respeito de seu plano de marketing e do comportamento de seus associados

2009 agosto 31

Para ler o primeiro post sobre a Dinastia, clique aqui

Esse texto visa aprofundar o estudo e a natureza das informações trazidas pelo primeiro post sobre a Dinastia, baseadas no modelo Taylor, só que agora com mais informações advindas dos manuais da própria empresa. Além da dissecação do plano de marketing da empresa estará contido alguns comentários sobre a Primerica, empresa da holding norte-americana Citigroup e que é citada pelos próprios Dinastas como modelo para a própria configuração do plano de marketing da Dinastia. O post está dividido em 5 partes:

a) Roteiro seguido pelos Dinastas nas visitas feitas a seus futuros prospectos

b)Dissecação do plano de marketing da empresa

c) O Plano tartaruga (ou tartaruga manca, para sonhar chegar, em 4 anos, ao nível de OMNI-CYCLE)

d) Seguros mais baratos no mercado que aqueles oferecidos pela Dinastia

e) Algumas pinceladas sobre o marketing da Primerica, empresa americana da qual a Dinastia teria se inspirado para elaborar seu plano de marketing.

Então, boa leitura!

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a) ROTEIRO SEGUIDO PELOS DINASTAS NAS VISITAS FEITAS A SEUS FUTUROS PROSPECTOS


Nas visitas feitas pelos Dinastas a potenciais prospectos, os seguintes passos são seguidos:

1- o recruta conta sua história (geralmente falando que foi convidado pelo fulano de tal, que essa oportunidade está mudando sua vida)

2- depois mostra o chamado “DVD de apresentação”, com tempo estimado em 15 minutos, apresentado por TV Esther Jablonski e Celso Freitas (e se valem do renome deles para firmar a garantia do negócio), e depois começam a mostrar o sistema. O mesmo é feito nas grandes palestras, só que agora com a ajuda de vários recursos audiovisuais. Essas palestras/eventos são os seguintes:

I) ESDINS SEMANAIS – Organização sob a responsabilidade da Liderança Regional.

II) JORNADA PARA OMNI-CYCLE – Organização sob a res­ponsabilidade do Omni-Cycle regional. Evento trimestral.

III) DTKS REGIONAL – Organização da Delta Red Marketing Ltda (Dinastia). Evento trimestral.

IV) CONVENÇÃO NACIONAL – Organização da Delta Red Marketing Ltda (Dinastia). Evento anual. (DTKS 17)

IV.1)Objetivos dos eventos (revista DTKS 19):

• apresentar publicamente a proposta da Dinastia.

• reforçar o conceito da proposta da empresa.

• desenvolver e expandir a rede dos associados.

As pessoas que realizam o evento são:

• Associados líderes em suas regiões, já qualificados a Antares ou Delta Red

Freqüência:

• Uma vez por semana para “ajudar” a manter o contato entre os associados.

Duração:

• Uma hora e 30 minutos é o que recomenda a Dinastia, para que sobre um tempo para o fechamento de contratos (novas adesões)

Custo dos eventos e quem os paga:

O custos devem ser divididos entre os ASSOCIADOS participantes. A Dinastia exige que não se cobre qualquer valor dos convidados que participaram da apresentação (Manual Construindo sua Dinastia, PP. 5).

Ou seja, mais uma despesa a ser subtraída dos parcos ganhos dos “associados” da Dinastia.

IV.2) Caso específico: evento “jornada para OMNI-CYCLES”

Os principais objetivos são:

• apresentar a proposta.

• colocar os LÍDERES frente-a-frente com seus associados (obviamente para aumentar a intensidade do vínculo dos downlines com o sistema da empresa).

• mas o mais importante: motivar os associados a se tornarem duplicadores da proposta (ou seja, mais uma vez a confirmação de que o carro-chefe da empresa é o RECRUTAMENTO puro e simples. Uma lógica que leva o sistema a se comportar, na prática, como uma pirâmide financeira)

IV.3) Organizadores:

• O Associado já qualificado a Omni-Cycle no Programa Dinastia de Remuneração, desde que mantenha sua qualificação mensalmente.

Com que freqüência?

• A cada 45 dias, nos intervalos entre um DTKS Regional e outro.

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b)DISSECAÇÃO DO PLANO DE MARKETING DA EMPRESA


1 – Serviço oferecido pela empresa e cálculos extraídos do Manual “Construindo” da Dinastia

Em primeiro lugar, a Dinastia oferece aos seus prospectos, através de terceiros, o seguinte: apólices de seguro de vida, que preveem coberturas por Morte (Natural ou Acidental), Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente, Assistência Viagem e Seguro Funeral. Sua cobertura só é oferecida para o associado que está em dia com as mensalidades de associação à Dinastia. O seguro de vida possui valor que varia de R$ 20.000,00 e R$160.000,00, pago com valores decrescentes à medida que a idade do prospecto cresce.

Para associados que exercem atividades de grande risco, conforme consta no Manual Construindo PP. 26,

“A Dinastia recomenda que estes profissionais escolham em suas famílias alguém para cadastrar como Titular II da Rede, em nome de quem será subscrita a Proposta de Adesão ao Seguro para ser submetida para análise e aceitação do risco individual pela seguradora. (…) Desta maneira, estes profissionais podem participar como Titular I da Rede, com direito ao Programa Dinastia de Remuneração e mesmo como beneficiário das coberturas estabelecidas pelo Clube de Seguros Dinastia Legacy”.

Ou seja, com esse dispositivo a empresa na prática diminui a possibilidade de que o pagamento dos sinistros explodam por conta desse tipo de profissão. Uma solução engenhosa para preservar a rede de comissões baseada no RECRUTAMENTO puro e simples.

Só para que o leitor tome conhecimento, as profissões de risco seriam, conforme consta na página 6 da revista DTKS 20:

acróbatas, adestradores e artistas de circo em geral, motociclistas, vigilantes, seguranças, pilotos e co-pilotos de aeronaves, comissárias de bordo, praticantes de vôos em asa delta, ultraleve, balão, parapente, rafting, esgrima, montainbi­ke, praticantes de esportes em veículos e embarcações, lutadores, peões de rodeio, alpinistas, pára-quedistas, mergulhadores, pescadores, oceanógrafos, surfistas, espeleologistas, correspondentes de guerra, jóqueis, bombeiros, ca­çadores, policiais, oficiais das forças armadas, petroleiros, frentistas de posto de gasolina, trabalhadores em mineração, explosão de pedreiras, perfurações, demolições, implosões, operadores de motosserra, metalúrgicos, operadores de serra elétrica, pintores, soldadores, açougueiros, serralheiros, motoristas, marceneiros, moveleiros, carpinteiros, carteiros, eletricista, construtores civis, agricultores, pessoas desempregadas, estudantes, do lar, que não estejam exercendo nenhuma atividade remunerada (até “agricultor” é uma profissão restritiva!)

Em segundo lugar, existe a chamada assistência farmácia e-pharma. Para usá-la, é necessário o parecer de um médico recomendando a utilização do produto. Dependendo do local no qual se compra o remédio (as farmácias conveniadas), pode-se pagar um preço mais caro do que o preço de mercado desse tipo de produto.

Em terceiro lugar, existem também os benefícios opcionais, como acesso aos fundos de investimento e os planos de previdência privada, que requerem o pagamento de taxas que não estão inclusas na apólice do seguro de vida, conforme consta na pág. 6 do Manual Construindo.

Em quarto lugar, antes de passar diretamente aos números, vamos esclarecer alguns termos do plano de marketing da empresa.

I) As bonificações são pagas no dia 25 de cada mês.

II) DTKS é o nome dado ao Programa de Treinamento, Operação, Alavancagem e Duplicação que reúne todos os aspectos fundamentais do negócio Dinastia. (DINASTIA TURNKEY SYSTEM).

III) Bônus treinador = bônus relativo ao plano de marketing, ganho com a associação de novos prospectos, e que varia conforme a hierarquia do plano de marketing em que o Treinador/Associado Duplicador se encontra.

IV) PMM: quer dizer produção mínima mensal. O associado/upline que resolve desenvolver o plano de marketing (não ficando preso apenas ao recrutamento de 4 pessoas para garantir o custo da associação) é obrigado a associar e treinar no mínimo 1 associado por mês, senão perde 5 % da bonificação que a ele seria destinada se cumprisse com essa obrigação (portanto, não existe aquele papo de parar de trabalhar).

Consoante consta no Manual Construindo, todos os Associados Duplicadores cadastrados na Dinastia a partir de 01/07/2005 são regidos pelo critério de Produção Mínima Mensal (PMM), que é obrigatório para o Associado atingir o seu nível de qualificação no AINSF Delta Blue a cada mês. Caso o Associado não tenha a produção mínima mensal em um determinado mês, mesmo que tenha atingido as demais regras de qualificação (Volume de Associação e Diretos), descerá para o nível de qualificação imediatamente abaixo no Programa Dinastia de Remuneração no fechamento dos bônus daquele mês, se qualificando no nível acima somente no mês em que cumprir com todas as regras exigidas para aquele nível. Uma operacionalidade que mostra a fragilidade do sistema para quem não está no topo, sendo obrigado a recrutar freneticamente e/ou incentivar downlines a recrutarem para não perder sua qualificação.

Além disso, a Produção Mínima Mensal (PMM) será considerada para novas associações como Duplicador Direto ou como Treinador, desde que a 1ª mensalidade tenha sido efeti­vamente quitada junto a Dinastia nos prazos limites estabelecida neste manual para cada fechamento mensal.  (pp21 do manual construindo) A produção mínima mensal, no caso, é de associar/treinar no mínimo uma pessoa a cada mês, senão perde-se uma porcentagem na fatia de bonificações. Essa porcentagem fica com a empresa. Ex.: se no mês passado um prospecto estava qualificado a 35%, e esse mês não fez sua PMM, ele perde 5% da bonificação, ficando então com 30%.

Em quinto lugar, o Programa Dinastia de Remuneração se divide em quatro níveis e quatro fases distintas de ganhos:

I) Associação Provisória,

II) AINSF Delta Blue,

III) AINSF Delta Red e

IV) Omni-Cycle.

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I) Associação provisória

O gasto inicial, do ponto de vista de quem está entrando no sistema, é igual a 3 pagamentos de R$230,00, sendo que R$115,00 são referentes à associação e R$ 115,00 referentes ao material de trabalho (kit DTKS), pago em 3 vezes. Esses R$345,00 iniciais dão direito ao recém-associado do recebimento de 5 CDs, 4 manuais, 1 DVD e uma revista. Após o 3° mês, é cobrada somente a mensalidade referente ao seguro (R$ 115,00, para manter o associado ligado ao sistema fechado que caracteriza a Dinastia).

Esse novo associado será levado, pela proposta de trabalho e pelo sistema da Dinastia, a associar 4 pessoas, com o intuito de cobrir o valor do seguro.

Cada pessoa equivale a 100 pontos, portanto é necessário que o associado que queira cobrir o valor de sua associação/seguro, faça 400 pontos (recrute 4 pessoas), perfazendo uma movimentação = R$ 460,00 x 25% = 115,00 reais aqui você vai ter um seguro de vida de graça.

Os ganhos do recém associado, no período de associação provisória, são distribuídos da seguinte maneira, segundo o próprio Manual Construindo:

Associação Provisória Ganho
1ª Parcela 25% para o Associado Duplicador Direto e 25% para o Associado Treinador
2ª Parcela 25% para o Associado Duplicador Direto e 25% para o Associado Treinador
3ª Parcela 25% para o Associado Duplicador Direto e 25% para o Associado Treinador

Bônus treinador: bônus pago pela Dinastia pelo recrutamento de novos associados. Na etapa de associação provisória o recém-associado não ganha bônus de treinador (por motivos evidentes – nesse período ele estará sendo somente treinado).

Esses ganhos da associação provisória são o start do associado Dinasta no programa/constelação Delta Blue, que discrimina acerca da porcentagem de ganhos dos associados recrutadores conforme o volume de associações:

Volume de Associações Diretos* Ganho Qualificação Delta Blue PMM**
100 a 499 Pontos 1 25% AINSF 1 Estrela 0
500 a 1199 Pontos 1 30% AINSF 2 Estrelas 1
1200 a 3499 Pontos 2 35% AINSF 3 Estrelas 1
3500 a 8099 Pontos 3 40% AINSF 4 Estrelas 1
Acima de 8100 Pontos 4 45% AINSF 5 Estrelas 1

O AINSF DELTA BLUE prevê ganhos de 25% a 45%, a partir da efetiva quitação da 4ª parcela de Associação de sua linha descendente, excluindo-se as parcelas referentes ao Período de Associação Provisória. Ou seja, se alguém “cai” no meio da associação provisória, o treinador não pode contar com esse pra efeito das %s e da promoção a ANTARES – inicialmente, pra Delta Red, na seqüência, e pra OMNI-CYCLE, depois. ANTARES: associados a 45% no programa DELTA BLUE

Obs1. As 03 primeiras parcelas dos novos associados (Período de Associação Provi­sória), serão consideradas apenas para a soma da PONTUAÇÃO necessária para a qualificação de um associado ao AINSF DELTA BLUE, e não para a distribuição de bonificações.

Obs2. Ex: Para ser considerado a 45% você deverá ter em sua movimen­tação 81 associados em sua linha descendente, que efetivaram seus pagamentos nos prazos definidos pela Dinastia, totalizando 8.100 pontos em sua qualificação. (revista DTKS 15)

II) AINSF Delta Blue

1ª parte: Associados Duplicadores

1º ano de Associação Efetiva (4ª parcela em diante): O percentual será calcu­lado sobre o valor integral da mensalidade de associação à Dinastia. Ex.: 4 x R$ 115,00 x 25% = R$ 115,00.

A partir do 2º ano (16ª parcela em diante) do Período de Associação Efetiva: O percentual será calculado sobre o valor da mensalidade Dinastia já descontado o percentual de 26% referente às despesas operacionais da Dinastia. Ex.: R$ 115,00 – R$ 30,00 x 4 x 25% = R$ 85,00.

Então, somados aos downlines (“Associados Duplicadores”) da primeira geração, o antes recém-associado conta agora conta com 20 Associados (4 + 16) totalizando 2000 pontos em sua rede. Isso pode ser representado da seguinte maneira:

VOCÊ

+

A B C D = 4

+

4  4  4  4 =16

Bônus treinador = no valor de R$86,25 divido em 3 vezes; portanto, se você mostrar o plano para essas 16 pessoas e elas entrarem, será gerado R$ 1380,00; daí divide-se o valor em 3 vezes, e o resultado disso são R$ 460,00 (ai entra a entranha do “negócio”: se elas gostarem do plano e se associarem, você terá 16 pessoas para visitar, fazer acompanhamento e claro, patrocinar convites para eventos – geralmente os líderes fazem isso. Daí essas 3 vezes de  R$460,00 vão para o espaço, por conta dos custos para associar essas 16 pessoas. Primeiro você, para associar 16, tem que mostrar no mínimo o plano 40 vezes, 16 PODEM gostar, e daí você os associa. Veja bem leitor, PODEM gostar. Na grande maioria das vezes esse número não gosta).

O volume mensal de recolhimento da 4ª até a 15ª parcela – Período de Associação Efetiva – considerando-se também os pagamentos dos Associados Duplicadores do 2° Nível de downlines, será igual a 20 x 115 = R$2300,00 reais. Aplicando agora os 35% referentes ao programa AINSF Delta Blue, temos R$805,00 gerados por essa rede. Como cada associado direto recebe R$115,00 (os 25% do AINSF DELTA BLUE), então sobra para o recrutador R$345,00. Deixando claros os cálculos, funciona assim:

20 x R$ 115,00 x 35% = R$ 805,00 (ganho bruto) ( – )

16 x R$ 115,00 x 25% = R$ 460,00 (repasse/Associados Diretos)

Ganho líquido mensal = R$ 345,00

A partir da 16ª parcela do Período de Associação Efetiva, o associado permanece com direito ao AINSF Delta Blue cujo cálculo será efetuado da mesma forma que na associação provisória, porém já descontados 26% sobre a parcela mensal dos associados duplicadores na linha descendente do associado, referente às despesas operacionais da Dinastia. Vejam o resultado:

R$ 115,00 – R$ 26,00 x 20 x 35% = R$ 623,00 (ganho bruto) ( – )

R$ 115,00 – R$ 26,00 x 16 x 25% = R$ 356,00 (repasse p/ diretos)

Ganho líquido mensal = R$ 267,00

Note bem leitor: isso só pode ocorrer se todos os associados passarem do período efetivo, senão o recrutador não participa do bolo da tão sonhada renda residual.

Resumo da ópera: o recrutador tem que estar no seu período efetivo e seus associados/downlines também. Além disso, você tem que manter sua PMM pra ganhar os R$345,00, senão o valor cai para R$230,00 (no 1º ano), ou R$267,00, após a 16ª parcela do Período de Associação Efetiva; até aqui um sistema muito frágil para que a maioria de seus participantes atinja a tão sonhada “APOSENTADORIA” com esse sistema.

2ª parte – Chegada ao nível ANTARES – Reconhecimento

VOCÊ

+

A B C D = 4

+

4  4  4  4 = 16

+

16 16 16 16 = 64

Bônus treinador = pelo treinamento de 64 pessoas o associado recebe R$5520,00 em 3 vezes de R$1840,00. Note, caro leitor, que para associar todas essas pessoas, o recrutador terá que mostrar o plano para 150 pessoas no mínimo, em trinta dias. Dá uma média de 5 por dia, contando os fins de semana. Com isso podemos inferir que o recrutador tem que respirar Dinastia, gastar com gasolina, patrocínio de convites, gastos pessoais com eventos etc… daí existe a POSSIBILIDADE de sobrar um pouquinho pra comemorar 64 bônus em 30 dias. Ou seja, conseguir esse pouquinho encarando a atividade como renda extra em tempo parcial é muito difícil.

Movimentação = 84 pessoas x 115,00 = 9660,00; daí a empresa faz a logística levando-se em conta 45% para o recrutador que está se qualificando a ANTARES: sobram R$1840,00 para os 16 associados do 2º nível e R$1380,00 para os 4 associados do 1º nível. Daí sobra R$ 1.127,00 o recrutador/treinador (“VOCÊ”). Isso tudo, claro, se TODOS estiverem no período de associação efetiva e se não tiver “caído” ninguém pelo meio do caminho.

PMM: Se o associado/recrutador não manter sua rede a sua produção mensal cai sua renda em 5 % o valor fica exatamente em R$ 897,00.

Reconhecimento: Quando você atinge o nível de 45%, nos termos descritos acima, o associado é condecorado ao nível “ANTARES” na frente de mais de umas 3 mil pessoas, mas se os teus associados atrasarem a mensalidade (e isso é bem comum são chamados os “p/a”) ou desistirem, você perde o posto de ANTARES. Daí que você pode pegar placa e usar como tampa de mesa, fazer uma bonita prateleira ou algo do tipo. Em outras palavras, o associado duplicador não pode parar de recrutar, pois senão é rebaixado no plano de marketing da empresa.

III) AINSF Delta Red (PP. 17)

Para ser considerado “Qualificado” e receber o AINSF DELTA RED sobre uma Co­luna Descendente qualificada a 45%, o Associado Duplicador/upline precisa movimentar com suas outras Colunas Descendentes (uma ou mais) um volume de mensalidades (Provisória + Efetiva) de 8.100 (oito mil e cem) pontos.

VOCÊ

+

A B C D

+

81 10 10 15

Em outras palavras, o associado (VOCÊ) tem que qualificar um Antares na sua organização e ter mais 35 pessoas nas demais colunas. A remuneração do AINSF DELTA RED é de 15% sobre a receita total de associação das Colunas Descendentes Qualificadas a 45%, referente ao Período de Associação Efetiva, distribuída em 5 gerações (5% na primeira, 2,5% na segunda, 2,5% na ter­ceira, 2,5% na quarta e 2,5% na quinta) e é pago ao Associado Duplicador Direto, mensalmente e enquanto esta rede continuar movimentando 8.100 (oito mil e cem) pontos, até que surja logo abaixo um novo Associado Duplicador emancipado, ou seja, qualificado a receber sobre suas Colunas Descendentes Qualificadas a 45% o AINSF DELTA RED. A média de ganhos de um Delta Red nesse caso vai de R$800,00 ao “infinito”. Contudo, é mais comum ver esses Delta Reds ganhando R$800,00 do que ganhando 4 ou 5 mil reais, como dizem por aí. Para um Delta Red chegar a ganhar 4 mil reais ele deve ter 4 colunas qualificadas a “Antares” bem estruturadas, e claro nenhum Delta Red abaixo senão boa parte da renda será devorada pelo outro Delta Red!

Se vocês repararem nas revistas DTKS News, observarão vários Antares e Delta Reds, mas verão muito mais Antares, pois não conseguiram à categoria Delta Red, e vários Delta Reds que nunca conseguiram ter resultados. O fato é que, após alguns meses, vários Antares e Delta Reds desistem dessa proposta por notarem que quando chegam a tais níveis, os valores recebidos são baixos, e o custo para se manter neles é alto. E claro, o rebaixamento de posto é muito comum nessa proposta: existem vários Antares e Delta Red posando de líderes, quando já caíram na qualificação da empresa. Existem casos de Antares que perderam o posto em trinta dias, depois perdendo toda organização construída até então.

Se houver a qualificação de uma Coluna a 45% sem que seu Associado Duplicador esteja Qualificado, por exemplo, sem volume mínimo de 8.100 pontos ou 3.500 pon­tos, este não recebe o AINSF DELTA RED até que apresente a qualificação necessária.

IV) Omni-Cycle (PP. 19)

VOCÊ

+

A  B  C  D

+

81  81  81  01

Esse é o tão sonhado nível de Omni-Cycle: o recrutador tenta treinar 3 downlines para que cheguem a Antares. Se o objetivo for alcançado, o treinador é condecorado com uma placa gigante e muita pompa. Os valores dos ganhos se situam na faixa de 7 mil reais, mas são na verdade R$1200,00 por coluna qualificada. Então são R$3600,00 mais o bônus Delta Red, em torno de 2 mil reais, no máximo. O valor é de R$5600,00, e existem vários Omni Cycles ganhando entre 4 mil e 6 mil reais.

Conforme consta no manual, os ganhos de Omni-Cycle são calculados sobre as mensalidades dos associados da seguinte maneira:

1) Sobre as 03 primeiras parcelas do Período de Associa­ção Provisória incluindo os valores relativos ao Kit de Marketing.

2) Sobre as mensalidades pagas pelos associados, a partir da 4ª parcela de Associação (Período de Associação Efetiva), de acordo com a qualificação do Associado e das regras estabelecidas no Programa Dinastia de Remuneração, já descontado 26% sobre o valor de cada mensalidade paga pelos associados, referente a custos operacionais.

Ex: Mensalidade R$ 115,00 – R$ 30,00 (26%) = R$ 85,00 (Sobre este valor será calculado o percentual do Omni-Cycle)

Obs.1: Os bônus relativos à aquisição do kit de treinamento e prospecção (115 + 115) vão somente para os OMNI-CYCLES (PP. 4 DTKS 19)

Obs.2: A Dinastia pagará a todos os Associados Duplicadores qualificados a Omni-Cycle 5% calculados sobre o volume mensal de Associações Provisórias (1ª, 2ª e 3ª parce­las) incluindo os valores destinados ao Kit de Marketing e 5% sobre todo o volume de mensalidades gerado pelos associados da Dinastia, calculados sobre as parcelas pagas a partir do 4º mês do Período de Associação Efetiva (4ª parcela em diante), já descontado 26% referente a despesas operacionais da Dinastia.

Obs.3: Juntamente com este extrato o associado recebe a Árvore Genealógica de seus downlines, apresentando o nome completo de cada integrante, bem como a data em que ocorreu sua adesão, quem foi o Associado Duplicador e sua situação com relação ao recolhimento mensal de seus depósitos (ou seja, os próprios líderes possuem todos os dados sobre entrada e saída de distribuidores, assim como calcular qual está sendo a movimentação de cada downline).

Perguntas sem respostas:
1) Por que os Omni Cycles não mostram cheques? E quando mostram, por que não mostrar valores atualizados?

2) Se um Omni Cycle diz que ganha mais de 11 mil reais por mês, por que eles não andam de carros melhores? Por exemplo: Omni Cycle n º1 tinha um Megane 16v, aproximadamente no valor de 50 mil reais. Omni Cycle nº 2 Astra 2003. Omni Cycle nº3 Siena 2000. São só alguns exemplos.

3) Se Omni Cycles ganham “tanto”, por que vários lucram com treinamentos? Exemplo: treinamento Fiergs 3100 x 15 reais = 46000,00 reais. Ligamos para Fiergs para ver quanto custava o espaço e eles disseram 20000,00 então sobram 26000,00, direto para o bolso dos Omni Cycles, o que fere as próprias recomendações da Dinastia, de que associados NÃO PODEM ganhar dinheiro promovendo eventos em nome da empresa. E os downlines que patrocinaram um monte de convites, como ficam? Patrocinaram para que vários Omni-Cycles ganhassem uma parte gorda em seus lombos?

4) Além dessas perguntas, atentem para o tópico V (pp. 32 do Manual Construindo)-  da apresentação da proposta: o próprio manual diz para evitar termos que:

4.1) dêem a impressão de que está relacionado com uma oportunidade de emprego;

4.2) afirmem tratar-se de venda de qualquer tipo de seguro ou de uma seleção de corretores de seguro. Quanto a essa última, é só o leitor pensar um pouquinho: se não existe venda de nada, a atividade se resume então à captação de novos recrutas, ao infindável recrutamento. Outra mostra escancarada de sistema piramidal.

Abaixo, mais uma mostra contida na edição 20 da revista DTKS, com seu objetivo primordial:

DTKS 20 – ASSOCIADOS NÃO-DUPLICADORES

Estamos concedendo a todos os asso­ciados que se cadastraram até Novem­bro/2006 na Dinastia, com a caracterís­tica de Associados Não Duplicadores, a condição automática de mudança de característica para Associados Duplicadores, iniciando-se a partir de Janeiro/2008 seu direito automático de angariar novos associados e participar do Programa Dinastia de Remuneração. Esta alteração não causará mudanças nos valores das mensalidades Dinastia pagas atualmente por estes associa­dos, que continuarão sendo cobradas conforme as regras já estabelecidas em nosso regulamento, quando de sua associação à Dinastia. Solicitamos aos Associados Duplicadores que cadas­traram Associados Não Duplicadores em sua rede até Novembro/2006, que os incentivem a conhecer as vantagens da alteração, oferecendo treinamento específico para estas pessoas, visando prepará-los para o inicio do trabalho de construção de suas redes na Dinastia. Os associados interessados na alteração receberão pelo correio gratuitamente, o material necessário para o desenvolvi­mento de suas redes. O Associado não Duplicador, interessado em aproveitar esta oportunidade, deverá enviar cor­respondência para a Dinastia, através do fax (41) 3222-8531 informando sua opção pela alteração de característica, devidamente assinada, juntamente com a assinatura de seu Duplicador Direto.

Se o objetivo é a formação de uma rede, e não há sequer a venda de um produto (como confirmado pela própria empresa – pp 32 do Manual Construindo), então qual é a natureza desse sistema? Raciocine um pouco a esse respeito, leitor.

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c) O PLANO TARTARUGA (OU TARTARUGA MANCA, PARA SONHAR CHEGAR, EM 4 ANOS, AO NÍVEL DE OMNI-CYCLE)


Existe possibilidade prática de alcançar o nível de OMNI-CYCLE com o Plano Tartaruga? Resposta: não. Em primeiro lugar, existe o problema de se associar 4 pessoas em 12 meses pra esperar o negócio andar. Mas isso será muito difícil de acontecer, pois a Dinastia e os líderes (Delta Reds, OMNI-CYCLES) insistem na tecla do esforço, treinamento e acompanhamento de novos prospectos, além de incentivar o recrutamento até por aqueles que entraram de olho apenas no seguro de vida. Há casos, comprovados nos depoimentos contidos nas revistas DTKSs, que vários associados, mesmo com todo esforço e empenho do mundo, demoraram 5 anos pra alcançar níveis de liderança (o plano Tartaruga lenta e manca propõe 4 anos pra se alcançar esse nível, só na “maciota”!). Em segundo lugar, quanto aos ganhos, existe o problema da PMM (Produção Mensal Mínima) de um associado por mês. O prospecto que optar pelo Plano Tartaruga sempre perderá 5% dos bônus que porventura ganharia com o desenvolvimento espontâneo de sua rede. Imagine, caro leitor, você convidando quatro amigos para o “tal” negócio revolucionário e eles reparam que você está parado. O que aconteceria, nesse caso?

Portanto, esse Plano Tartaruga é na prática apenas mais uma ferramenta voltada para o recrutamento de prospectos. Não possui a mínima viabilidade prática.

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d) SEGUROS MAIS BARATOS NO MERCADO QUE AQUELES OFERECIDOS PELA DINASTIA


Antes de mais nada, devemos deixar claro que o preço dos seguros de vida varia de acordo com a corretora e o plano; algumas empresas disponibilizam uma calculadora online de seguros de vida, na qual é possível simular o custo. Dito isto, o site Poupar Dinheiro nos informa que:

Os seguros de vida são obrigatórios em muitas situações, sendo a mais freqüente a sua subscrição no caso de um crédito à habitação, para proteger o valor do imóvel em caso de acontecer algum problema que ponha em risco o pagamento do resto da dívida.

Existem muitas variantes dos seguros de vida, alguns incluem combinações entre produtos de investimento e poupança para seguros.

Comprar seguro de vida

Os seguros de vida são um mercado muito concorrido, devido à alta rentabilidade de cada segurado e às comissões elevadas dos vendedores deste tipo de produtos. Os seguros de vida são dos mais caros e por isso dos mais atractivos para as empresas, por isso não se deixe levar por aquilo que o vendedor lhe quer assegurar.

Conheça as suas necessidades em termos de seguros e compre apenas o necessário, deixando todos os opcionais, que dificilmente utilizará, de fora.

Um seguro de vida é caro e muitas pessoas não conseguem pagar o valor mensal que lhe proporcionaria a segurança necessária em caso de morte ou invalidez. Mas é um erro não ter qualquer tipo de seguro de vida, porque é uma segurança importante para si e para a sua família.

Duração do seguro de vida

Deverá comprar um seguro de vida que dure o máximo de tempo possível, por exemplo até que os seus filhos saiam de casa ou que consiga reformar-se.

Para conseguir os melhores preços num seguro de vida, deverá comprá-lo quando ainda é novo e está de boa saúde, porque quando for mais velho pagará bastante mais pela mesma apólice. No entanto, não compensa comprar um seguro de vida a menos que já tenha pessoas dependentes de si, porque é para isto mesmo que serve esta segurança.

A verdade no seguro de vida

Não minta à seguradora para conseguir reduções de preços na sua prestação, porque no caso de vir a ser utilizado o seguro que comprou, pode ter a certeza que a companhia de seguros vai investigar minuciosamente o que aconteceu e descobrirá na altura se mentiu ou não, não pagando caso tenha mentido.

Comprar seguros de vida pela Internet

Há cada vez mais empresas a venderem seguros de vida, pelo bom negócio que representa para eles, por isso nunca foi tão fácil escolher um seguro de vida. Se utilizar a Internet ficará a conhecer, em poucas horas, os preços e coberturas das principais seguradoras.

Existem também seguradoras totalmente virtuais, sem balcões, que lhe podem garantir preços mais baixos do que as suas concorrentes físicas. Conheça melhor os diferentes tipos de apólices de seguros de vida.

Portanto, para quem está somente interessado no seguro de vida, se investigar a fundo encontrará propostas com melhor custo-benefício do que da Dinastia, inclusive da SulAmerica, ou do Santander, por exemplo, dentre centenas de outras. As respectivas propostas podem ser encontradas no site dessas empresas, se assim o leitor preferir. Cabe ao leitor pesquisar qual será a proposta que melhor se encaixa nos seus anseios e na sua renda.

Exemplos:

Santander

SulAmérica Vida

SulAmérica Saúde para empresas

CONVÊNIO ADunicamp / SulAmérica – TABELA DO SEGURO DE VIDA EM GRUPO

Seguro de Vida SulAmérica empresarial

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e) ALGUMAS PINCELADAS SOBRE O PLANO DE MARKETING DA PRIMERICA, EMPRESA AMERICANA DA QUAL A DINASTIA TERIA SE INSPIRADO PARA ELABORAR SEU PLANO DE MARKETING


Geralmente os recrutadores da Dinastia argumentam que, se o plano de marketing de sua empresa está baseado na Primerica Financial Services, empresa do grupo Citigroup, isso confere a ela o status de ser possuidora de um sistema imaculado, idôneo. Pois bem, vejamos então o que alguns especialistas tem a dizer sobre o assunto: o trecho abaixo é a tradução de um post do site de Tracy Coenen, contadora e especialista em fraudes ligadas ao mundo do MMN.

O aspecto de esquema de pirâmide da Primerica Financial Services

Acessei um blog que fez uma série de investigações sobre a Primerica, uma empresa de marketing multinível que propõe vender produtos financeiros. A empresa oferece seguros de vida, investimentos e outros produtos financeiros, como um típico MMN … eles estão realmente vendendo a oportunidade…  a oportunidade em que a regra do jogo é o infindável recrutamento.

O Financial Blog escreveu vários posts interessantes sobre a empresa, mas esta explicação do aspecto do regime de pirâmide da Primerica foi excepcional:

Trata-se de um esquema piramidal? Em termos jurídicos, a resposta é não. No entanto, isso não significa que, pelo fato da empresa estar legalizada, sua estrutura não adquira o formato de uma pirâmide. Todas as pessoas abaixo do primeiro nível estão em maus lençóis. Penso que está claro que o indivíduo que está no topo ganha a maior quantidade de dinheiro. Eles irão responder que todas as empresas funcionam assim, com o presidente e os vices no comando e os outros, empregados, deixados sem nada. De certa forma é parcialmente correto.

No entanto, eles não explicam por que eles são capazes de fornecer uma comissão para quatro pessoas por uma mesma venda. A resposta é muito simples: eles têm que dar uma comissão menor para os downlines, em comparação com a comissão que uma indústria regular forneceria. Por exemplo, se um seguro de vida de 100 mil proporcionar a quantia de US$ 1.500 em comissão, um conselheiro da Primerica no nível mais baixo ganhará US$ 900, então o seu recrutador vai receber 300 dólares, o recrutador do recrutador receberá $ 200 e, finalmente, o cara que tem todos eles na sua rede ganhará US$ 100.

Portanto, para aqueles que vendem o seguro de vida, a Primerica definitivamente não é o lugar certo para estar. “Sim, mas você poderia construir uma equipe e criar seu próprio negócio”, eu acho que eles esqueceram que os melhores vendedores da Terra não estão necessariamente interessados em construir um time, em comparação com seu desejo de ganhar muito dinheiro imediatamente. O problema principal que vejo nesta abordagem é que você tem que convencer pessoas a trabalharem muito no início ganhando pouco apenas porque elas têm a opção de construir uma equipe para ganhar uma comissão extra sobre o trabalho dos outros depois. De fato, se todo mundo se concentrar no recrutamento de indivíduos, quem venderá? Você pode ter uma centena de pessoas abaixo de você, mas se ninguém vender, você continua a ganhar nada.

Primerica: um truque?

Neste outro link o leitor perceberá que os produtos com altos preços contribuem para o rendimento baixo dos recrutas que provavelmente têm pouca ou nenhuma experiência em trabalhar com estes serviços financeiros. Eles não conseguem perceber que os produtos estão acima do preço de mercado. A maior parte das vendas são feitas por representantes não licenciados, o que significa que eles não são bem treinados para vender esse tipo de produto.

Os representantes geralmente recebem comissões mais baixas do que em outras empresas. Isto acontece pelo fato de que a Primerica tem que distribuir as comissões resultantes da venda de quem está na base do sistema para até o sexto nível. Esta é uma marca registrada do marketing multinível. O vendedor recebe uma pequena parcela da comissão para que muitos uplines possam desfrutar dessa comissão também (…)

Sério, eu nunca conheci tantos mentirosos em uma empresa!! Todo mundo está sempre mentindo sobre sua atual situação, quando na realidade as únicas pessoas na empresa que estão realmente ganhando dinheiro são os Vice-Presidentes Regionais e aqueles que estão num nível mais elevado do que eles (Vice Presidente Senior, Diretor Nacional de Vendas, Diretor Nacional de Vendas Sênior).

Mais sobre a Primerica abaixo:

Primerica e as entrevistas falsas de emprego

Primerica: MMN predatório?

Primerica: um engodo

Depoimento de ex-distribuidor da Primerica

Dossiê completo da Primerica no Pink Truth

Analisando todos esses links e seus links de redirecionamento, com todo o trabalho de investigação aí embutido, podemos verificar que a menina dos olhos de vários Dinastas, a Primerica, também na prática possui características de pirâmide.

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PRA FINALIZAR

Por tudo o que foi exposto acima, a configuração do sistema de marketing da Dinastia se aproxima e muito de uma pirâmide financeira, o que confirma tudo o que foi exposto no 1º post, que foi analisado à luz do modelo Taylor. Cabe agora ao leitor revisar o material disponibilizado neste post e verificar as conclusões e argumentos aqui trabalhados.

O material é este:

Revista DTKS 7

Revista DTKS 10

Revista DTKS 11

Revista DTKS 12

Revista DTKS 13

Revista DTKS 14

Revista DTKS 15

Revista DTKS 16

Revista DTKS 17

Revista DTKS 18

Revista DTKS 19

Revista DTKS 20

Revista DTKS 21

Manual Construindo

Material de acompanhamento

Material de apresentação

Apresentação do plano – Excel

Método PNL

As revistas DTKS falam mais sobre os eventos e depoimentos melosos de vários associados/prospectos. Atentem cuidadosamente para o link do “método PNL”: quem foi contatado para fazer parte desse sistema verá que o conteúdo do artigo é bastante familiar. Quem não foi ainda “tentado” por algum associado, poderá conhecer um pouco mais sobre alguns métodos de persuasão utilizados por vários associados. Mas lembrem-se que a elaboração deste post acerca do “método PNL”, em específico, não partiu da empresa, e sim de distribuidores pertencentes a ela, que difundem essas ideias para seus downlines.

Portanto, esperamos que o leitor aproveite da melhor forma o que aqui foi exposto.

Agradecimentos pela ajuda na dissecação do plano de marketing e a disponibilização do material da própria empresa (os manuais e as revistas) ao blog Diga Não à Dinastia.

STC – Sistema de Trabalho em Casa… será?

2009 agosto 3
por Fernando (Augusto)
Que tal ganhar R$600 por mês trabalhando em casa nas horas vagas? Só nas horinhas vagas, um trabalho leve que você pode fazer naquele horário em que assistia ao Superpop. É uma boa proposta? Então que tal ganhar R$800 pelo mesmo trabalho? Você terá que trabalhar um pouco mais, talvez tenha que perder a novela das oito e mais o Superpop, mas são R$800 a mais no final do mês. Topa? Ok, então vamos aumentar as apostas, que tal trabalhar nas suas horas vagas ganhando R$1.500 por mês de renda extra, e mais, podendo ganhar um notebook e ajuda de custo? E se eu te falar que o trabalho consiste apenas em envelopar e enviar cartas? Não parece uma proposta absurda e tentadora demais pra ser verdadeira ou legitima? Pois é exatamente essa a proposta das empresas de mala direta que utilizam o sistema de marketing multinível, e dentre essas várias empresas que espalham seus anúncios no Google está a STC (Sistema de Trabalho em Casa), que será esmerilhada nesse artigo.
Quer trabalhar em casa?
No final da década passada quando Pink e Cérebro iniciaram o Google, a plataforma principal nos planos de dominação global de Cérebro, jamais conseguiríamos imaginar que anos mais tarde eles criariam o Adsense, aqueles anúncios que aparecem em quase todos os sites oferecendo bugigangas produtos relacionados ao conteúdo do site. Por exemplo, navegando em sites sobre flores os anúncios serão sobre floriculturas, ou sobre onde comprar tulipas com desconto camarada, e coisas do gênero. Se você estiver precisando de uma grana extra e procurar por “trabalho em casa” no Google, eis que surgirão vários anúncios oferecendo centenas, e às vezes milhares, de reais a pessoas interessadas num trabalho em casa envelopando cartas, de vez em quando fazendo menções obscuras a malas diretas, e na maioria dos casos oferecendo até notebooks aos interessados. Nessas horas você deve lembrar dos conselhos de vovó que diziam pra desconfiar quando a esmola é demais, mas por outro lado você reluta, já que hoje em dia o mundo dos negócios mudou e trabalhar 8 horas por dia aguentando um patrão, ou quebrar pedras no sol de 40º não são mais as duas únicas opções pra conseguir o mingau de cada dia. Você já deve ter ouvido falar em marketing multinível, e ganhar algumas centenas de reais de renda extra trabalhando como um envelopador maluco não levanta suspeitas. O que vem à sua mente lendo o seguinte anúncio:
FIG 1
Na minha mente só vem uma imagem: eu sentadão no sofá com um copo de café, vendo TV, e envelopando cartas, afinal de contas é só abrir o envelope, botar a papelada pra dentro do envelope, passar uma colinha pra fechá-lo, fechá-lo e correr pro abraço. Por que diabos uma empresa me pagaria mais de R$1.000 por mês pra fazer esse tipo de trabalho em casa e por apenas 3 horas por dia? Por que contratar um ser humano pra um trabalho que até um chimpanzé faria – e com muito mais eficiência já que chimpanzés não se distraem com TV e comida enquanto trabalham – a preço de banana, literalmente? Por que dar essa oportunidade a você se na China eles devem ter galpões cheios de crianças dispostas a enveloparem o dobro de cartas por um terço do preço? Nem precisa ir até a China, o Brasil está cheio de lugares com potencial para exploração de pessoas em trabalhos manuais com remuneração pifia. Minha bronca nesse momento é para você parar por 30 segundos, e durante esse tempo pensar friamente no anúncio acima, e me responda com sinceridade se tal obra publicitária não suscita as maiores desconfianças nas pessoas mais céticas, e o alento nos mais ingênuos e necessitados de uma grana extra? Se mandarmos um email à empresa de MMN na qual o cidadão do anúncio trabalha, com certeza receberemos – se recebermos – uma resposta insossa alegando que a empresa não é responsável por anúncios isolados de seus representantes, afinal de contas as empresas de MMN nunca são responsáveis por nada, a culpa sempre é do distribuidor, exceto quando esse distribuidor é um medalhão da empresa que ficou rico, mas para os pobres mortais que estão na base a empresa pouco se importa.
Como funciona o Sistema de Trabalho em Casa?
Até agora não dei explicações detalhadas sobre como funciona o STC, apenas quis mostrar ao leitor que boa coisa não podemos esperar de um negócio que começa prometendo mundos e fundos, e pior, já carregando sobre si o pesado fardo da propaganda negativa que existe sobre os sistemas de marketing multinível. Pois bem, imagine que você resolveu procurar por um trabalho extra nas horas vagas, mas já conhece Herbalife e demais empresas e decidiu que não quer se envolver com elas. Tudo bem, você mora num país livre, mas você ainda não está convencido que o sistema de marketing multinível seja lá tão ineficiente na distribuição de ganhos, você ainda acredita que é possivel ganhar dinheiro em alguma empresa de MMN mesmo não sendo pioneiro. Tudo bem novamente, você mora num país livre, e como nossa legislação não proibe a atividade de MMN você resolve procurar por uma atividade extra, tendo em mente que está disposto a trabalhar com MMN se a proposta lhe agradar. Você acessa o Google – o Oráculo da Matrix aos mais chegados – e descobre um site bacana oferecendo uma oportunidade de ganhos extras para trabalhar com mala direta e envelopando “cartas” nas horas vagas. Repare que utilizei aspas, em breve você saberá o motivo, mas um dos motivos é que, ao contrário dos anúncios que você irá encontrar, eu não gosto de mentir ao público.
Pois bem, com sorte o site fornecerá algum formulário para posterior contato via email, se você não estiver num dia de sorte com certeza encontrará um telefone para contato, e se estiver num péssimo dia a ligação será interurbana. Mas tudo bem, afinal de contas as despesas com ligações irão valer a pena, depois de tudo você estará participando de um negócio em casa que lhe proverá uma bela renda extra. Será?
O calvário dos interessados em trabalhar com a STC começa agora, você entra em contato com a empresa, ou melhor dizendo, com a pessoa do anúncio que você respondeu, teu futuro patrocinador, e depois de muita enrolação – coisa incomum no mercado multinível – vem a primeira boa noticia: é necessário desembolsar R$30 para receber uma apostila com o material informativo para que você comece a labuta. Eu já estou vendo o pessoal da STC choramingando nos comentários, falando que esses R$30 devem ser considerados um investimento, pois bem, pra não cansar minha beleza já deixo aqui a definição de “investimento”, e perceba que esses R$30 no registro contábil de qualquer empresa – exceto talvez nas empresas do Kiko e do Chavez – entrariam na coluna de “despesas”, não na de “investimentos”. Mas não vamos discutir com os empreendedores do MMN, por algum milagre alguns deles tornam-se lendas vivas do mundo empresarial após meia dúzia de reuniões motivacionais, e três livros do Lair Ribeiro.
Quem está na chuva é pra se molhar, e você resolve pagar os R$30 pra receber sua apostila. Nesse ponto a história ganha um final alternativo, alguns recebem suas apostilas e continuam a trama, outros nem sequer recebem a apostila, e acabam enchendo aqueles sites que foram feito para os consumidores exercitarem a arte de reclamar. Vamos manter o otimismo, vamos dar crédito à pessoa que fez o anúncio, e portanto você paga os R$30 e recebe a apostila. Bem, aqui vem a segunda boa noticia: a apostila será mandada num Sedex a cobrar, e pode te custar uns R$10 adicionais. Repare que a trama está ficando cada vez mais interessante, você começou procurando uma oportunidade de renda extra e já desembolsou mais de R$30 só pra receber uma apostila, a coisa toda já está parecendo aquelas histórinhas d’Os Trapalhões, mai vamo lá, psit.
Recebi minha apostila, e agora?
Agora é a hora de outra noticia maravilhosa: você precisa pagar mais R$99 pra entrar no programa da STC. Mas temos duas boas noticias: a primeira é que os R$99 podem ser parcelados em três vezes, e a segunda boa noticia é que você precisa pagar essa taxa apenas uma vez. Uau! Viu só como eles são camaradas?
Se você não é adepto daquela magnifica ciência chamada matemática, quero lhe informar que suas despesas até agora contabilizam mais de R$75. Você só queria uma renda extra e já desembolsou quase um terço de salário minimo em material informativo e inscrição, e não ganhou um tostão até agora – você trabalhou como chefe de investimentos em algum daqueles bancos que faliram recentemente?
Os gastos não param por aqui, meu amigo, pois agora vem o xeque-mate que vai dobrar suas despesas até o momento, pois são necessários mais R$80 para que você receba – finalmente! – o primeiro de lote de materiais, e enfim, possa começar a labuta. Não precisa ter acesso aos supercomputadores da NASA pra saber que até o presente momento você desembolsou mais de R$155, e não ganhou nem um tostão furado. Você gastou quase meio salário minimo e nem sequer começou a labuta. Tem algo errado nessa cumbuca, não tem, meu amigo?
Agora tenho tudo às mãos, como ganhar dinheiro no STC?
Você deve estar com um nó na cabeça se chegou até aqui, pois como pôde gastar mais de R$155,00 numa atividade que deveria lhe prover renda extra? Não é estranho tudo isso? Pois bem, como recuperar agora todo o dinheiro investido e finalmente começar a lucrar na STC? Agora vem a parte mais chocante, que é tão impressionante que parece até truque de ilusionista. Por falar em ilusionista, deixe-me chamar ele que foi o maior ilusionista dos últimos tempos, pra me ajudar a explicar como funciona o truque da STC. Com vocês, David Copperfield:
Foto Copperfield
Pois bem, meu chapa, sabe o que você precisa fazer pra ganhar dinheiro na STC? Lembra como você chegou à STC? Provavelmente através de um anúncio, e nesse anúncio você entrou em contato com uma pessoa que lhe vendeu as apostilas. Então a partir de agora, pra você ganhar dinheiro na STC, terá que fazer a mesma coisa, ou seja, encontrar pessoas que passem pelo mesmo calvário que você, pessoas que investirão os R$30 pra depois descobrirem que precisam investir mais R$99, e que depois descobrem a necessidade de mais R$80, e que por fim descobrem que foram vítimas de, no mínimo, propaganda enganosa. Volte no inicio do texto e releia o anúncio que lhe fisgou, o anúncio prometia um trabalho como envelopador – alguns prometem como etiquetador – e nesse momento se você tinha esperanças de passar o dia todo vendo TV e envelopando cartas, péssimas noticias, pra lucrar você precisa trazer mais incautos para o sistema, que no fim investem dinheiro em absolutamente nada! Eu andei conversando com um velho amigo sobre isso, um cara muito esperto por sinal, e olha a conclusão em que ele chegou:
Foto Einstein
Exato, meu camarada, e olha que você nem precisa ser um Albert Einstein pra sacar que o STC é o que existe de mais próximo de pirâmide financeira, pois, diferente das demais empresas de MMN tratadas nesse blog, a STC sequer comercializa um produto ou serviço, eles simplesmente recrutam, recrutam e recrutam. E se alguém me disser que as apostilas e baboseiras promocionais que eles empurram é o produto, eu juro que darei respostas tão estúpidas e agressivas que entrarão para a história da blogosfera brasileira. Qual é o produto ou serviço comercializado pela STC? A única maneira de recuperar o investimento é colocando mais pessoas no esquema. No entanto como não temos qualquer legislação minimamente respeitável no que diz respeito a MMN, é possivel que esquemas como o da STC sequer sejam categorizados como pirâmide.
Se você se sente confortável com a idéia de sair por ai recrutando pessoas pra um negócio que sequer tem um produto ou serviço por trás, problema seu, o nosso alerta está dado. E que venham os defensores da STC com seus argumentos surrados e irrisórios tentando defender o indefensável, pois eu pelo menos não serei condenscente com esse pessoal – a menos que provem que estou enganado sobre a STC -, já que estamos diante de um caso claro de pirâmide onde não existe produto ou serviço sendo comercializado. Na Noruega eu seria condecorado como cidadão honorário que alerta seus compatriotas para golpes contra o consumidor, aqui só terei que aguentar um monte de representantes da STC com aquela ladainha de sempre, dizendo que ganham dinheiro com o negócio, que a empresa paga direitinho e bla bla bla. Isso não me interessa, o que eu quero saber é onde está o produto ou serviço comercializado pela STC?
E agora me despeço.
Com amor, Gap.
Que tal ganhar R$600 por mês trabalhando em casa nas horas vagas? Só nas horinhas vagas, um trabalho leve que você pode fazer naquele horário em que assistia ao Superpop. É uma boa proposta? Então que tal ganhar R$800 pelo mesmo trabalho? Você terá que trabalhar um pouco mais, talvez tenha que perder a novela das oito e mais o Superpop, mas são R$800 a mais no final do mês. Topa? Ok, então vamos aumentar as apostas, que tal trabalhar nas suas horas vagas ganhando R$1.500 por mês de renda extra, e mais, podendo ganhar um notebook e ajuda de custo? E se eu te falar que o trabalho consiste apenas em envelopar e enviar cartas? Não parece uma proposta absurda e tentadora demais pra ser verdadeira ou legitima? Pois é exatamente essa a proposta das empresas de mala direta que utilizam o sistema de marketing multinível, e dentre essas várias empresas que espalham seus anúncios no Google está a STC (Sistema de Trabalho em Casa), que será esmerilhada nesse artigo.

Quer trabalhar em casa?

No final da década passada quando Pink e Cérebro iniciaram o Google, a plataforma principal nos planos de dominação global de Cérebro, jamais conseguiríamos imaginar que anos mais tarde eles criariam o Adsense, aqueles anúncios que aparecem em quase todos os sites oferecendo bugigangas produtos relacionados ao conteúdo do site. Por exemplo, navegando em sites sobre flores os anúncios serão sobre floriculturas, ou sobre onde comprar tulipas com desconto camarada, e coisas do gênero. Se você estiver precisando de uma grana extra e procurar por “trabalho em casa” no Google, eis que surgirão vários anúncios oferecendo centenas, e às vezes milhares, de reais a pessoas interessadas num trabalho em casa envelopando cartas, de vez em quando fazendo menções obscuras a malas diretas, e na maioria dos casos oferecendo até notebooks aos interessados. Nessas horas você deve lembrar dos conselhos de vovó que diziam pra desconfiar quando a esmola é demais, mas por outro lado você reluta, já que hoje em dia o mundo dos negócios mudou e trabalhar 8 horas por dia aguentando um patrão, ou quebrar pedras no sol de 40º não são mais as duas únicas opções pra conseguir o mingau de cada dia. Você já deve ter ouvido falar em marketing multinível, e ganhar algumas centenas de reais de renda extra trabalhando como um envelopador maluco não levanta suspeitas. O que vem à sua mente lendo o seguinte anúncio?
Gostou? Melhor que essa proposta só a Cléo Pires

Gostou? Melhor que essa proposta só a Cléo Pires

Na minha mente só vem uma imagem: eu sentadão no sofá com um copo de café, vendo TV e envelopando cartas, afinal de contas é só abrir o envelope, botar a papelada pra dentro do envelope, passar uma colinha pra fechá-lo, fechá-lo e correr pro abraço. Por que diabos uma empresa me pagaria mais de R$1.000 por mês pra fazer esse tipo de trabalho em casa e por apenas 3 horas por dia? Por que contratar um ser humano pra um trabalho que até um chimpanzé faria – e com muito mais eficiência já que chimpanzés não se distraem com TV e comida enquanto trabalham – a preço de banana, literalmente? Por que dar essa oportunidade a você se na China eles devem ter galpões cheios de crianças dispostas a enveloparem o dobro de cartas por um terço do preço? Nem precisa ir até a China, o Brasil está cheio de lugares com potencial para exploração de pessoas em trabalhos manuais com remuneração pifia. Minha bronca nesse momento é para você parar por 30 segundos, e durante esse tempo pensar friamente no anúncio acima, e me responda com sinceridade se tal obra publicitária não suscita as maiores desconfianças nas pessoas mais céticas, e o alento nos mais ingênuos e necessitados de uma grana extra? Se mandarmos um email à empresa de MMN na qual o cidadão do anúncio trabalha, com certeza receberemos – se recebermos – uma resposta insossa alegando que a empresa não é responsável por anúncios isolados de seus representantes, afinal de contas as empresas de MMN nunca são responsáveis por nada, a culpa sempre é do distribuidor, exceto quando esse distribuidor é um medalhão da empresa que ficou rico, mas para os pobres mortais que estão na base a empresa pouco se importa.

Como funciona o Sistema de Trabalho em Casa?

Até agora não dei explicações detalhadas sobre como funciona o STC, apenas quis mostrar ao leitor que boa coisa não podemos esperar de um negócio que começa prometendo mundos e fundos, e pior, já carregando sobre si o pesado fardo da propaganda negativa que existe sobre os sistemas de marketing multinível. Pois bem, imagine que você resolveu procurar por um trabalho extra nas horas vagas, mas já conhece Herbalife e demais empresas e decidiu que não quer se envolver com elas. Tudo bem, você mora num país livre, mas você ainda não está convencido que o sistema de marketing multinível seja lá tão ineficiente na distribuição de ganhos, você ainda acredita que é possivel ganhar dinheiro em alguma empresa de MMN mesmo não sendo pioneiro. Tudo bem novamente, você mora num país livre, e como nossa legislação não proibe a atividade de MMN você resolve procurar por uma atividade extra, tendo em mente que está disposto a trabalhar com MMN se a proposta lhe agradar. Você acessa o Google – o Oráculo da Matrix aos mais chegados – e descobre um site bacana oferecendo uma oportunidade de ganhos extras para trabalhar com mala direta e envelopando “cartas” nas horas vagas. Repare que utilizei aspas, em breve você saberá o motivo, mas um dos motivos é que, ao contrário dos anúncios que você irá encontrar, eu não gosto de mentir ao público.
Pois bem, com sorte o site fornecerá algum formulário para posterior contato via email, se você não estiver num dia de sorte com certeza encontrará um telefone para contato, e se estiver num péssimo dia a ligação será interurbana. Mas tudo bem, afinal de contas as despesas com ligações irão valer a pena, depois de tudo você estará participando de um negócio em casa que lhe proverá uma bela renda extra. Será?
O calvário dos interessados em trabalhar com a STC começa agora, você entra em contato com a empresa, ou melhor dizendo, com a pessoa do anúncio que você respondeu, teu futuro patrocinador, e depois de muita enrolação – coisa incomum no mercado multinível – vem a primeira boa noticia: é necessário desembolsar R$30 para receber uma apostila com o material informativo para que você comece a labuta. Eu já estou vendo o pessoal da STC choramingando nos comentários, falando que esses R$30 devem ser considerados um investimento, pois bem, pra não cansar minha beleza já deixo aqui a definição de “investimento”, e perceba que esses R$30 no registro contábil de qualquer empresa – exceto talvez nas empresas do Kiko e do Chavez – entrariam na coluna de “despesas”, não na de “investimentos”. Mas não vamos discutir com os empreendedores do MMN, por algum milagre alguns deles tornam-se lendas vivas do mundo empresarial após meia dúzia de reuniões motivacionais, e três livros do Lair Ribeiro.
Quem está na chuva é pra se molhar, e você resolve pagar os R$30 pra receber sua apostila. Nesse ponto a história ganha um final alternativo, alguns recebem suas apostilas e continuam a trama, outros nem sequer recebem a apostila, e acabam enchendo aqueles sites que foram feito para os consumidores exercitarem a arte de reclamar. Vamos manter o otimismo, vamos dar crédito à pessoa que fez o anúncio, e portanto você paga os R$30 e recebe a apostila. Bem, aqui vem a segunda boa noticia: a apostila será mandada num Sedex a cobrar, e pode te custar uns R$10 adicionais. Repare que a trama está ficando cada vez mais interessante, você começou procurando uma oportunidade de renda extra e já desembolsou mais de R$30 só pra receber uma apostila, a coisa toda já está parecendo aquelas histórinhas d’Os Trapalhões, mai vamo lá, psit.

Recebi minha apostila, e agora?

Agora é a hora de outra noticia maravilhosa: você precisa pagar mais R$99 pra entrar no programa da STC. Mas temos duas boas noticias: a primeira é que os R$99 podem ser parcelados em três vezes, e a segunda boa noticia é que você precisa pagar essa taxa apenas uma vez. Uau! Viu só como eles são camaradas?
Se você não é adepto daquela magnifica ciência chamada matemática, quero lhe informar que suas despesas até agora contabilizam mais de R$75. Você só queria uma renda extra e já desembolsou quase um terço de salário minimo em material informativo e inscrição, e não ganhou um tostão até agora – você trabalhou como chefe de investimentos em algum daqueles bancos que faliram recentemente?
Os gastos não param por aqui, meu amigo, pois agora vem o xeque-mate que vai dobrar suas despesas até o momento, pois são necessários mais R$80 para que você receba – finalmente! – o primeiro de lote de materiais, e enfim, possa começar a labuta. Não precisa ter acesso aos supercomputadores da NASA pra saber que até o presente momento você desembolsou mais de R$155, e não ganhou nem um tostão furado. Você gastou quase meio salário minimo e nem sequer começou a labuta. Tem algo errado nessa cumbuca, não tem, meu amigo?

Agora tenho tudo às mãos, como ganhar dinheiro na STC?

Você deve estar com um nó na cabeça se chegou até aqui, pois como pôde gastar mais de R$155,00 numa atividade que deveria lhe prover renda extra? Não é estranho tudo isso? Pois bem, como recuperar agora todo o dinheiro investido e finalmente começar a lucrar na STC? Agora vem a parte mais chocante, que é tão impressionante que parece até truque de ilusionista. Por falar em ilusionista, deixe-me chamar ele que foi o maior ilusionista dos últimos tempos, pra me ajudar a explicar como funciona o truque da STC. Com vocês, David Copperfield:
David Copperfield desvendando o esquema da STC

David Copperfield desvendando o esquema da STC

Pois bem, meu chapa, sabe o que você precisa fazer pra ganhar dinheiro na STC? Lembra como você chegou à STC? Provavelmente através de um anúncio, e nesse anúncio você entrou em contato com uma pessoa que lhe vendeu as apostilas. Então a partir de agora, pra você ganhar dinheiro na STC, terá que fazer a mesma coisa, ou seja, encontrar pessoas que passem pelo mesmo calvário que você, pessoas que investirão os R$30 pra depois descobrirem que precisam investir mais R$99, e que depois descobrem a necessidade de mais R$80, e que por fim descobrem que foram vítimas de, no mínimo, propaganda enganosa. Volte no inicio do texto e releia o anúncio que lhe fisgou, o anúncio prometia um trabalho como envelopador – alguns prometem como etiquetador – e nesse momento se você tinha esperanças de passar o dia todo vendo TV e envelopando cartas, péssimas noticias, pra lucrar você precisa trazer mais incautos para o sistema, que no fim investem dinheiro em absolutamente nada! Eu andei conversando com um velho amigo sobre isso, um cara muito esperto por sinal, e olha a conclusão em que ele chegou:
Não precisa ser o cara da foto pra perceber o golpe da STC

Não precisa ser o cara da foto pra perceber o golpe da STC

Exato, meu camarada, e olha que você nem precisa ser um Albert Einstein pra sacar que a STC é o que existe de mais próximo de pirâmide financeira, pois, diferente das demais empresas de MMN tratadas nesse blog, a STC sequer comercializa um produto ou serviço, eles simplesmente recrutam, recrutam e recrutam. E se alguém me disser que as apostilas e baboseiras promocionais que eles empurram é o produto, eu juro que darei respostas tão estúpidas e agressivas que entrarão para a história da blogosfera brasileira. Qual é o produto ou serviço comercializado pela STC? A única maneira de recuperar o investimento é colocando mais pessoas no esquema. No entanto como não temos qualquer legislação minimamente respeitável no que diz respeito a MMN, é possivel que esquemas como o da STC sequer sejam categorizados como pirâmide.
Se você se sente confortável com a idéia de sair por ai recrutando pessoas pra um negócio que sequer tem um produto ou serviço por trás, problema seu, o nosso alerta está dado. E que venham os defensores da STC com seus argumentos surrados e irrisórios tentando defender o indefensável, pois eu pelo menos não serei condenscente com esse pessoal – a menos que provem que estou enganado sobre a STC -, já que estamos diante de um caso claro de pirâmide onde não existe produto ou serviço sendo comercializado. Na Noruega eu seria condecorado como cidadão honorário que alerta seus compatriotas para golpes contra o consumidor, aqui só terei que aguentar um monte de representantes da STC com aquela ladainha de sempre, dizendo que ganham dinheiro com o negócio, que a empresa paga direitinho e bla bla bla. Isso não me interessa, o que eu quero saber é onde está o produto ou serviço comercializado pela STC?